Na Istoé: Pequenas hidrelétricas, grandes negócios


Ministério Público investiga participação de políticos em concessões da Aneel

Revista Istoé apurou que um dos parlamentares citados nas investigações do Ministério Público é o senador Marconi Perillo (PSDB-GO), que teria participações não declaradas em algumas PCHs

Por Mino Pedrosa
Revista Istoé

Enquanto as atenções dos órgãos fiscalizadores estão concentradas na liberação das obras de grandes hidrelétricas, como as de Jirau e Santo Antônio, em Rondônia, o Ministério Público Federal vem comprovando que a concessão de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) pelo País afora tem gerado lucros tão meteóricos quanto de origem escusa. São usinas de pequeno porte, capazes de produzir 30 mil megawatts e que, uma vez construídas, têm valor médio de R$ 300 milhões.

Para que se possa construir e explorar as PCHs é necessária uma concessão pública, outorgada pela Aneel, e a liberação do Ibama. Pelos trâmites normais, o processo de aprovação chega a levar dois anos. No entanto, nos últimos meses, o Ministério Público Federal tem constatado que algumas autorizações são obtidas em tempo recorde, graças à influência de parlamentares e governadores.

A informação foi repassada ao Ministério Público por um senador da base aliada do governo que tem auxiliado as investigações e os procuradores já comprovaram casos concretos de danos ambientais e falhas nos processos construtivos. Hoje, há no Brasil 299 dessas pequenas hidrelétricas em funcionamento e outras 79 em construção. Das que estão em operação, 154 foram inauguradas nos últimos dez anos.

(...)

O Ministério Público também já constatou que em muitos casos os nomes de deputados e senadores não fazem parte das empresas que procuram explorar as PCHs, mas estão por trás das concessões fornecidas pela Aneel e pelo Ibama. Como os parlamentares têm foro privilegiado, seus nomes são mantidos sob sigilo pelos procuradores até que as investigações sejam remetidas aos tribunais superiores.

Mas o que eles descobriram é que muitos políticos oferecem seus préstimos na facilitação dos trâmites dos projetos nos órgãos oficiais. Em troca, pedem pela consultoria um percentual em torno de 20% do capital a ser investido.

ISTOÉ apurou que um dos parlamentares citados nas investigações do Ministério Público é o senador Marconi Perillo (PSDB-GO), que teria participações não declaradas em algumas PCHs. "Não é verdade. Não tenho nem 1% de nenhuma hidrelétrica", afirma Perillo. Outro nome citado na apuração do MP é o do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele seria sócio do doleiro Lúcio Bolonha Funaro na PCH do rio Apertadinho, em Vilhena, Rondônia. "Não sou sócio e Funaro não é nem amigo nem inimigo", afirma o deputado

Leia a matéria completa clicando aqui.


Nenhuma tag cadastrada
Postado em 16/06/2008 às 13h13

*Comente este texto:
*Seu nome:
*E-mail (não será publicado):
Site (inclua o http://)
*Preencha a resposta:

* campos obrigatórios. Os comentários são mediados, portanto, aguarde a liberação.

Anonimo disse em 16/06/08 | 13:13
Se brincar, Marconi é sócio até da banca de jornais em frente ao Palácio das Esmeraldas


Eduardo disse em 16/06/08 | 13:13
Marcus, créditos a quem merece: o alerta é do blog do Afonso Lopes. Sobre repercussão, não vi nada. Mas também não há ainda um fato concreto para repercutir, acho eu. Abraço!


marcus fidelis disse em 16/06/08 | 13:13
Eduardo, parabéns, mais um vez você se diferencia: sempre alerta. Retomando uma conversa lá de trás, saberia dizer se algum veículo repercutiu essa notícia?


 

Qual oposição é mais fraca?
A oposição à presidenta Dilma
A oposição ao governo Marconi
A oposição ao prefeito Paulo Garcia

 

Seu nome:

Seu email:


 



Licença Creative CommonsJornal X 2005 - 2011. Blog do jornalista Eduardo Horácio.
Compartilhe à vontade, mas mantenha os créditos e não altere os textos =D