O dilema de Marconi: bater ou ignorar Vanderlan?
Sonho de QG tucano é 2º turno com Iris
Vanderlan sobe, Marconi oscila e Iris cai
Vanderlan é o menos rejeitado
Senado: Demóstenes e Renner crescem
Dilma dispara: vantagem de 24,2 pontos
Debate mostra fragilidades de Marconi
Veja: houve "armação" contra Marconi
Conheça o histórico de Marconi nos debates
TRE divulga o que leitor do blog já sabia
Veja o tempo dos candidatos ao Senado
Serpes nas entrelinhas: nada definido
Senadores põem na campanha assessores pagos pela Casa
Marconi volta a ter mais tempo de TV
Perillo se contradiz ao explicar documentos e diz que denúncia é "café requentado"
Tucano diz que denúncias são eleitoreiras
STF abre inquérito contra Marconi
Iris tem mais tempo de TV
Os 60,1% que preocupam Iris e Marconi
Eleição em Goiás não está definida
 
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01/06/08 - Domingo
Eleições 2008
Maguito só perde se errar muito

Se eleição fosse hoje, peemedebista venceria com larga vantagem, sem necessidade de segundo turno, eleição em Aparecida de Goiânia

Em 2002 e 2006 Maguito Vilela (PMDB) começou a campanha para governador na liderança de todas as pesquisas. No fim, acabou perdendo a disputa de 2002 para o tucano Marconi Perillo (sem segundo turno) e de 2006 para o pepista Alcides Rodrigues (no segundo turno).

Agora, em Aparecida de Goiânia, novamente o peemedebista é líder absoluto na primeira pesquisa Tribuna do Planalto/ Rádio 730/Grupom sobre a sucessão na cidade. Vai muito bem no levantamento espontâneo, dá goleada na estimulada e fará campanha contra um prefeito que tem rejeição altíssima.

Maguito só tem ondas a seu favor. Algumas delas: 
* Na pesquisa espontânea, Maguito tem 31,8% contra 4,7% do segundo colocado, que é o candidato à reeleição José Macedo (PR). Ou seja: seu nome já está bem consolidado no imaginário do eleitor aparecidense;

* No cenário da pesquisa estimulada que tem oito candidatos (desses oito, pelo menos quatro não devem ser candidatos), Maguito tem 53,2% das intenções de voto contra 10,7% do segundo colocado, o vice-governador Ademir Menezes (PR);

* A rejeição do principal adversário é altíssima. 39,8% dos eleitores dizem que jamais votariam em José Macedo;

* O grupo político do vice-governador Ademir Menezes vive sua maior crise;

* Maguito já provou que tem votos na cidade, tanto que foi campeão de votos em Aparecida nos dois turnos da eleição passada para governador.

Além desses fatores, Maguito também não deve contar com nenhum fator-surpresa. A julgar pelos pré-candidatos já lançados, todos são bem conhecidos na cidade.

Ademir, Macedo e Ozair José estão bastante firmes na memória do eleitor. Ademir já foi prefeito, Macedo é o atual prefeito e Ozair já disputou várias eleições na cidade. Ou seja: se esses nomes têm índices baixos na pesquisa, a razão é a rejeição alta de cada um - e não o fato de serem desconhecidos.

O grupo político de Ademir Menezes também não dá sinais de que quer sair da crise.

A desunião no grupo só aumentou com a impopularidade de José Macedo. Marlúcio Pereira não fala mais a mesma língua do prefeito e o PSDB não ajuda em nada, apenas ameaça lançar Daniel Goulart, nome que, por sinal, é sempre laterna nos cenários pesquisados.

A maior prova de que o eleitor aparecidense está enfadado com o grupo de Ademir Menezes é o cenário da pesquisa em que Maguito não é colocado como candidato. Nesse cenário, espantosos 39,1% não votariam em ninguém, sem contar os 5% que rejeitam todos.

O candidato líder nas pesquisas seria Ozair José, com 20,9% dos votos. Ou seja: nem assim o grupo de Ademir Menezes assumiria a dianteira.

A situação de Macedo é tão crítica que 67,2% têm uma visão negativa dele, enquanto só 32,8% têm uma visão positiva. A pesquisa Grupom mostra também que 43,5% se sentem decepcionados com o atual prefeito e apenas 24,4% o aprovam. Em situações assim, manuais de marketing político sempre recomendam que o prefeito não seja candidato à reeleição, até para não ter de encerrar a carreira prematuramente.

Macedo (e todos os outros candidatos) perdem para Maguito em qualquer fatia do eleitorado, seja ele homem, mulher, jovem, velho, muito ou pouco escolarizado, morador de qualquer região. Para o azar de Macedo, a rejeição de Maguito é a menor de todas: só 10,2% dos eleitores dizem que nunca votariam nele.

Se a eleição fosse hoje, a pesquisa Grupom aponta que, em qualquer cenário estimulado, Maguito seria eleito com folga - sempre sem necessidade do segundo turno.

Nos cenários projetados de segundo turno, Maguito teria no mínimo 53 pontos porcentuais de frente para o segundo colocado. No caso de Macedo ir para um eventual segundo turno contra Maguito, a diferença seria de 56,2 pontos porcentuais a favor do peemedebista.

A liderança de Maguito é tão folgada que é possível projetar que, se ele errar bastante, ainda assim deve ser eleito prefeito de Aparecida.

Só deve perder a eleição se cometer erros gravíssimos, um atrás do outro. É uma situação semelhante a de Iris Rezende (PMDB), que tenta a reeleição em Goiânia.

Postado por Eduardo Horácio às 03:40 de 01/06/08.
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02/06/08 - Segunda-feira
Futebol
Goiás infame

Por Juca Kfouri

O que o Goiás fez com Romerito, e com o Sport, está abaixo da crítica.

Não permitir que ele fique mais 10 dias no clube pernambucano para disputar a decisão da Copa do Brasil é inqualificável.

Porque revela nenhuma solidariedade com um clube que luta a mesma luta que o Goiás luta.

E porque deixa um profissional seu tão insatisfeito que certamente não terá boa seqüência em Goiânia.

Se o Goiás cair haverá frevo rubro-negro no Recife.

E com razão.

Leia mais aqui no blog de Juca Kfouri

Postado por Eduardo Horácio às 02:39 de 02/06/08.
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03/06/08 - Terça-feira
Viaduto da 85 com a T-63
Problema de drenagem pode comprometer obra de viaduto

Prefeito Iris Rezende mandou obra começar sem discussão prévia e sem apresentação de estudos transparentes de impacto ambiental

Existência de lençol freático obriga Secretaria de Obras a alterar projeto para dar vazão à àgua. Idéia é fazer escoamento para o Vaca Brava. Mas especialistas condenam

Relatório que embasa denúncia alerta para a possibilidade de desmoronamento na região

Carla Borges
Em O Popular

Problemas com a drenagem da água das chuvas e o lençol freático superficial, que pode aflorar com as escavações para a construção da trincheira na Praça do Chafariz, no cruzamento das Avenidas 85 e T-63, no Setor Bueno, em Goiânia, podem comprometer o cronograma de execução da obra, fixado inicialmente em cinco meses, encarecer o projeto, orçado em R$ 18 milhões, ou até inviabilizar sua construção da forma planejada. A questão foi levantada em uma denúncia recebida pela Câmara Municipal, à qual O POPULAR teve acesso. Os riscos são confirmados por especialistas ouvidos pela reportagem.

O relatório que embasou a denúncia - cujo denunciante foi mantido no anonimato pelos vereadores da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga irregularidades no funcionamento de escolas particulares e empreendimentos de grande impacto - mostra que a região já tem sérios problemas de drenagem e aponta a inviabilidade de escoamento desse grande volume de água para o Córrego Areião, em um ponto próximo à sede da Polícia Federal, e também para o Vaca Brava, porque ele está saturado com o volume já recebido.

Leia a matéria completa clicando aqui.

Observação minha: a matéria mostra o quanto o prefeito Iris Rezende é voluntarista e amador na gestão de Goiânia. Não há estudos prévios, não há planejamento. Tudo é feito no improviso. A falta de profissionalismo é de impressionar. Mais impressionante ainda é Iris ter a popularidade que tem.

E mais: enquanto o mundo inteiro derruba viadutos (porque eles são obras feitas para carros - e não para pedestres), nós estamos erguendo o segundo em menos de um ano. Goiânia está na contramão do mundo.

Postado por Eduardo Horácio às 05:18 de 03/06/08.
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03/06/08 - Terça-feira
Eleições 2008
Não, Iris, a qualquer preço não!

Por Afonso Lopes

Estou assustado.

Muito assustado.

Consta que a Secretaria da Fiscalização virou moeda de troca, Trocado, mesmo, nota de mil réis, que nem circula mais.

Sai um equivocado, entra um outro. O partido é mantido no feudo. O PRTB é quem manda no pedaço.

Assim, definitivamente, não.

Sabe por quê, Iris, porque se joga fora a dignidade da sua administração. Na lata do lixo.

Publicamente, digo que repensarei meu voto. Se você, Iris, é refém político de um partido pequeno como esse, que é o PRTB, ao ponto de lhe conceder um feudo dentro da Prefeitura de Goiânia, então, tenho mais é que pensar em outro candidato. Qualquer outro.

Não fique assustado e nem pense que meu voto vai te derrotar. Só não me peça a conivência do meu voto. Não assim. Não com esse propósito.

É claro que eu, pouco mais que tantos outros - e como já velho analista político que sou – sei das necessidades imperiosas das múltiplas alianças políticas. Mas não nesse sentido. Não a esse ponto.

Devolver a Secretaria a um partido que não a dignificou é se expor.

Isso é perder a autoridade. Ou ser prepotente ao lidar com ela.

Pode não ser o fim, mas é o princípio.

Leia mais no blog de Afonso Lopes clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 05:06 de 03/06/08.
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03/06/08 - Terça-feira
Política
O tom do blog

Alguns leitores reclamam que o tom deste blog está "elevado" contra Iris Rezende.

O tom já esteve "elevado" contra Marconi Perillo, contra Demóstenes Torres, contra Alcides Rodrigues, contra Pedro Wilson e contra outros políticos. Então, Iris não é o único escolhido.

Quando Iris foi elogiado, ninguém reclamou. Quando o tom foi elevado contra os outros, ninguém abriu a boca.

Resumo: Iris voltou mesmo a ser o que era nos anos 80. Unanimidade. Atacá-lo é, de novo, blasfêmia.

A gestão Iris é, sim, amadora. É centralizadora e autoritária. É só enumerar suas práticas políticas (todas narcisistas) e analisar uma a uma. Aqui já se falou sobre isso: ele é tão coronel quanto Marconi Perillo.

Quanto ao amadorismo, Pedro Wilson e Nion também eram tão amadores quanto Iris. O amadorismo de Nion era tanto que fez aquela aberração chamada avenida Cora Coralina, que mais parece pista de automobilismo.

Pedro Wilson, então, nem se fala. Até a nomeação dos secretários, em sua posse, foi amadora. O pior de Pedro, no entanto, foi sua omissão. Ele não tomou decisões em questões cruciais para a cidade.

Voltando ao atual prefeito, em vez de resolver o problema do trânsito, Iris o piora. Depois da trincheira da Praça do Ratinho, leva adiante uma obra pra lá de questionável no cruzamento da 85 com a T-63, sem o planejamento necessário.

Iris racha praças no meio (igual Nion fazia), levando a cidade a ser cada vez mais feita para carros - e não para pedestres.

O urbanismo hoje - no mundo todo - condena viadutos (Paulo Maluf arrebentou São Paulo com eles) e manda priorizar o transporte público e os pedestres.

Iris só faz maquiagem no transporte público e leva adiante seu projeto de encher a cidade de viadutos e trincheiras. As calçadas estão cada vez mais estreitas e, as ruas, cada vez mais largas.

Postado por Eduardo Horácio às 17:56 de 03/06/08.
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03/06/08 - Terça-feira
Eleições 2008
Demóstenes Torres não é fator de união. Na base aliada, ninguém é

Por Vassil Oliveira

O maior adversário do senador Demóstenes Torres (DEM), caso saia candidato a prefeito de Goiânia, será inicialmente a própria aliança que o lançará, e não o prefeito Iris Rezende (PMDB).

Demóstenes faz o que se espera em uma articulação do tipo: aceita entrar no jogo, mas exige garantias, que, ao que parece, estão sendo dadas.

Mesmo assim, ele mostra reservas, que é uma espécie de segundo passo, para assegurar o acordo que por ventura por fechado para sua candidatura.

O problema na base aliada é que ninguém hoje é confiável para ninguém.

O que quer dizer que Demóstenes, que mostra desconfiança estratégica, também não é confiável para quem quer que seja, marconistas ou alcidistas.

Ele não é unanimidade, e, não sendo, está longe de ser fator de unidade.

Em bom goianês: Demóstenes não junta tanto quanto se espera que ele vá juntar.

Nem no amor, nem na dor.

Por isso corre o risco de ser lançado como candidato para salvar a base, mas não levar apoio conjunto de todos os aliados.

Como candidato, eis o tamanho da costura que ele terá pela frente logo de saída.

Leia mais no blog do Vassil clicando aqui

Postado por Eduardo Horácio às 17:22 de 03/06/08.
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03/06/08 - Terça-feira
Viaduto da 85 com a T-63
Band-aid para tratar fratura exposta

Quero chamar atenção para um detalhado estudo sobre a questão da construção do viaduto da T-63 com a avenida 85. A dica é do blogueiro Marcus Fidélis.

Vamos aos links:

1) Histórico do Projeto do Viaduto e Trincheira na Praça do Chafariz até o protocolo da representação no MP - Clique aqui.

2) Histórico após o protocolo da representação - Clique aqui.

3) Pasta com documentos: representação, anexos, abertura do inquérito pelo MP, recomendações do MP ao Dermu/Compav, SMO e ata da audiência realizada no MP em 16 de maio - Clique aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 19:42 de 03/06/08.
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03/06/08 - Terça-feira
Eleições 2008
Sua excelência, o fato

Por Fleurymar de Souza

Quem sabe a hora certa do veredicto é quem manda. Quem manda é ele. Quem tem autonomia de vôo e tem responsabilidade ímpar no processo é ele. Ocorre que, sua excelência, o fato, está conclamando a imediata intervenção.

O quase consenso em torno da hipotética candidatura de Demóstenes Torres à Prefeitura vai se impondo. O governador Alcides Rodrigues está vendo o tempo se esvair.

Bater o martelo por um corifeu do DEM é o mesmo que dizer ao presidente Lula que dispensa seu apoio, financeiro principalmente. Definir-se pela candidatura do PP é pedir aos militantes do PSDB para cruzarem os braços, facilitando o trabalho de Íris na campanha.

Optar por Barbosa Neto é se atirar no escuro. Barbosa tem perspectiva política a médio e longo prazos, por isso faz do pragmatismo sua mais notória marca de militante independente.

Não é preciso lembrar que eleição municipal é prenúncio de bons trampolins para as acomodações das disputas de 2010.

Ter em mãos o segundo maior orçamento do Estado é garantia de extraordinário cacife para o jogo das composições em eleições majoritárias. E elas estão chegando.

Traduzindo: o governador tem um descomunal abacaxi nas mãos. Não vai poder segurá-lo por muito tempo. Até pelo seu excepcional peso.

Leia mais clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 17:25 de 03/06/08.
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07/06/08 - Sábado
Eleições 2008
Base duplica erros de 2004

É só folhear os jornais de abril, maio e junho de 2004 e comparar com os de hoje. Quatro anos atrás ou hoje, Iris Rezende (PMDB) é o único que se preparou minimamente para a eleição de Goiânia. Os partidos da base aliada (PP, DEM, PTB, PR, PSB, entre outros) batiam cabeça em junho de 2004, assim como fazem agora.

Iris, quatro anos atrás, aproveitou o vácuo e cresceu bastante em maio e junho, o suficiente para ter gordura nas pesquisas e vencer.

Em 2004, a desunião foi tão grande na base aliada que o PTB foi parar na vice de Pedro Wilson (PT).

O PFL (atual DEM) lançou Raquel Azeredo.

O PSB cruzou os braços. Ficou ressentido com a não-candidatura de Barbosa Neto. Marconi Perillo (PSDB) puxou o tapete de Barbosa e lançou Sandes Júnior (PP).

O resultado é conhecido: a campanha de Sandes foi desastrada do início ao fim e, em momento algum, empolgou o eleitorado ou os partidos aliados. Nem para o segundo turno foi.

Terminada a eleição, uma certeza: todos os partidos reconheceram que erraram muito na pré-campanha, enquanto Iris acertava fazendo o feijão-com-arroz. Em 2008 o erro não seria repetido.

Aos fatos: a situação de agora é ainda pior do que a de quatro anos atrás.

Em 2004, a cada semana um nome era considerado favorito para ser o candidato do governador.  A gangorra é a mesma agora.

Já se falou em Raquel Teixeira (PSDB), hoje abandonada por seu partido. Há semanas em que só se fala em Demóstenes Torres (DEM). Em outras, o foco é Barbosa Neto. Na semana que passou, a candidatura "irreversível" da vez foi a de Sandes Júnior.

Se há semelhanças, há também diferenças consideráveis - todas a favor do PMDB.

A primeira delas: Marconi Perillo, hoje senador, não está tão preocupado com a eleição de Goiânia como esteve em 2004.

A segunda: Alcides Rodrigues, hoje governador, também não parece preocupado com o fato de Iris ser reeleito. Em vez de oxigenar aliados, Alcides prefere falar parceria com o PMDB em 2010.

Do lado peemedebista, mais diferenças. Em junho de 2004, Iris não passava de 35% dos votos (hoje tem pelo menos 20 pontos porcentuais a mais).

Outra mudança é que, desta vez, o PT não lança candidato - porque preferiu apoiar Iris.

Em 2004, menos de 25% do tempo de TV na propaganda eleitoral pertencia a Iris. Agora, em 2008, mais de 50% do tempo de TV será de Iris.

Em 2004, Iris não tinha a máquina da prefeitura nas mãos.

Também em 2004, a rejeição de Iris era superior a 30%, enquanto hoje não chega nem a 10%.

Na eleição municipal passada, o PMDB não tinha nenhum candidato em Aparecida de Goiânia. Iris tinha dificuldade de alcançar os eleitores que votavam em Goiânia e moravam em Aparecida. Hoje, Iris tem Maguito Vilela na cidade vizinha, candidato que lidera as pesquisas com folga.

A chapa de vereadores do PMDB em 2004 era risível, mais fraca do que a de muitos partidos nanicos - tanto que só elegeu dois nomes: Abdiel e Paulo Cézar Martins. Em outubro, a chapa de vereadores do PMDB deve eleger, no mínimo, cinco nomes.  

Tudo isso expõe paradoxos:

1) Quanto mais Iris se fortalece, mais a base do governador se fragmenta;

2) Quanto mais o PMDB fica forte em Aparecida, mais os aliados se desentendem;

3) Quanto mais Iris antecipa a campanha eleitoral, mais os aliados a adiam;

4) Quanto mais a vitória de Iris se torna fácil, menos os adversários o criticam.

Em resumo: dez anos depois da derrota de 1998, Iris consegue retomar o espaço perdido no imaginário do eleitor.

E justamente com a ajuda de quem menos se esperava: dos adversários que o derrotaram em 1998. Será que eles (os adversários de Iris) se dão conta disso? E qual resposta a essa pergunta seria pior? Sim ou não?

Postado por Eduardo Horácio às 17:55 de 07/06/08.
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08/06/08 - Domingo
Eleições 2008
Maguito: Iris é candidato em 2010

Tribuna do Planalto e Jornal Opção entrevistaram esta semana o senador Maguito Vilela.

Atenção para duas respostas semelhantes de Maguito.

Primeiro, na Tribuna:
"O prefeito está fazendo uma administração impecável, mas vai chegar um momento que Goiás vai exigir do prefeito Iris uma candidatura ao governo. O PMDB eu tenho quase que certeza que vai exigir isso do prefeito, mais esse sacrifício dele. E eu acredito que uma vitória minha em Aparecida facilita o futuro do prefeito Iris."

Depois, no Opção:
"Eu senti nele (Iris Rezende) muita vontade de disputar a eleição em Goiânia, muita vontade agora em disputar a reeleição. Ele gosta de desafios. Acho que ele vai querer disputar em 2010 e penso que Goiás também vai querer. O PMDB deve até exigir que ele dispute. Ele não é de fu­gir da raia. Acho que Iris tem muito ainda a oferecer a Goiás."

Comentário meu:

O que tudo isso revela?

1) Que, para o PMDB, 2008 já são favas contadas;

2) Meirelles? O PMDB em 2010 vai mesmo é de Iris.

E quer saber? Na minha opinião, Iris vence Meirelles de goleada. O encanto que o eleitor goianiense (e também o do interior) sente hoje por Iris é até mais forte do que sentia no início dos anos 80. E, em dois anos, esse encanto dificilmente será quebrado

Clique aqui e leia toda a entrevista na Tribuna
Clique aqui e leia toda a entrevista no Opção

Postado por Eduardo Horácio às 04:34 de 08/06/08.
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08/06/08 - Domingo
Eleições 2008
Gomide é o nome do PT em Anápolis

Confirmando o que o repórter Frederico Jotabê antecipou há uma semana, com exclusividade na Tribuna do Planalto (e na Tribuna de Anápolis), o atual vereador Antônio Roberto Gomide será o candidato do PT na sucessão em Anápolis deste ano. 

Gomide foi escolhido candidato ontem em encontro do PT, com o apoio unânime dos 176 delegados presentes. Ele é irmão do deputado federal Rubens Otoni, também do PT.

Como se vê, ao contrário do que este blogueiro erroneamente informou há seis dias, Rubens Otoni não será candidato.

Postado por Eduardo Horácio às 01:19 de 08/06/08.
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08/06/08 - Domingo
Eleições 2008
Sem apoio, Barbosa sai da disputa

De O Popular

Sem apoio dentro da base aliada e com dificuldades para deslanchar sua pré-candidatura, o presidente da Goiás Turismo, Barbosa Neto (PSB), desistiu de disputar a Prefeitura de Goiânia. A saída de Barbosa do pleito aumenta a força da pré-candidatura do deputado Sandes Júnior (PP).

Barbosa ainda não comunicou oficialmente sua decisão, mas já avisou a aliados que está fora do páreo. Teria também comunicado na sexta-feira ao governador Alcides Rodrigues (PP) que preferia continuar à frente da agência para dar continuidade aos projetos da pasta. Procurado ontem pela reportagem, Barbosa não retornou os telefonemas.

Clique aqui e leia a matéria completa

Postado por Eduardo Horácio às 04:18 de 08/06/08.
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08/06/08 - Domingo
Eleições 2008
Marlúcio vai enfrentar Maguito
Reprodução

Maguito Vilela (PMDB) tem tudo - tudo mesmo - para se eleger prefeito de Aparecida de Goiânia em outubro.

As pesquisas mostram isso. Contra quaisquer candidatos, sua vantagem passa dos 50 pontos porcentuais - isso no pior cenário para ele, Maguito.

Ontem, no entanto, o grupo político do vice-governador Ademir Menezes (PR) deu dois passos importantes para, pelo menos, dar trabalho a Maguito.

Primeiro: forçou José Macedo (PR) a desistir da candidatura à reeleição. Seria um desastre eleitoral.

Segundo: lançou o deputado estadual Marlúcio Pereira (PTB) candidato pelo grupo.

De todos os pré-candidatos possíveis, Marlúcio é o único que pode representar o "fato novo". É o único compotencial de crescimento, até por não estar desgastado como Macedo e Ademir.

Marlúcio pode não ganhar a eleição, mas a tornará disputada. No mínimo, a vitória de Maguito já não será tão fácil.

Postado por Eduardo Horácio às 01:48 de 08/06/08.
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07/06/08 - Sábado
Viaduto da 85 com a T-63
O preço da improvisação

O professor de urbanismo da UFG José Antônio Tietzmann e Silva escreveu um belo artigo, publicado ontem em O Popular.

Veja, abaixo, um trecho do artigo:

Pois bem, mesmo diante das normas que regem a política urbana, de um lado, e dos problemas que acometem a gestão urbana da capital, de outro lado, o poder público municipal, que deveria ser o garantidor do cumprimento das normas de urbanismo, desrespeita-as monumentalmente na construção da obra atualmente em curso, na conjugação das Avenidas 85 e T-63.

Não houve previamente nem licenciamento nem estudos de impacto ambiental ou de vizinhança, nem consulta pública, tampouco estudos mais aprofundados sobre o terreno que abrigará a obra: descobre-se, somente agora, que há um lençol freático bastante raso no local, descoberta que leva a construtora responsável pela obra a declarar, minimizando o problema, que já construiu até usina siderúrgica sobre um manancial!

Em pleno século 21 uma empresa se gabar de contribuir para a degradação ambiental é algo incompreensível e ajuda a reforçar o que penso: que essa obra se assemelha ao famoso “puxadinho” que se faz num barracão, pois apresenta claros indícios da improvisação, tão característica do brasileiro em geral.

Para ler o artigo completo, clique aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 17:58 de 07/06/08.
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08/06/08 - Domingo
Jornalismo
Uma boa leitura
Foto: FNPJ

Recomendo uma boa leitura: a entrevista coletiva feita com o novo presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), Edson Luiz Spenthof.

Spenthof é professor de jornalismo da UFG.

Para ler a entrevista clique aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 23:58 de 08/06/08.
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09/06/08 - Segunda-feira
Eleições 2008
Paulo Garcia, o vice

Apenas para constar: Paulo Garcia (PT) será o vice de Iris na chapa PMDB-PT na sucessão de Goiânia.

A escolha foi domingo.

Postado por Eduardo Horácio às 23:22 de 09/06/08.
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10/06/08 - Terça-feira
Eleições 2008
Base caminha para lançar Sandes

Com desistência de outros postulantes, resta, além do pepista, nome de Demóstenes Torres

Por Fabiana Pulcineli
De O Popular

A base do governo estadual caminha para lançar a candidatura do deputado federal Sandes Júnior (PP) em Goiânia, depois das desistências dos demais postulantes e do desânimo quanto à aglutinação em torno do senador Demóstenes Torres (DEM). O presidente da Goiás Turismo, Barbosa Neto (PSB), confirmou ontem ao POPULAR a "decisão pessoal de não disputar”.

Depois dos sinais do Palácio das Esmeraldas, lideranças do PSDB e do PTB que incentivavam a candidatura do democrata desanimaram com a impossibilidade de apoio do PP do governador Alcides Rodrigues. A cúpula nacional do DEM, no entanto, faz pressão pela candidatura do senador depois de analisar pesquisas internas feitas na capital.

O deputado federal Ronaldo Caiado, presidente estadual do DEM, disse que vai se reunir hoje em Brasília com as lideranças nacionais do partido, quando deve haver uma decisão sobre a possibilidade de candidatura. Demóstenes afirmou, no entanto, que não recua na exigência de apoio do governador para disputar.

Ontem, pepistas e tucanos afirmavam aguardar a posição do DEM. Havia especulações de que a deputada federal Raquel Teixeira (PSDB), que desistiu de disputar a Prefeitura há duas semanas, anuncie apoio a Demóstenes. Ela vai se reunir hoje com Demóstenes e com o deputado federal Jovair Arantes (PTB).

Leia a matéria completa clicando aqui.

Comentário meu: conforme já dito aqui (clique e releia), Alcides e a base querem mesmo eleger Iris. Sandes é o pior nome de todos os pré-candidatos colocados.

Postado por Eduardo Horácio às 02:23 de 10/06/08.
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10/06/08 - Terça-feira
Fotografia
Genial: Cartier-Bresson em Lego
Foto: Balakov

Uma boa idéia - e muito bem executada: o fotógrafo Balakov recriou fotografias clássicas em Lego.

A foto deste post, por exemplo, é inspirada numa das imagens mais conhecidas de Henri Cartier-Bresson.

Há uma que reproduz um momento histórico do futebol: o gol de mão que Maradona fez contra a Inglaterra pelas quartas-de-final da Copa do Mundo de 1986 (clique aqui e veja-a).

Para ver mais fotos adaptadas para o Lego, clique aqui.

Uma outra boa idéia (semelhante): Brick Testament.

Postado por Eduardo Horácio às 22:51 de 10/06/08.
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11/06/08 - Quarta-feira
Jornalismo
Homenagem a Aloysio Biondi
Foto: arquivo pessoal

Está no ar um sítio que resgata a memória de um dos grandes jornalistas da história do Brasil.

É o sítio Aloysio Biondi, que homenageia o jornalista que morreu aos 64 anos, em 21 de julho de 2000.

Ao todo, são mais de 1000 artigos e reportagens do jornalista que revolucionou a cobertura do jornalismo econômico brasleiro.

Dos mais de 1000 artigos, há centenas que foram publicados no Diário da Manhã, na época em que o jornalista passou por Goiás.

Entre os artigos há, por exemplo, um (clique aqui) que faz crítica a um dos articulistas permanentes do DM, Jávier Godinho.

Há também um depoimento do jornalista Washington Novaes que conta, em detalhes, a passagem de Washington e de Biondi pelo Diário da Manhã (clique aqui e leia).

É possível ainda fazer o download, gratuitamente, do livro O Brasil Privatizado, publicado no início de 2000.

O coordenador do projeto é Antonio Biondi, filho de Aloysio, que foi colega de movimento estudantil deste blogueiro, no fim dos anos 90.

Para ir ao site basta clicar aqui ou digitar www.aloysiobiondi.com.br

Postado por Eduardo Horácio às 23:41 de 11/06/08.
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14/06/08 - Sábado
Vinhos
Enófilos de primeira

Assim como o jornalista Marco Aurélio Vigário, Afonso Lopes também é especialista em vinhos. Visite o blog de Afonso (clique aqui) e confira algumas dicas de vinhos bons com preço inferior a R$ 30.

Já Marco Aurélio (clique aqui e leia) ensina: "O órgão mais importante na degustação não é a língua, mas sim o nariz. As glândulas olfativas são muito mais sensíveis que as papilas gustativas".

Postado por Eduardo Horácio às 00:05 de 14/06/08.
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16/06/08 - Segunda-feira
Jornalismo
Para quê serve o jornalismo político?

A pergunta do título pode soar estranha.

Quem trabalha nessa editoria, no entanto, já deve ter se perguntando ao menos uma vez. Jornalista dessa área (incluindo este blogueiro) costuma passar a maior parte do tempo (para não dizer 'todo' o tempo) preocupado com fofocas, com bastidores, com intrigas, com especulações, enfim, com o chamado "jogo político".

As questões que, de fato, são de interesse público (e, portanto, do leitor) geralmente são marginalizadas.

Sem maniqueísmos: é claro que o leitor também não é inocente.

Quando um jornalista da área se aventura a fazer uma matéria de fundo - que investigue, por exemplo, todos os pontos de uma reforma tributária - a resposta do leitor não passa de um bocejo. Matérias assim dão muito trabalho e têm alto interesse público. E pouquíssima repercussão.

Essa justificativa é ótima. A razão de haver tantas matérias sobre intrigas do mundo político seria o desejo dele, leitor.

Também não é assim. Em outros assuntos, nem sempre o que o leitor deseja é o que se publica. É só observar o quanto a cobertura policial dos jornais foi reduzida ao mínimo, embora sempre tenha tido sucesso de público.

Fora os momentos de exceção (casos como Sílvia Calabresi e o casal Nardoni), a rotina da cobertura policial é nunca ser destaque na primeira página, por exemplo.

Jornalista da editoria de política tem hábitos estranhos. Costuma cantar vitória quando publica uma intriga que o concorrente não publicou. Faltando um ano (ou dois anos, ou três anos...) para a eleição seguinte, páginas e páginas são publicadas com especulações sobre quem será o candidato do partido x, da base y ou da coligação z.

O grau de acerto dessas previsões, no entanto, é tão alto quanto o das previsões de outra página do jornal, onde fica o horóscopo.

Jogo de pôquer
O relacionamento do jornalista com suas fontes na área política também não é bem resolvido. Há aqueles que se encantam com o poder (sim, isso ainda existe), outros que apostam em relações pouco republicanas e aqueles que só se preocupam com informações.

Os que se preocupam apenas com informações são, em tese, os mais bem preparados. Costumam trazer informações mais confiáveis ou, pelo menos, desvinculadas de interesses de terceiros.

Ainda assim, mesmo para esse último grupo, o trabalho não é dos mais gratos. Dos que buscam apenas informação, há duas subdivisões: 1) os que fazem perguntas e investigações que não contrariam as fontes; 2) os que fazem perguntas e investigações que exploram as contradições e erros das fontes.

Geralmente os repórteres que exploram as contradições e erros de suas fontes fazem o que se chama de bom jornalismo. São eles que 'salvam' a imagem da profissão. Tanto que os jornalistas desse grupo são os que se destacam. O resto não passa de baba-ovo.

A jornalista norte-americana Janet Malcolm, por exemplo, está entre as que exploram contradições das fontes. Mas ela faz uma autocrítica, como a destacada no início do livro O Jornalista e o Assassino (1991):

"Qualquer jornalista que não seja demasiado obtuso ou cheio de si para perceber o que está acontecendo sabe que o que ele faz é moralmente indefensável. Ele é uma espécie de confidente, que se nutre da vaidade, da ignorância ou da solidão das pessoas. Tal como a viúva confiante, que acorda um belo dia e descobre que aquele rapaz encantador e todas as suas economias sumiram, o indivíduo que consente em ser tema de um escrito não-ficcional aprende - quando o texto aparece publicado - a sua própria dura lição. Os jornalistas justificam a própria traição de várias maneiras, de acordo com o temperamento de cada um. Os mais pomposos falam em liberdade de expressão e do 'direito do público de saber'; os menos talentosos falam sobre arte; os mais decentes murmuram algo sobre ganhar a vida."

Malcolm vai no alvo. É difícil para um jornalista conseguir uma boa informação de sua fonte sem apostar em vaidade, ignorância ou solidão da fonte. Algumas vezes mais, outras vezes menos, estamos sempre 'traindo' quem entrevistamos.

Tudo bem, sem maniqueísmos: as fontes também apostam na vaidade, na ignorância ou na solidão do jornalista. E, muitas vezes, as fontes ganham e o jornalista perde.

Do lado do jornalista ou do lado da fonte, somos como viciados em pôquer: nem o jornalista pára de tentar enganar a fonte, nem a fonte desiste de enganar o jornalista.

Jornalistas ainda têm muito a melhorar. A cobertura política pode e deve ser aperfeiçoada. A democracia, jovem e imatura, explica parte dos problemas.

Outra parte, no entanto, depende exclusivamente de quem trabalha na área. E, claro, há a parte moralmente indefensável, mesmo quando prevalecem as melhores das intenções.

Sobre essa parte, muito pouco a se fazer.

Apenas o óbvio: admitir que a crítica de Malcolm é doída - mas absolutamente verdadeira.

Postado por Eduardo Horácio às 03:41 de 16/06/08.
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16/06/08 - Segunda-feira
Jornalismo
Para quê serve o jornalista?
Foto: Divulgação

Hildy, personagem que é jornalista no filme Jejum de Amor (1940), fala da pergunta colocada no título:

-  Jornalista? O que é isso? Espiar pela fechadura, acordar pessoas para perguntar se Hitler começará outra guerra? Sei tudo sobre repórteres. Um bando de tontos correndo por aí sem um tostão e para quê? Para informar desocupados.

Apesar de todas as tentativas, Hildy não abandona a profissão. O furo, as intrigas e as especulações acabam vencendo.

Postado por Eduardo Horácio às 03:30 de 16/06/08.
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16/06/08 - Segunda-feira
Televisão
Henrique Meirelles no Roda Viva

Para marconistas em geral - que estão preocupados com "ele" - o entrevistado de hoje do Roda Viva é o presidente do Banco Central Henrique Meirelles.

A (nova) âncora do programa é Lillian Witte Fibe. Participam como entrevistadores os jornalistas Vinicius Torres Freire, Cristina Alves, Cida Damasco e José Roberto Campos.

O programa começa às 22h40 e vai ao ar na TV Cultura.

Postado por Eduardo Horácio às 03:04 de 16/06/08.
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16/06/08 - Segunda-feira
Política
Na Istoé: Pequenas hidrelétricas, grandes negócios

Ministério Público investiga participação de políticos em concessões da Aneel

Revista Istoé apurou que um dos parlamentares citados nas investigações do Ministério Público é o senador Marconi Perillo (PSDB-GO), que teria participações não declaradas em algumas PCHs

Por Mino Pedrosa
Revista Istoé

Enquanto as atenções dos órgãos fiscalizadores estão concentradas na liberação das obras de grandes hidrelétricas, como as de Jirau e Santo Antônio, em Rondônia, o Ministério Público Federal vem comprovando que a concessão de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) pelo País afora tem gerado lucros tão meteóricos quanto de origem escusa. São usinas de pequeno porte, capazes de produzir 30 mil megawatts e que, uma vez construídas, têm valor médio de R$ 300 milhões.

Para que se possa construir e explorar as PCHs é necessária uma concessão pública, outorgada pela Aneel, e a liberação do Ibama. Pelos trâmites normais, o processo de aprovação chega a levar dois anos. No entanto, nos últimos meses, o Ministério Público Federal tem constatado que algumas autorizações são obtidas em tempo recorde, graças à influência de parlamentares e governadores.

A informação foi repassada ao Ministério Público por um senador da base aliada do governo que tem auxiliado as investigações e os procuradores já comprovaram casos concretos de danos ambientais e falhas nos processos construtivos. Hoje, há no Brasil 299 dessas pequenas hidrelétricas em funcionamento e outras 79 em construção. Das que estão em operação, 154 foram inauguradas nos últimos dez anos.

(...)

O Ministério Público também já constatou que em muitos casos os nomes de deputados e senadores não fazem parte das empresas que procuram explorar as PCHs, mas estão por trás das concessões fornecidas pela Aneel e pelo Ibama. Como os parlamentares têm foro privilegiado, seus nomes são mantidos sob sigilo pelos procuradores até que as investigações sejam remetidas aos tribunais superiores.

Mas o que eles descobriram é que muitos políticos oferecem seus préstimos na facilitação dos trâmites dos projetos nos órgãos oficiais. Em troca, pedem pela consultoria um percentual em torno de 20% do capital a ser investido.

ISTOÉ apurou que um dos parlamentares citados nas investigações do Ministério Público é o senador Marconi Perillo (PSDB-GO), que teria participações não declaradas em algumas PCHs. "Não é verdade. Não tenho nem 1% de nenhuma hidrelétrica", afirma Perillo. Outro nome citado na apuração do MP é o do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele seria sócio do doleiro Lúcio Bolonha Funaro na PCH do rio Apertadinho, em Vilhena, Rondônia. "Não sou sócio e Funaro não é nem amigo nem inimigo", afirma o deputado

Leia a matéria completa clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 13:13 de 16/06/08.
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19/06/08 - Quinta-feira
Eleições 2008
Alcides e aliados abraçam Iris

Se Sandes Júnior é o mesmo o nome da base aliada para enfrentar Iris Rezende (PMDB), não há mais nenhuma dúvida: todo mundo - incluindo toda a base aliada - quer ver Iris reeleito em outubro.

De todos os nomes, Sandes é o que tem pior potencial de crescimento, o que jamais atingirá a classe média e o mais despreparado tecnicamente. Sem contar sua baixa credibilidade (já falamos de tudo isso aqui - clique e releia)

Isso explica os foguetes que ouvi ontem. Certamente são de Iris, comemorando a escolha do "adversário" Sandes Júnior.

Postado por Eduardo Horácio às 05:03 de 19/06/08.
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21/06/08 - Sábado
Eleições 2008
Aliados: covardia e oportunismo
Foto: Leo Iran

Sandes só tem boas chances de ser o candidato único da base aliada porque é fraco

Se fosse forte, ninguém aceitaria seu nome. Se Iris estivesse fraco, Sandes também não emplacaria

Ainda é cedo para cantar vitória: Marconi Perillo pode tentar última cartada para Sandes não ser candidato único

De repente, parece que tudo se resolve em um segundo: Sandes Júnior é o candidato de praticamente todos os partidos da base aliada, algo que parecia impossível antes.

Embora se diga o contrário, não é uma decisão definitiva, sendo razoável a chance de acontecer reviravoltas. Mesmo sabendo que os partidos da base aliada (PP, PTB, PSDB, DEM, PSB, PR) são covardes, é também plausível acreditar que eles são oportunistas.

Mesmo percebendo que o candidato de Marconi Perillo (PSDB) não emplacou (pelo menos por ora), é no mínimo certo que o tucano tentará uma última cartada.

Há detalhes que ainda atrapalham Sandes. Um deles: mesmo dizendo que apóiam o pepista, os partidos ainda não oficializaram o apoio.

Em uma semana, muita coisa pode mudar.

Já Marconi Perillo ainda tem cartas na manga se optar por não apoiar Sandes. Uma delas é Raquel Teixeira (PSDB), até agora abandonada por seu próprio partido. Raquel ainda não oficializou sua desistência. Pode acabar candidata.

Uma outra opção é Gilvane Felipe (PPS), marconista de carteirinha. Se PSDB e PTB o apoiarem, sua candidatura ganha fôlego para, no mínimo, deixar Sandes para trás.

Pode até não haver reviravoltas. Mas é necessário reconhecer que Sandes Júnior (PP) só 'une' os partidos da base aliada porque todos eles acham impossível vencer Iris Rezende (PMDB) em 2008. E, já que ninguém pode vencer Iris, ninguém briga por ser candidato.

Se Iris estivesse fraco nas pesquisas, os tais "aliados" estariam se matando. Demóstenes não desistiria tão facilmente. Barbosa tentaria até o fim ser candidato. Aliados sabem que Sandes jamais vencerá. Escolhem o pepista para ver se conseguem alguns cargos no governo do Estado.

Sandes só é candidato, repita-se, porque tem todas as características que fariam dele um mau candidato para enfrentar Iris. Não tem voto na classe média, fala sandices o tempo todo (como bem definiu, em 2004, a então candidata Raquel Azeredo), tem uma falsa empostação de voz que diminui sua já baixa credibilidade, não sabe articular um pensamento minimamente decente e é conhecido por tremer em debates.

Além disso, Sandes é um péssimo advogado de qualquer aliado. Se Alcides Rodrigues for atacado na campanha eleitoral, o prefeitável pepista não saberá defendê-lo.

Todo atrapalhado, Sandes poderá, até mesmo, aumentar a credibilidade das críticas contra Alcides. Em 2004, quando perguntado sobre o que fazer no trânsito de Goiânia, Sandes disse que era preciso combater um 'mito' na cidade: a de que existem pedestres. Segundo ele, pesquisas (ele nunca revelou as fontes, claro) indicam que as pessoas não andam a pé em Goiânia. Comentários desse tipo dão uma idéia razoável da facilidade que Iris encontrará para ser reeleito.

E a chapa de vereadores?
A opção por Sandes embute ainda um outro problema, que deverá ganhar holofotes esta semana: a irritação dos candidatos a vereador da base aliada. Com Sandes encabeçando a chapa para prefeito, os vereadoriáveis se enfraquecem. Terão de trabalhar dobrado para conseguir uma vaga na Câmara no ano que vem, enquanto que os candidatos a vereador do PMDB e do PT terão muito mais facilidade para pedir voto - já que contam com um candidato a prefeito forte.

Se Sandes Júnior é candidato, está aí uma grande oportunidade para quem quiser ser a segunda força da capital. Com o PT sem candidato próprio, Sandes é o maior favorito a ser o segundo colocado na eleição.

Mas qualquer outro candidato da base aliada que ainda vier a ser lançado terá muita facilidade para ocupar, logo nos primeiros dias de campanha, a segunda posição, dada a fragilidade do nome do PP. Mesmo que não vença Iris, é um baita negócio ser o principal contraponto ao PMDB. Afinal, quem aparecer bem agora começa a desenhar o seu rumo em 2010 e 2012.

É bom, portanto, estar atento: a definição precoce da candidatura única de Sandes Júnior (PP) pela base aliada deve, ainda, ser colocada em suspeita. Não há como descartar reviravoltas.

Em 1998, a escolha (também precoce) de Roberto Balestra (PP) como candidato a governador por esse mesmo arco de alianças acabou desgastando o pré-candidato prematuramente, levando-o à desistência. Em seu lugar, em cima da hora, quem saiu candidato foi o então deputado federal Marconi Perillo (PSDB).

Postado por Eduardo Horácio às 19:30 de 21/06/08.
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23/06/08 - Segunda-feira
Política
O que você tem a ver com a corrupção?
Foto: Gerlind Carvalho

Por Marcus Fidelis

Foto e legenda que ilustram a matéria Prefeito prestigia lançamento da campanha "O que você tem a ver com a corrupção?" , publicada no site da Prefeitura de Goiânia, em 16/06/2008.

Leia também, no site do Ministério Público, matéria da mesma data: "MP lota auditório no lançamento estadual do movimento 'O que você tem a ver com a corrupção?'"

Leia mais no blog do Marcus Fidelis.

Postado por Eduardo Horácio às 19:04 de 23/06/08.
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23/06/08 - Segunda-feira
Eleições 2008
A eleição do sim e do não

Por Fleurymar de Souza

Não quero ser o “desmancha-prazer” das oposições, mas essa eleição municipal de Goiânia está trazendo à lembrança o tempo da ditadura do general Alfredo Stroessner, que reinou por 35 anos, sete mandatos e inúmeros absurdos, no Paraguai, entre 1954 e 1989. Ditador assumido a ponto de oferecer abrigo até para nazistas caçados por Israel, Stroessner credenciou-se a máster em fraude eleitoral.

Deve-se ao bizantino ditador a invenção da cédula eleitoral emblemática de sua tacanha visão: trazia impressa duas únicas opções para o eleitor paraguaio votar: Sim ou Não. "Sim" significava a opção pela permanência de Stroessner no Poder. "Não" significava a opção para o ditador não deixar o Poder.

Da forma como as oposições estão facilitando as coisas, é provável que o eleitorado se dividirá entre os que dirão 'sim' ao segundo mandato de Íris e os que dirão 'não'. Tudo democraticamente.

Leia mais aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 19:01 de 23/06/08.
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23/06/08 - Segunda-feira
Jornalismo
Globo reconhece apoio a militares
Foto: Reprodução

Vasculhando o sítio Memória Globo na internet, encontrei algo interessante: a Globo reconhece que apoiou a ditadura militar (1964-1985) no Brasil. No entanto, usa os termos "movimento militar" e justifica o apoio recíproco à ditadura com a idéia de ir contra o "nacional-populismo de João Goulart".

Tem mais preciosidades. O texto diz que Roberto Marinho "acreditava na vocação democrática do presidente Castello Branco". O texto, depois, acaba tentando fazer todos acreditarem que a Globo não teve ajuda dos militares, com o argumento de que não houve concessões públicas dadas a ela. De fato, não. A ajuda dos militares à Globo veio em forma de anúncios publicitários em quantia recorde na emissora, o que o texto não diz.

Veja, abaixo, alguns trechos do texto:

"Afirma-se, com freqüência, que o crescimento da Rede Globo de Televisão se deu graças à sua estreita ligação com o regime implantado em março de 1964. O Globo, de fato, apoiou  o movimento militar. Mas esta não foi uma posição exclusiva do jornal. Havia, naquele momento, um posicionamento amplamente majoritário contra o chamado nacional-populismo de João Goulart. Com exceção da Última Hora, todos os principais órgãos de informação do país apoiaram o golpe. Depois de instaurado o primeiro governo, alguns periódicos passaram para a oposição. Roberto Marinho seguiu dando apoio aos militares. Ele acreditava na vocação democrática do presidente Castello Branco e na eficácia da política econômica desenvolvida por Roberto Campos e Octavio Gouvêa de Bulhões.
 
O presidente das Organizações Globo nunca negou sua simpatia em relação ao regime.

Desta forma, nenhuma das concessões obtidas pela TV Globo foi dada pelos militares. As duas únicas concessões foram outorgadas antes do período militar: a primeira em 1957, pelo presidente Juscelino Kubitschek, para a Globo do Rio , e a segunda em 1962, por João Goulart, para o canal da emissora em Brasília.

(...)
 
Durante o período militar, a Rede Globo chegou a enfrentar dificuldades à sua expansão. Em 1978, por exemplo, lhe foi negada a concessão de um canal de televisão em João Pessoa. No mesmo período, a TV Globo também teve negado pedido de concessão para um canal de TV em Curitiba.
 
O jornalismo da Globo não recebeu nenhum tratamento diferenciado durante o período militar. Como todos os veículos de informação, o seu noticiário sofreu com a censura, que atuava diretamente na emissora na forma de telefonemas, comunicações oficiais e memorandos.

Notícias de eventos considerados delicados para o governo, como a morte de Carlos Lamarca, por exemplo, provocavam a presença na emissora de oficiais do SNI (Serviço Nacional de Informação) e do chefe da polícia. Em agosto de 1969, a Globo chegou a ser retirada do ar durante algumas horas como punição pela leitura, no programa de Ibrahim Sued, de uma nota sobre a doença do presidente Costa e Silva. Mesmo no período da abertura, as pressões continuaram grandes sobre a TV Globo. Em 1981, quando ocorreu o atentado no Riocentro, os militares ocuparam a redação da emissora e não deixaram que quase nada fosse exibido sobre o assunto.
 
A censura não se limitava às notícias: atuava também no entretenimento."

Clique aqui para ver a íntegra do texto.

Postado por Eduardo Horácio às 22:01 de 23/06/08.
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23/06/08 - Segunda-feira
Jornalismo
Globo resume 1989 à edição do debate
Foto: Reprodução

No episódio da edição do debate Collor x Lula na eleição presidencial de 1989, o sítio Memória Globo reconhece que o episódio provocou um dano à imagem da TV Globo. Mas tenta dar dimensão menor ao episódio, usando frases de petistas que reconhecem que Lula tinha mesmo saído mal no debate.

Quatro considerações:
1) O fato de Lula ter saído mal não significa que o debate devesse ter sido editado da forma como foi;
2) A Globo ajudou Collor em 1989 do início ao fim da campanha. Resumir tudo a uma edição de debate é tentar, de novo, enganar o (e)leitor. Aliás, a ajuda começou antes, na pré-campanha, quando da produção e exibição de um Globo Repórter inteiro sobre o "caçador de marajás" Fernando Collor de Mello;
3) O texto do sítio da Globo não fala nada da pesquisa Vox Populi que mostraria que "Collor teria vencido o debate" - muito menos menciona que o Vox Populi foi o instituto que fez pesquisas para Collor durante toda a eleição;
4) De novo, um pedido: se a Globo quer mesmo mostrar que houve independência na cobertura da campanha eleitoral de 1989, é fácil: basta abrir todo o seu arquivo ao público. Mas isso, claro, ela não fará. Dou meu depoimento pessoal: quando da escrita de minha dissertação de mestrado, mandei - por duas vezes - faxes e e-mails para a Rede Globo pedindo acesso às fitas do Jornal Nacional de maio a dezembro de 1989. Uma atendente chegou a me dizer que o acesso era, sim, possível. Mas, quando informei o ano (1989), dois dias depois a resposta foi "não". Claro que eu pagaria, rigorosamente, por todas as fitas. A emissora, no entanto, negou o acesso.

Trechos do texto da Globo:

"No dia seguinte à exibição (do debate) ao vivo e na íntegra, a Rede Globo apresentou duas matérias com edições do último debate: uma no Jornal Hoje  e outra no Jornal Nacional. As duas foram questionadas. A primeira por apresentar um equilíbrio que não houve, e a segunda por privilegiar o desempenho de Collor. Mas foi a segunda que provocou grande polêmica. A Globo foi acusada de ter favorecido o candidato do PRN tanto na seleção dos momentos como no tempo dado a cada candidato, já que Fernando Collor teve um minuto e meio a mais do que o adversário.

(...)

Os responsáveis pela edição do Jornal Nacional afirmaram, tempos depois, que usaram o mesmo critério de edição de uma partida de futebol, na qual são selecionados os melhores momentos de cada time. Segundo eles, o objetivo era que ficasse claro que Collor tinha sido o vencedor do debate, pois Lula realmente havia se saído mal.

Além disso, segundo o Ibope, a audiência total do debate – somadas todas as emissoras que compunham o pool – foi de 66 pontos, maior do que a do Jornal Nacional do dia seguinte, que apresentou 61 pontos. Isso significa que o número de pessoas que assistiu ao debate na íntegra foi maior do que o daqueles que viram a sua edição no JN.
 
Mas o episódio provocou um inequívoco dano à imagem da TV Globo. Por isso, hoje, a emissora adota como norma não editar debates políticos; eles devem ser vistos na íntegra e ao vivo. Concluiu-se que um debate não pode ser tratado como uma partida de futebol, pois, no confronto de idéias, não há elementos objetivos comparáveis àqueles que, num jogo, permitem apontar um vencedor. Ao condensá-los, necessariamente bons e maus momentos dos candidatos ficarão de fora, segundo a escolha de um editor ou um grupo de editores, e sempre haverá a possibilidade de um dos candidatos questionar a escolha dos trechos e se sentir prejudicado."
 

Clique aqui e leia o texto completo.

Postado por Eduardo Horácio às 22:03 de 23/06/08.
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23/06/08 - Segunda-feira
Jornalismo
Globo tenta reescrever seu passado

O sítio Memória Globo também aborda o caso Time-Life (1962 - 1971), incluindo reprodução de jornal que mostra o depoimento de Roberto Marinho na CPI criada no Congresso Nacional. Neste caso, a Globo só se defende - tentando mostrar que nunca contrariou o artigo 160 da Constituição brasileira, que proibia a participação de capital estrangeiro na gestão ou propriedade de empresas de comunicação.
 
Proconsult
Em outro texto, a Globo tenta dizer que não teve nada a ver com o que aconteceu em 1982, no Rio de Janeiro, na eleição de Leonel Brizola para governador. A TV Globo tenta se eximir de qualquer culpa dizendo que nunca contratou a Proconsult. E até mostra um vídeo em que uma pesquisa Ibope de boca-de-urna dá vitória ao próprio Brizola.

Repito: se a Globo não tem nada a esconder, por que não abre que não abre todo o seu arquivo da época para consulta - e não apenas as partes que interessam à sua versão (para ler a versão de Paulo Henrique Amorim - que era repórter da Globo na época - sobre o caso, clique aqui).

Diretas Já
Sobre a campanha pela volta das eleições diretas para presidente, em 1983 e 84, o sítio da Globo diz que "naquele primeiro momento, as manifestações não entraram nos noticiários de rede por decisão de Roberto Marinho". A explicação da Globo é a seguinte:

"O presidente das Organizações Globo temia que uma ampla cobertura da televisão pudesse se tornar um fator de inquietação nacional. 'Mas a paixão popular foi tamanha que resolvemos tratar o assunto em rede nacional', afirmou ele em matéria publicada na revista Veja de 5 de setembro de 1984.
(...)
Se por um lado segmentos da sociedade pressionavam a Rede Globo para se engajar nas manifestações pelas Diretas, por outro a emissora vinha sendo pressionada pelos militares a não cobrir os eventos. Woile Guimarães, então diretor dos telejornais de rede, diz que ministros e generais ligavam para Roberto Marinho, ameaçando até mesmo retirar a concessão para o funcionamento da emissora."
 

Postado por Eduardo Horácio às 22:11 de 23/06/08.
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23/06/08 - Segunda-feira
Jornalismo
A memória da TV Globo é seletiva

Leia nos três posts abaixo:
- Globo tenta reescrever seu passado
- Globo resume 1989 à edição do debate
- Globo reconhece apoio a militares

Postado por Eduardo Horácio às 22:21 de 23/06/08.
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24/06/08 - Terça-feira
Opinião
Política Goiana

Desde a eleição de Marconi Perillo para o governo de Goiás, a política de Goiás está andando em círculos, como um animal ferido de morte à procura de alívio para seu inevitável fim

O PMDB é o sonho possível da sobrevivência do PT, que assiste a uma decadência gritante no cenário político regional

O caso de Goiás é ilustrativo: enquanto os partidos se engalfinham para garantir seus espaços, a sociedade dá mostras de cansaço

Por Joãomar Carvalho de Brito Neto
Hoje no DM

Desde a eleição de Marconi Perillo para o governo de Goiás, a política de Goiás está andando em círculos, como um animal ferido de morte à procura de alívio para seu inevitável fim. Claro, a política não morre, mas muda a forma de representar a sociedade. Em Goiás, não parece evidente movimento algum no sentido de fazer esta representação mais legítima, na forma de contemplar alguns sinais de organização de vários setores sociais do Estado.

Se olharmos o quadro das negociações com vistas às alianças para as próximas eleições, vamos constatar dois mundos, cada vez mais distantes um do outro, o da sociedade que realimenta sua dinâmica com maiores índices de organização de base, e o da política, que insiste em revitalizar sua velha e carcomida dinâmica de representar-se a si mesmo. Antes das experiências administrativas de partidos como PT, PSB, PDT, PSDB etc., imaginava-se que nada avançava por conta da natureza conservadora dos outros partidos. Não era verdade: uma vez no poder, as lideranças destes partidos foram buscar nos setores conversadores a base para sua sustentação. A sociedade ficou órfã e seus cidadãos perderam a utopia.

A eleição de Marconi Perillo se deu à frente de uma aliança que tinha tudo, menos coerência política. De fato, era difícil imaginar uma boa convivência política com partidos tão díspares, quando o PSDB, o PFL (DEM), o PC do B, o PP, o PTB etc., para citar apenas algumas siglas. Depois de dois mandatos, esta coligação, já sem muito gás, elege o grande nome do PP, o então vice-governador Alcides Rodrigues. Como a gestão anterior ficou com a cara de Marconi Perillo, o retrato do PSDB de Goiás, a nova gestão tem naturalmente a cara do PP de Alcides Rodrigues.

A base de apoio do presidente Lula, à exceção do DEM (ex-PFL), é constituída pelos mesmos partidos que sustentaram a administração FHC, tendo o PMDB como ideal parceiro. Na realidade, ele só cuidou de sua sobrevivência, por conta de uma extraordinária base em todo o País. Este quadro torna-se refém toda administração em crise, como a de Goiás, por exemplo. O governador dá sinais a cada dia que não sai mais do raio de influência de Brasília. Mais do que isto: deseja esta dependência.

Quem perde com isto? Claro, o grande aliado de ontem, o PSDB. Melhor dizendo, o senador Marconi Perillo. Para este, não sobra nem o consolo de manter aliança com parte do DEM, de Ronaldo Caiado e Demóstenes Torres. A parte favorável a esta aliança, encarnada por Vilmar Rocha, não tem mais representação em Brasília e pouca influência tem no partido em Goiás.

O que vemos então pelas páginas dos jornais? O governador Alcides Rodrigues construindo uma “nova” base de sustentação com partidos que são, quase sem exceção, filhotes da velha Arena, partido que sustentou a ditadura militar, ou partidos que se aliaram à ditadura, como o PTB. É neste conjunto desencontrado de partidos que se situa a oposição ao prefeito Iris Rezende, do PMDB, que já conseguiu fazer do PT, o partido do presidente da República, um fiel escudeiro de sua sonhada reeleição. E vai juntando algumas peças a mais no tabuleiro partidário de Goiás, para construir uma grande aliança que não conseguiu quando de sua eleição. O PMDB é o sonho possível da sobrevivência do PT, que assiste uma decadência gritante no cenário político regional.

O filhote do PMDB grande e descaracterizado é o PSDB. Foi por esta razão que os fundadores do partido fundaram a nova legenda para, supostamente, recuperar algumas bandeiras do velho MDB e ajustar-se às novas realidades políticas do mundo, pensando principalmente na experiência dos partidos socialistas ou social-democratas da Europa. Em Goiás, no entanto, o partido apenas abrigou quem estava descontente com as administrações do PMDB. Embora, em algum momento, se pensasse que seus quadros pudessem dar continuidade aos debates e aos encaminhamentos sugeridos pela Fundação Pedroso Horta, o PSDB no poder nem mesmo conseguiu repetir a trajetória que se viu, por exemplo, durante a administração Henrique Santillo.

Por isso, enquanto esteve no poder, repetiu a trajetória dos demais partidos, seja a Arena, o PFL e mesmo o PMDB: cresceu, ganhou adeptos de última hora, tornou-se referência. Na oposição, esfacelou-se, perdeu espaços e viu seus quadros migrarem para pequenos partidos de ocasião, que se aliam com quem quer que esteja no poder. Uma velha estratégia de sobrevivência. Um modelo que não foi quebrado.

O PSDB, como os demais partidos, vive uma crise: não criou quadros, esnobou possibilidades e apostou apenas na figura do seu governador, agora no Senado. Hoje, fora do poder e vendo seus espaços diminuírem a cada reforma da atual administração, só tem seu ex-governador como referência, num quadro de dificuldades crescentes, em que a outra senadora do partido, Lúcia Vânia, não vê a hora de sair do partido, embora prestigiada pela direção nacional do partido. Se o partido não se refundar, ele se tornará o DEM de hoje, com uma única liderança, buscando sobrevivência com alianças pontuais.

Estamos assistindo a uma cena reveladora: para enfrentar o prefeito Iris Rezende, que conseguiu ficar praticamente sem oposição até o momento, o governador Alcides Rodrigues está bancando um candidato que, pelo histórico recente, não tem a menor possibilidade de sucesso por duas razões, pelo menos. A primeira, ele não consegue unir a chamada base que elegeu o governador: o DEM não se sente contemplado no governo, e ao PSDB só interessa perder de menos. Sinal deste quadro é a revolta dos vereadores de Goiânia, que vêem seu sonho de reeleição comprometido pela forma como a direção regional do partido conduz as negociações. A segunda é que o próprio governador não teria muito interesse numa confrontação com o prefeito Iris Rezende, grande aliado em Goiás do presidente Lula.

Esta conformação da política de Goiás revela, a nosso ver, uma grave crise relativa à questão da representação da sociedade pelo aparato partidário. Há uma verdadeira crise e, não sem razão, se fala muito da necessidade de uma reforma política, que nunca sai do papel. O caso de Goiás é ilustrativo desta assertiva: enquanto os partidos se engalfinham para garantir seus espaços, a sociedade dá mostras de cansaço, enquanto vive uma saudável experiência de organização de seus vários segmentos.

Nascem deste quadro, demandas na área da saúde que não consegue melhorar seu desempenho, do transporte público  que continua longe de atender ao cidadão da segurança que continua fazendo vítimas, inclusive do aparelho estatal e da educação, que continua patinando na incompetência da gestão pública etc. O aparato partidário parece não entender esta nova/velha realidade. Por isso, tem dificuldade de propor alternativas à sociedade.

Há uma dicotomia entre o que a sociedade quer e o que os partidos dizem representar. Está faltando sociedade na dinâmica dos partidos. Há uma crise de representação. Seria bom que os partidos pensassem a respeito. A sociedade mudou. Quer mais. Quer participar verdadeiramente das instâncias dos partidos. Hoje, a diferença é que os cidadãos estão cobrando mais e de maneira organizada. Os partidos não podem continuar marchando para o nada.

Joãomar Carvalho de Brito Neto é jornalista e professor doutor da UFG

Leia o texto também clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 16:22 de 24/06/08.
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24/06/08 - Terça-feira
Política
Legendas disputam ''passe'' de Meirelles

Presidente do BC é considerado forte candidato em Goiás

Chapa de 2010, com Meirelles tentando ser governador, teria Iris Araújo e Lúcia Vânia candidatas ao Senado

Vice de Meirelles seria Rubens Otoni, do PT

Fernando Nakagawa
No Estadão de hoje

Embalada pelos últimos acertos para a eleição municipal, teve início também a corrida para tentar atrair aquele que desponta como um dos mais fortes candidatos ao governo goiano nas eleições de 2010: Henrique Meirelles. Entre os partidos, o PP é o que mantém contatos mais freqüentes com o atual presidente do Banco Central (BC). Já há até um esboço para uma eventual chapa: Meirelles (pelo PP) como candidato e um petista como vice, provavelmente o deputado Rubens Otoni.

Alheias à subida da inflação - que tira o sono de Meirelles -, as principais lideranças goianas começaram a se movimentar de olho na popularidade do presidente do BC em Goiás e no investimento que o ex-presidente mundial do BankBoston estaria disposto a fazer na campanha para o Palácio das Esmeraldas. O PP, aliado do governo federal e partido do atual governador, Alcides Rodrigues, foi o que mais se aproximou dele, tendo até promovido encontros em Goiânia.

Essa aproximação é observada pelo PT e PMDB, que se uniram em coligação inédita para a reeleição de Iris Rezende à Prefeitura de Goiânia. A avaliação dos três partidos é que Meirelles se filie ao PP até 2009.

Da eventual chapa de 2010 também participariam a deputada federal e mulher do prefeito de Goiânia, Íris Araújo, e a senadora Lúcia Vânia, que seriam candidatas ao Senado. Íris é do PMDB e Lúcia, hoje do PSDB, está disposta a migrar para o PP.

Nas palavras de um deputado que colabora nas articulações, seria uma chapa "imbatível". Isso foi reforçado no início do mês, quando pesquisa do Instituto GPP mostrou que Meirelles tem imagem positiva para 53,9% dos goianos.

O apoio do PT a ele era completamente impensável há alguns anos, quando o BC sofria ataques freqüentes da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas o quadro mudou nos últimos meses. O ápice da boa relação aconteceu no fim de maio, quando Meirelles recebeu a bancada petista no Congresso pela primeira vez em mais de cinco anos.

Apesar do estágio das conversas com o PP, outros aliados de Lula não jogaram a toalha. Entre os que querem ser uma opção estão PR, PRB e PTB. Além de almejarem o apoio do candidato do presidente, consideram que Meirelles é um dos maiores puxadores de votos de Goiás.

Nessa corrida, aliados e oposicionistas concordam que o azarão é o PSDB. Pouquíssimos apostam no retorno do presidente do BC ao partido escolhido por ele em 2002 para obter uma vaga na Câmara dos Deputados.

Leia a matéria clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 21:40 de 24/06/08.
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27/06/08 - Sexta-feira
Política
Quem é que obriga?

O prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), disse hoje em entrevista à Rádio 730 que é centralizador por "obrigação".

Veja a frase inteira:
"A vida inteira no Executivo eu - fui governador duas vezes e agora prefeito - recebo a pecha de centralizador. Eu sou, mas não gosto de receber esse rótulo. Sou, mas sou por obrigação."

Quem o obriga? O cargo?

Será que Iris já ouviu falar em democracia?

Ouça toda a entrevista de Iris clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 00:06 de 27/06/08.
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28/06/08 - Sábado
Eleições 2008
Por que Iris é tão favorito?

Assim que Iris Rezende (PMDB) se elegeu em 2004, imaginava-se que, sendo candidato à reeleição em 2008, sua vida seria menos fácil. Afinal, o PMDB - e mais especificamente, Iris – sempre simbolizou o que o PP (desde sempre) e o PSDB (desde sua criação, em 1988) sempre rejeitaram.

Marconi Perillo (PSDB) só uniu os partidos de oposição em 1998 porque Iris era 'o' adversário a ser batido. Se o candidato do PMDB a governador há dez anos fosse outro, a união entre PSDB, PP, PTB e PFL (hoje, DEM) certamente não teria sido tão fácil.

Depois de 1998, o PMDB continuou sendo o contraponto de todos esses partidos. Nas duas eleições para governador seguintes, só o PMDB teve chances de derrotar os aliados. Nas cidades do interior, quase sempre o PMDB é também o adversário – para não dizer 'inimigo'. É então surpreendente que, agora em 2008, Iris tenha vida facilitada por quem sempre o combateu.

Se a oposição é, no mínimo, omissa, é preciso dizer que Iris é candidato favorito à reeleição também por méritos próprios.

Faz um governo populista no melhor e no pior sentido da palavra. Ataca carências antigas (asfalto) e agrada a classe média (colocando os carros como prioridade no trânsito – e não os pedestres, como faz o resto do mundo).

Não cria conflitos com ninguém e é centralizador como sempre, o oposto de Pedro Wilson (PT), o antecessor que o povo rejeitou nas urnas.

Mas a oposição ao PMDB tem grande parcela de responsabilidade. Imaginar que Iris tentaria fazer tudo isso não era tarefa das mais difíceis.

Depois das duas derrotas (1998 e 2002), era mais do que esperado ver Iris tentando recuperar a popularidade. Sem oposição na Câmera de Vereadores, sua vida se tornou mais fácil. Com Marconi (na primeira metade do mandato) e Alcides (na segunda metade) não criando dificuldades no Palácio das Esmeraldas, o caminho ficou mais livre.

Politicamente, tudo passou a conspirar a seu favor. A começar pelo PT que, inesperadamente, topou não lançar candidato próprio (como sempre fez) em troca de indicar seu vice. Além de um adversário a menos, Iris ganhou parte da militância petista em sua campanha e um generoso tempo extra no programa eleitoral gratuito do rádio e da televisão.

Ainda no campo político, as picuinhas trocadas pelos grupos políticos de Alcides Rodrigues e Marconi Perillo ajudaram a fortalecer o projeto irista. Como PP e PSDB estiveram mais preocupados em puxar o tapete um do outro, o PMDB se preservou – estrategicamente, sempre defendendo o PP de Alcides.

Ademais, todos os partidos da base aliada (PP, PSDB, PR, PTB e DEM) iniciaram o mês de junho (faltando quatro meses para a eleição) sem nenhuma idéia sobre qual candidato lançar à prefeitura. Mais do que isso: sem idéia nem mesmo se seriam lançados um, dois, três ou até quatro candidatos distintos.

Só há poucos dias houve uma definição pela candidatura de Sandes Júnior (PP) e, até o fechamento desta coluna, ninguém sabia se outros candidatos também seriam lançados.

Mais do que disputa interna, faltou planejamento aos aliados. Nem Alcides, nem Marconi – em tese, os líderes desse grupo de partidos – planejaram-se minimamente para a campanha.

Não houve estratégia prévia, não houve montagem de calendário, não há plano de governo, não há um rumo, não houve nada que fizesse o favoritismo de Iris ser, pelo menos, atenuado. Nem mesmo factóides foram lançados – especialidade de muitos dos integrantes desse arco de partidos.

Portanto, Iris chega ao início da campanha eleitoral com tudo conspirando a seu favor. Sendo confirmada sua reeleição em outubro, ele já estará com outro projeto bem adiantado – o de 2010.

Enquanto seus adversários começam a se preocupar com 2008, o peemedebista já se organiza para a eleição seguinte.

Postado por Eduardo Horácio às 06:50 de 28/06/08.
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29/06/08 - Domingo
Eleições 2008
Na reta final, Alcides fecha apoio de PSDB e PTB a Sandes

Com acerto de ontem, pepista chega à convenção com quase toda a base aliada ao seu lado

Bruno Rocha Lima
Hoje em O Popular

O governador Alcides Rodrigues (PP) conseguiu dobrar o PSDB e o PTB e acertou ontem, durante almoço com lideranças tucanas e petebistas no Palácio das Esmeraldas, o apoio dos dois partidos à candidatura do deputado federal Sandes Júnior (PP) a prefeito de Goiânia. Com isso, Sandes vai à convenção de seu partido hoje, onde será oficializada sua candidatura, com o apoio de praticamente toda a base aliada.

Participaram da reunião com o governador a deputada federal Raquel Teixeira e o ex-prefeito Nion Albernaz (ambos do PSDB), o deputado federal Jovair Arantes (PTB), o então pré-candidato a prefeito pelo PTB, Talles Barreto, e o secretário extraordinário Roberto Balestra.

O acerto foi fechado sem que os tucanos conseguissem a contrapartida do apoio pepista aos candidatos do PSDB em Anápolis (Ridoval Chiareloto) e Luziânia (Célio Silveira). A costura das alianças casadas nos municípios, que incluia o apoio do PSDB à candidatura de Leonardo Veloso (PP) em Rio Verde, era uma das exigências dos tucanos.

Porém, a decisão do PSDB de apoiar o candidato do PMDB em Rio Verde, deputado Wagner Guimarães, contra o PP, e a desarticulação da aliança do PMDB com os pepistas em Luziânia (leia mais abaixo), foram interpretadas como uma reação tucana à relutância do Palácio das Esmeraldas em amarrar o apoio nos municípios.

Nos bastidores, lideranças tucanas criticam a decisão e falam em "apoio de braços cruzados” a Sandes. O deputado estadual Daniel Goulart afirmou ontem que vai solicitar ao partido autorização para apoiar Gilvane Felipe (PPS). “Vou conversar com meu partido e com o governador antes, mas, dependendo dos desdobramentos, vou caminhar com Gilvane”, disse.

Leia mais clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 01:22 de 29/06/08.
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O que Marconi quis dizer com a frase "Eu esperei esse debate como o vigia espera o alvorecer" dita depois do debate da OJC de 31 de agosto?
Que, assim como um vigia, queria ir embora logo do debate;
Que ele está vigiando os adversários até de madrugada;
Que ele não estava nem aí para o debate (ou o alvorecer)
Que depois de Lua Nova e Eclipse ele mal pode esperar pelo Alvorecer
 
 
 
 
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