Marco disse em 06/01/09 | 15:49
Basicamente sim, Micheli. Afinal até mesmo você fez questão de ressaltar essa parte com "especialmente". Claro, também sei que considera o filme um "fenômeno da classe média direitista e conservadora". Você não explica por que o filme te leva a essa dedução (imagino, mais uma vez, que seja por causa da identificação das pessoas com o discurso do protagonista), mas posso te adiantar o seguinte: em geral, o cinema no Brasil é um fenômeno da "classe média". Entre os mais pobres, pouca gente tem grana pra gastar num ingresso que chega a R$ 18. Nesse sentido, Meu Nome Não É Johnny também é um "fenômeno da classe média". Se é da classe média "vanguardista", não sei. O que sei é que há a pirataria. Muita gente pobre (e muitos não tão pobres assim) têm acesso ao cinema sem ter que pagar o ingresso. Aqui, mais uma vez, Tropa De Elite sai na frente. Poucos filmes foram tão pirateados no Brasil quanto ele. Então, se Tropa é um fenômeno, não é só da classe média.
disse em 06/01/09 | 15:49
"A Micheli, por exemplo, se irrita com a repetição dos bordões. Ou seja, o problema dela com o filme é que o personagem fez sucesso e caiu na boca do povo."
Sério Marco? Do que eu escrevi você entendeu isso?
Marco disse em 06/01/09 | 15:49
O problema de Meu Nome Não É Johnny é que ele é como uma pipa. Só sobe quando consegue se posicionar contra o vendaval de Tropa De Elite. Sem a comparação, volta a ser o que é: um filme apenas razoável. Tropa De Elite também não é um grande filme do ponto de vista estético. Mas em geral é punido não por sua realização cinematográfica, mas sim pelo sucesso de seu protagonista. A Micheli, por exemplo, se irrita com a repetição dos bordões. Ou seja, o problema dela com o filme é que o personagem fez sucesso e caiu na boca do povo. Pra mim, o fato de as pessoas se identificarem com o capitão Nascimento diz mais sobre a nossa sociedade do que sobre o filme. Porque no filme ele é punido e o seu discurso, esvaziado. Então, sim, comparações são normais e bem-vindas. Mas, se nos dispusermos a investigar, talvez descubramos que, temática à parte, Tropa De Elite e Meu Nome Não É Johnny têm pouco em comum. As filiações são diferentes e eles seguem ideários estéticos diferentes. O cada um representa em si mesmo, "como cinema" (detesto a expressão), isso é o que pouca gente discute.
disse em 06/01/09 | 15:49
Marco, é natural que, ao comentar um bom filme, as pessoas peguem como parâmetro um filme de temática parecida que seja muito ruim. A vida é cheia de comparações. Não é questão de ter valor por si mesmo.
Marco Aurelio Vigario disse em 06/01/09 | 15:49
1) Quero registrar que considero "Wall-E" um bom filme.
2) Quanto a "Meu Nome Não É Johnny", ainda estou esperando ver esse filme ser citado numa frase que não contenha "Tropa De Elite". Será que ele tem valor por si mesmo?
Aline Mil disse em 06/01/09 | 15:49
Olha que absurdo!! Eduardo Horácio me editou! Só porque eu gosto de me referir aos filmes com seus tÃtulos originais e não com as traduções horrendas! Protesto!! Rs!!
Brincadeira. Tá certo, uniformizar e tal....
Ps: Bandeira que me perdoe, mas 'Meu nome não é Johnny' é tão melhor que 'Tropa de Elite'.. Mas esse comentário vem de alguém que considerou Wall-e o melhor de 2008. Realmente, minha opinião é meio torta na lista. Fora Micheli e Vassil, ninguém mais citou animações e só nós duas citamos Wall-e.
Não sou louca pelas animações, até torço o nariz a maioria das vezes. Mas eu realmente arrisco dizer que foi um dos melhores, senão o melhor, que sentei pra ver na telona esse ano. :)
Marcos Bandeira disse em 06/01/09 | 15:49
Três comentários rápidos: primeiro, é preciso fazer uma correção no sobrenome dos Irmãos Coen, que grafei com “hâ€. Segundo, o diretor de “Última Parada - 174" é Bruno Barreto, não Cacá Diegues, conforme aparece na lista do colega Marcos Haddad. Por último, é interessante observar o quanto “Meu Nome não é Jhony†foi importante para a colega Micheli Nunes... Um filme do qual, conforme suas próprias palavras, ela sequer se lembrou para citar em sua lista... No mÃnimo curioso!!!
lisandro disse em 06/01/09 | 15:49
Esqueci de SErras da desordem. Muito bom!!
lisandro disse em 06/01/09 | 15:49
Eduardo,
as lisas são sempre "complicadas". Mas gostei muito das preferências. Ficou muito bom. Lisandro
Micheli Nunes disse em 06/01/09 | 15:49
Primeiro, obrigada, foi uma honra participar do blog! E que interessantes as listas, algumas bem parecidas com a minha, outras, no entanto totalmente diferentes. Tem filmes aà que entrariam na minha lista de piores, hehe.
Infelizmente alguns filmes bastante óbvios eu também não pude ver, como o "4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias" que tenho a forte intuição de que estaria na minha lista.
Usei as listas como referência e anotei os que ainda não vi na minha lista de "prioridades"!
Tinha me esquecido do Meu nome não é Johnny, também gostei bastante, e me senti satisfeita que outras pessoas também o viram como uma resposta inteligente ao filme fenômeno da classe média direitista e conservadora "Tropa de elite" que me irrita intensamente, especialmente depois de ouvir incansáveis repetições dos bordões do filme em todos os lugares, universidade, restaurantes, parques... Enfim, boa Mauro Lima! Só por isso o filme merecia estar no top 10!
Marco Aurélio Vigário disse em 06/01/09 | 15:49
Outros bons filmes que ficaram de fora das listas e que, na minha opinião, merecem algum destaque: O Orfanato, O Escafandro E A Borboleta, Uma Garota Dividida Em Dois, Serras Da Desordem (exibido no festival Perro Loco), Fim Dos Tempos e Mil Anos De Orações.
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