Vanderlan sobe, Marconi oscila e Iris cai
Vanderlan é o menos rejeitado
Senado: Demóstenes e Renner crescem
Dilma dispara: vantagem de 24,2 pontos
Debate mostra fragilidades de Marconi
Veja: houve "armação" contra Marconi
Conheça o histórico de Marconi nos debates
TRE divulga o que leitor do blog já sabia
Veja o tempo dos candidatos ao Senado
Serpes nas entrelinhas: nada definido
Senadores põem na campanha assessores pagos pela Casa
Marconi volta a ter mais tempo de TV
Perillo se contradiz ao explicar documentos e diz que denúncia é "café requentado"
Tucano diz que denúncias são eleitoreiras
STF abre inquérito contra Marconi
Iris tem mais tempo de TV
Os 60,1% que preocupam Iris e Marconi
Eleição em Goiás não está definida
Um passeio fácil da Coreia do Sul
Nem tradição salvou o jogo
 
Setembro - 2010
Agosto - 2010
Julho - 2010
Junho - 2010
Maio - 2010
Abril - 2010
Março - 2010
Janeiro - 2010
Julho - 2009
Junho - 2009
Maio - 2009
Abril - 2009
Março - 2009
Fevereiro - 2009
Janeiro - 2009
Setembro - 2008
Agosto - 2008
Julho - 2008
Junho - 2008
Maio - 2008
Abril - 2008
Março - 2008
Fevereiro - 2008
Janeiro - 2008
Dezembro - 2007
Novembro - 2007
Outubro - 2007
Setembro - 2007
Agosto - 2007
Julho - 2007
Junho - 2007
Maio - 2007
Abril - 2007
Março - 2007
Fevereiro - 2007
Janeiro - 2007
Dezembro - 2006
Novembro - 2006
Outubro - 2006
Setembro - 2006
Agosto - 2006
Julho - 2006
Junho - 2006
Maio - 2006
Abril - 2006
Março - 2006
Fevereiro - 2005
Janeiro - 2005
 
Blogs
    Ademir Lima
    Afonso Lopes
    Agatha Couto
    Alê Félix
    Alice Galvão
    Aline Leonardo
    Aline Mil
    Altair Tavares
    Amauri Garcia
    Andrea Regis
    Ane Aguirre
    Anna Enfant
    Armando Nogueira
    Blog do dia
    Carlos Brandão
    Caroço
    Célio Silva
    Clarah Averbuck
    Claudio Weber Abramo
    Cristiana Lôbo
    Daniel Christino
    Eduardo Sartorato
    Elder Dias
    Em Cuba
    Emir Sader
    Erika Lettry
    Febre Alta
    Felipe Pena
    Fellipe Fernandes
    Fernando Meirelles
    Fernando Rodrigues
    Fleurymar de Souza
    Franklin Martins
    Fred Leão
    Gilberto G. Pereira
    Giordano Maçaranduba
    Hebert Regis
    Hipertexto
    Jean-Claude Bernardet
    João Camargo Neto
    Jorge Bastos Moreno
    Jorge Kajuru
    Jorge Taleb
    Josias de Souza
    Juca Kfouri
    Juliana França
    Lídia Borges
    Lisandro Nogueira
    Lucia Hippolito
    Lucimeire Santos
    Luís Cláudio Guedes
    Luis Favre
    Luís Nassif
    Luiz Carlos Bordoni
    Luiz Zanin
    Marcelo Arruda
    Marcelo Camelo
    Marcelo Coelho
    Marcelo Janot
    Marcelo Tas
    Marcley Matos
    Marco Aurélio Vigário
    Marcos Coelho
    Marcus Fidelis
    Marcus Vinícius Felipe
    Maria Cristina
    Mariana Tramontina
    Marina Dutra
    Marina Sant' Anna
    Marley Costa Leite
    Mino Carta
    Na Grande Área
    Nelson Moraes
    Nelson Rodrigues
    Noblog
    Papo de Mídia
    Paula Parreira
    Paulo Beringhs
    Paulo Henrique Amorim
    Paulo Markun
    Paulo Vinícius Coelho
    Pedro Palazzo Lucas
    Polimidia
    Polli Design
    Reinaldo Azevedo
    Renata Cabral
    Renata Crispim
    Renato Dias
    Ricardo Kotscho
    Ricardo Noblat
    Roberto Romano
    Roberto Vieira
    Rodrigo Cássio
    Rodrigo Hirose
    Rogério Lucas
    Rosa Punk
    Rosenwal Ferreira
    Sérgio Dávila
    Silmara Barbosa
    Sonia Francine
    Sonia Mossri
    Tão Gomes Pinto
    Tereza Cruvinel
    Thiago Marques
    Tutty Vasques
    Vassil Oliveira
    William Waack
Fotografia
    André Nery
    Ansel Adams
    Bob Wolfenson
    Câmara Obscura
    Camila Butcher
    Clicio Barroso
    Danilo Russo
    Evandro Teixeira
    Fhox
    Foto Site
    Fotografe Melhor
    Fotógraphos
    Henri Cartier-Bresson
    Jeff Ascough
    Nelson Ricciardi
    Photocast
    Photopro
    Photos
    Rangefinder
    Social Foto Clube
Jornais
    Brasil de Fato
    Clarín
    Corriere della Sera
    Diário da Manhã
    Diário do Norte
    El País
    Financial Times
    Folha de S.Paulo
    Hoje
    Jornal do Brasil
    Jornal do Estado
    Jornal Opção
    La Nación
    Le Figaro
    Le Monde
    Libération
    O Anápolis
    O Estado de S.Paulo
    O Globo
    O Jornal
    O Popular
    O Sucesso
    Planalto Central
    Süddeutsche Zeitung
    The New York Times
    The Wall Street Journal
    The Washington Post
    Tribuna de Anápolis
    Tribuna do Planalto
    Tribuna do Sudoeste
    Zero Hora
Na TV
    Café Filosófico
    Canal Livre
    Entrelinhas
    Juca Entrevista
    Linha de Passe
    Loucos por Futebol
    O Mundo da Fotografia
    Provocações
    Roda Viva
Revistas
    Bizz
    Brasileiros
    Bravo!
    Caros Amigos
    Carta Capital
    Cult
    Entrelivros
    Época
    Fotografe Melhor
    Fotógraphos
    Info
    Istoé
    Outra Coisa
    Piauí
    Placar
    Rolling Stone
    Set
    Social Foto Clube
    Trivela
    Veja
Revistas Eletrônicas
    CMI
    Comunique-se
    Congresso em Foco
    Digestivo Cultural
    Massa e Poder
    No Mínimo
    Observatório da Imprensa
    Revista Agulha
    Revista Bula
    Revista da Aol
    Terra Magazine
    Trópico
 
 
 

04/06/10 - Sexta-feira

Urbanismo
Um texto que vale para qualquer capital

Delicadeza

MARIA RITA KEHL
Especial para O Estado de S.Paulo

Se eu fosse Deus e se eu existisse, executaria em São Paulo uma prosaica providência administrativa. Tombaria a cidade inteira pelos próximos dez anos: como está, fica. Não se derruba mais nada, não se constrói mais nada. Tratem de melhorar a cidade que já existe: monstruosa, desigual, mal planejada e mal cuidada. Se é para movimentar dinheiro, invistam-se nos espaços públicos: ruas, praças, jardins, calçadas, iluminação, centros de lazer, prevenção contra enchentes - tudo o que faz, de um amontoado de moradias, algo parecido com a magnífica invenção humana chamada cidade. Investir em urbanidade também dá retorno financeiro.

Vista assim do alto, do ponto de vista celeste, São Paulo mais parece uma cidade bombardeada. Imensas crateras em todos os bairros, quarteirões de casas derrubadas, populações pobres jogadas de lá pra cá à procura de lugar para criar novos campos de refugiados de onde serão expulsas pouco tempo depois. Inundações, trânsito bloqueado, gente desesperada presa dentro dos carros parados, gente enlouquecendo pela dificuldade de tocar o dia a dia. Gente que sente no corpo e na alma os efeitos de viver sob uma cúpula negra de poluição que só se vê de cima. Parece uma guerra, mas é só o capitalismo: bombando, enriquecendo alguns e empobrecendo o resto. Enquanto a cidade se torna infernal, se oferece aos que podem pagar o lenitivo de viver numa torre, bem acima do chão, de onde se finge escapar da realidade urbana. O uso novo-rico da palavra torre substituiu as obsoletas "edifício" e "prédio", além da simpática e infantil "arranha-céu". Nas histórias de fadas, a torre era o lugar onde se encarceravam as princesas. Privilégio em São Paulo é viver encerrado numa torre.

Mas como parar todos os negócios imobiliários da cidade? E a economia? E a geração de empregos? Digamos que, se eu fosse Deus, daria um jeito nisso. Se uma prefeitura rica como a nossa, em vez de se tornar cliente de um setor poderoso, investisse os impostos que recebe em outras atividades, em pouco tempo a cidade recuperaria sua pujança. Digamos que seja possível planejar um pouco a economia municipal. Só assim deixaríamos de ser reféns de quem já detém poder econômico. Dez anos são menos que uma fração de segundo pra quem vê o tempo do ponto de vista da eternidade. Mas quem sabe, tempo suficiente para que a cidade pudesse eleger uma nova prefeitura e uma câmara dos vereadores livres de compromissos com o poderoso Secovi, maior sindicato de comércio imobiliário da América Latina.

Mas - em nome de que Deus faria uma coisa dessas? Em nome de que impediria a cidade de, digamos - "crescer"? Não, Deus não precisaria ser socialista. Nem urbanista. Bastaria agir em nome de um valor que está presente em todas as perspectivas sagradas, religiosas ou simplesmente humanistas: em nome da delicadeza. Bastaria considerar que as cidades não existem para impressionar e oprimir as pessoas, mas para ampliar a esfera da liberdade, das possibilidades e daquilo que se costuma chamar de urbanidade.

Nesse ponto convido o leitor a trocar a vista aérea de São Paulo pelo ponto de vista pedestre. Basta descer um pouco do carro e passear a esmo pelas ruas. Se achar a proposta muito mixuruca, finja que é Baudelaire flanando por Paris no século 19, tentando captar o que sobrou da antiga cidade depois da monumental reforma executada por Haussmann a mando de Napoleão III. Ou finja que você é o João do Rio, cronista da capital brasileira reformada por Pereira Passos. A diferença, claro, é que essas duas enormes destruições/reconstruções urbanas foram planejadas visando a modernizar o espaço público, enquanto hoje a construção civil compra o poder público e faz literalmente o que quer em nome do interesse das pessoas, isto é, do mercado. Parece que o mercado é igual à soma das vontades das pessoas. Não é. O que chamamos mercado é um dispositivo formado por poucos, porém grandes interesses, que se impõe às pessoas de modo a determinar o que elas devem querer.

O que será de uma cidade que destrói todas as suas reservas de delicadeza, de graça, de modéstia? Caminhe um pouco pelas ruas de seu bairro em busca dos cantinhos que ainda não foram devastados por alguma obra grandiosa e brega. O que será de uma cidade sem varandas? Sem janelas dando para a rua - e o gato que espia pelo vidro de uma delas? O que será de nosso convívio diário numa cidade sem o pequeno comércio da rua, responsável pelo território coletivo onde as pessoas aos poucos se conhecem, se cumprimentam, conversam? Uma cidade sem zonas de familiaridade? O que será de uma cidade sem as vilas com casas antigas onde o pedestre entra sem passar por uma guarita e encontra um micro-oásis de sombra e silêncio? Sem a minúscula pracinha que sobrou numa esquina onde se esqueceram de construir outra coisa? Procure os lugares em que ainda seja possível o encontro entre o público e o privado, o íntimo e o estranho, o desafiante e o acolhedor. O que será de uma cidade que é pura arrogância, exibicionismo e eficiência? O que será de nós, moradores de uma cidade que despreza a vida urbana?

Maria Rita Kehl é psicanalista

Leia o texto no sítio do Estadão na web clicando aqui.

Postado por Eduardo Horacio em04/06/10 às 00:28.
Post com 0 comentários
Enviar por e-mail ou imprimir post

 
 
O que Marconi quis dizer com a frase "Eu esperei esse debate como o vigia espera o alvorecer" dita depois do debate da OJC de 31 de agosto?
Que, assim como um vigia, queria ir embora logo do debate;
Que ele está vigiando os adversários até de madrugada;
Que ele não estava nem aí para o debate (ou o alvorecer)
Que depois de Lua Nova e Eclipse ele mal pode esperar pelo Alvorecer
 
 
 
 
Cadastre-se e receba novidades e atualizações por e-mail: