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Postado em 31/12/1969 às 16h00

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Giordano disse em 26/04/06 | 12:20
Digo, desculpe-me, que o primeiro grupo tivesse a maioria.


Giordano disse em 26/04/06 | 12:20
Deu no Diário da Manhã de hoje, 30 de abril de 2006:
Pesquisas realizadas pela Universidade de São Paulo (USP) desde 1989 identificam três grupos de eleitores: um que vota pela expectativa de desempenho do candidato, outro porque se identifica e um terceiro, mais combativo, que se abstém, anula ou vota no que considera “o menos piorâ€. A cientista política Denilde Holvhacker acredita que, mesmo com toda a decepção com os políticos, o terceiro grupo deve se manter no índice atual de 4% ou 5%. “Acho que não vai haver queda na participação, porque o voto é obrigatório e acaba sendo utilitarista. O cidadão pensa: ‘Se sou obrigado a ir, vou ter que escolher alguém’â€, avalia.
E eu aposto que percentualmente o segundo grupo é o maior, ou melhor, minha experiência diz isso, infelizmente. Como eu gostaria que o terceiro grupo fosse predominante. E segundo a mesma matéria, pela pesquisa estes são apenas 5 a 6%.


Giordano disse em 26/04/06 | 12:20
Na revista Carta Capital, número 391, de 03 de Maio de 2006, na página 24, na coluna MINO CARTA, UM E DOIS, num texto intitulado Os pobres contra os ricos:
"à crescente separação entre o chamado povo e a chamada elite... A distância - escrevia - dilata-se progressivamente. O fenômeno tem seu lado preocupante. Indica ausência de liderança, em primeiro lugar. Sem contar que, no abismo crescente, viceja e extravasa a criminalidade... Há compensações. Indica que a mídia não atinge a maioria dos cidadãos, conscientes, ou não, da cidadania. Poupados, ao menos, do lugar-comum. E é por isso que o presidente metalúrgico continua a pairar sobre os escândalos, pretensos e nem tanto."
Eduardo, você lembra o que eu falei sobre a nova novela das sete. Você acha que se encaixa nesse discurso de diferenciação da malandragem? Eu acho que sim. Faço apenas uma reticencia ao discurso dele: a mídia atinge sim muito mais gente que ele fala, somente o que a mídia fala não se encaixa no mito que a maioria da população acredita. O mito que roubo que um desfavorecido faz a um favorecido é malandragem e o oposto é algo da maior repugnancia. Um mito muito ruim, pois incentiva uma ética , que embora oportunista, é muito ruim e por outro lado esconde o roubo diário das classes menos favorecidas pelas mais favorecidas pelos mecanismos, que nós privilegiados, todos conhecemos, ou não se queremos ignorar isso. Bom... mas voltando ao assunto: Lula tende a ficar cada dia mais favorito, a não ser que parte da elite econômica passe a aceitar o discurso de HH. Não acredito em revoluções, tomadas de poder esse ano, apenas em um futuro ainda a ser construído por no mínimo uma década consistentemente. Desculpa o excesso...


Emmerson Kran disse em 26/04/06 | 12:20
Nós temos que discutir é essa balela de "opinião pública". Onde, e como se efetiva esse mecanismo quase sempre oportunista. Por falar em Lula, não nos surpreendamos se a popularidade começar a subir novamente. São estes outros mecanismos...


Giordano disse em 26/04/06 | 12:20
Uma análise muito coerente e provavel de estar correta...


 

 

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