Vanderlan sobe, Marconi oscila e Iris cai
Vanderlan é o menos rejeitado
Senado: Demóstenes e Renner crescem
Dilma dispara: vantagem de 24,2 pontos
Debate mostra fragilidades de Marconi
Veja: houve "armação" contra Marconi
Conheça o histórico de Marconi nos debates
TRE divulga o que leitor do blog já sabia
Veja o tempo dos candidatos ao Senado
Serpes nas entrelinhas: nada definido
Senadores põem na campanha assessores pagos pela Casa
Marconi volta a ter mais tempo de TV
Perillo se contradiz ao explicar documentos e diz que denúncia é "café requentado"
Tucano diz que denúncias são eleitoreiras
STF abre inquérito contra Marconi
Iris tem mais tempo de TV
Os 60,1% que preocupam Iris e Marconi
Eleição em Goiás não está definida
Um passeio fácil da Coreia do Sul
Nem tradição salvou o jogo
 
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06/07/10 - Terça-feira
Eleições 2010
Iris tem mais tempo de TV

Com a definição de cinco candidaturas a governador nas eleições deste ano, a distribuição do tempo de rádio e televisão de cada bloco de 18 minutos (não estão contadas as pílulas de 30 segundos e nem os tempos dos candidatos a deputado estadual, federal e senador) por coligação fica da seguinte maneira:

Iris Rezende - 5 min e 31 seg
Marconi Perillo -  5 min e 28 seg
Vanderlan Cardoso - 4 min e 31 seg
Washington Fraga - 1 min e 16 seg
Marta Jaime - 1min e 12 seg

A propaganda eleitoral para governador ocorrerá, no primeiro turno, sempre às segundas, quartas e sextas, em dois horários:
- No Rádio: das 7h às 7h18 e das 12h às 12h18;
- Na Televisão: das 13h às 13h18 e das 20h30 às 20h48;

Iris Rezende (PMDB) passou a ter mais tempo de televisão (3 segundos, para ser exato) do que Marconi Perillo (PSDB) porque o tucano perdeu o PTC, de última hora, para o candidato Vanderlan Cardoso (PR). Na conta anterior, Marconi tinha mais tempo de TV do que Iris exatamente porque o PTC estava com ele.

O tempo de TV de todos os candidatos acabou caindo no último instante em função da candidatura lançada e registrada ontem da professora Marta Jaime (PCB). Antes, o PCB estava na aliança de Washington Fraga (PSOL).

Vale destacar que, dos 18 minutos de cada bloco, 6 minutos são divididos igualmente entre todos os candidatos, o que dá um mínimo de 1 min e 12 segundos para cada candidato, já que temos cinco postulantes ao Palácio das Esmeraldas. Os outros 12 minutos são divididos de acordo com a bancada que cada partido elegeu no Câmara dos Deputados em 2006 (não é a bancada empossada em fevereiro de 2007, nem a bancada atual e, sim, a eleita em outubro de 2006 - observação importante que muitos não consideram).

A lei eleitoral também deixa claro que, para contagem do tempo, não são consideradas as frações de segundo, e as sobras que resultarem desse procedimento serão adicionadas no programa de cada dia ao tempo destinado ao último partido político ou coligação. Nos meus cálculos essas sobras ficam entre 2 e 4 segundos.

A propaganda eleitoral do primeiro turno começa dia 17 de agosto e termina dia 30 de setembro.
Se houver segundo turno, a propaganda eleitoral começa a partir de 48 horas da proclamação dos resultados do primeiro turno (o resultado deve ser proclamado dia 6 de outubro e a propaganda, portanto, começaria dia 8 de outubro) e vai até 29 de outubro de 2010. Na campanha do segundo turno, a propaganda destina 10 minutos diários em cada bloco (totalizando 20 minutos para cada governadoriável de segunda a segunda, incluindo os domingos).

Se você tem dúvidas, leia a lei eleitoral atualizada clicando aqui.

Veja abaixo qual foi a quantidade de deputados federais que cada partido elegeu em 2006 (já atualizadas com as devidas fusões que ocorreram depois):
PMDB - 89
PT - 83
PSDB - 66
DEM - 65
PP - 41
PSB - 27
PR - 25 (23 do PL + 2 do Prona)
PDT - 24
PTB - 23 (22 do PTB + 1 do PAN)
PPS - 22
PC do B - 13
PV - 13
PSC - 9
PSOL - 3
PTC - 3
PMN - 3
PHS - 2
PT do B - 1
PRB - 1
PRP - 0
PSDC - 0
PTN - 0
PSL - 0
PRTB - 0
PSTU - 0
PCB - 0

Agora veja como ficou cada coligação e o total de partidos (e deputados) que cada candidato conseguiu agrupar:

Iris Rezende
PMDB - 89
PT - 83
PC do B - 13
Total de deputados: 185
Porcentagem do tempo proporcional: 36,07%
Tempo: 1min e 12 seg + 4 min e 19 seg = 5 min e 31 seg

Marconi Perillo
PSDB - 66
DEM - 65
PTB - 23 (22 do PTB + 1 do PAN)
PPS - 22
PMN - 3
PT do B - 1
PRB - 1
PHS - 2
PSL - 0
PRTB - 0
Total de deputados: 183
Porcentagem do tempo proporcional: 35,67%
Tempo: 1min e 12 seg + 4 min e 16 seg = 5 min e 28 seg

Vanderlan Cardoso
PR - 25 (23 do PL + 2 do Prona)
PP - 41
PSB - 27
PDT - 24
PV - 13
PSC - 9
PTC - 3
PRP - 0
PSDC - 0
PTN - 0
Total de deputados: 142
Porcentagem do tempo proporcional: 27,68%
Tempo: 1min e 12 seg + 3 min e 19 seg = 4 min e 31 seg

Washington Fraga
PSOL - 3
PSTU - 0
Total de deputados: 3
Porcentagem do tempo proporcional: 0,58%
Tempo: 1min e 12 seg + 4 seg =  1 min e 16 seg

Marta Jaime
PCB - 0
Total de deputados: 0
Porcentagem do tempo proporcional: 0,00%
Tempo: 1min e 12 seg + 0 seg = 1 min e 12 seg 

Postado por Eduardo Horacio às 04:01 de 06/07/10.
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09/07/10 - Sexta-feira
Na Folha de S.Paulo
STF abre inquérito contra Marconi
Reprodução Folha de S.Paulo

PF investiga se Marconi Perillo recebeu R$ 2 mi de propina em troca de benefícios fiscais a frigoríficos; ele nega

Investigação faz parte da Operação Perseu, que em 2004 resultou na prisão de 12 pessoas por sonegação fiscal


FILIPE COUTINHO
FELIPE SELIGMAN
DE BRASÍLIA

Favorito para o governo de Goiás, o senador Marconi Perillo (PSDB) é investigado no Supremo Tribunal Federal pela suspeita de ter recebido R$ 2 milhões de propina de frigoríficos quando governou o Estado (1999 -2006).

Perillo é vice-presidente do Senado. A investigação contra o senador é um desdobramento da Operação Perseu, realizada pela Polícia Federal em 2004, que prendeu 12 pessoas envolvidas em esquema de sonegação fiscal de R$ 150 milhões praticada por frigoríficos.

Interceptações telefônicas realizadas pela PF revelam conversas entre quatro empresários do ramo que discutiam subornar Perillo, segundo a investigação, para que o governo modificasse leis estaduais em benefício do setor. Dos 4 grampeados, 2 foram presos pela PF.

"Foi instaurado procedimento noticiando a suposta prática de corrupção passiva envolvendo Marconi Perillo, consubstanciada no recebimento de R$ 2 milhões para alteração da legislação tributária", diz a Procuradoria-Geral da República no pedido de abertura de inquérito. A defesa do senador afirma que ele é inocente.

Nos diálogos interceptados entre agosto e setembro de 2004, os investigados dizem que o senador concederia, em troca de propina, benefício fiscal de 7% para os frigoríficos pagarem dívidas tributárias com o Estado. O índice foi concedido por uma lei promulgada três meses depois das conversas.

Relatório da PF que descreve os grampos revela conversas do empresário Ney Padilha, preso pela PF, com Rodrigo Siqueira, ex-sócio da empresa Goiás Carnes, sobre os benefícios fiscais.

Diz o relatório: "Rodrigo diz que "só precisa fazer essas coisas aí, aquela parte que é esquisita". Ney pergunta que parte. Rodrigo responde: "você conhece político né". Ney diz "tem que acertar né'", informa a transcrição.

Em outro trecho, a PF relata conversa do empresário Gustavo Penasso (frigorífico Centro Oeste) com Mauro Suaiden em que discutem como "ajudar" Perillo com R$ 2 milhões, que seriam rateados pelas empresas.

Três dias depois, a PF interceptou telefonema em que Penasso diz que ao menos um empresário já teria pago a propina e que Rodrigo também iria pagar.

Por ordem do STF, já foram ouvidas quatro pessoas no inquérito. O ex-secretário de Fazenda José Paulo Loureiro disse desconhecer o suborno, mas admitiu que Perillo tratava diretamente com os empresários do setor.

Presos pela PF na operação Perseu, Ney Padilha e Mauro Suaiden eram donos do frigorífico Margen. Antes da operação, ele era o segundo maior do país.


Defesa diz que Perillo é inocente e não participou de elaboração de lei

DE BRASÍLIA

A defesa do senador Marconi Perillo afirma que ele é inocente e que não participou da elaboração da lei citada em conversa de terceiros.
"O senador desconhece completamente o assunto. Ele nunca atuou com essas pessoas, nem sequer acompanhou a mudança na lei", disse o advogado Antonio Carlos Almeida Castro.
Segundo ele, a defesa não teve acesso ao inquérito.
Luiz Rassi, advogado do empresário Rodrigo Siqueira -que aparece nos grampos falando em dar dinheiro a Perillo-, também disse que não teve acesso ao inquérito e que não comentaria o caso.
O advogado apenas afirmou que Siqueira foi ouvido pela PF como testemunha.
O empresário Gustavo Penasso não foi localizado.
O ex-secretário de Fazenda José Paulo Loureiro disse que não poderia comentar as investigações porque não estava no cargo à época dos fatos.
O empresário Ney Padilha, ao saber sobre o teor da reportagem, disse que não falaria por telefone e desligou.
O advogado do empresário Mauro Suaiden, Ney Moura, afirmou que seu cliente não fez pagamento a Perillo em troca de benefícios.

Leia a matéria completa da Folha de S.Paulo clicando aqui.

Postado por Eduardo Horacio às 15:23 de 09/07/10.
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10/07/10 - Sábado
Eleições 2010
Perillo se contradiz ao explicar documentos e diz que denúncia é "café requentado"
Reprodução Folha de S.Paulo

Por FILIPE COUTINHO
DE BRASÍLIA (Folha de S.Paulo)

O senador Marconi Perillo (PSDB-GO), investigado pela suspeita de ter recebido propina de R$ 2 milhões, chamou de "eleitoreira" e "café requentado" as denúncias que constam no inquérito aberto no STF (Supremo Tribunal Federal).

Ao se defender no microblog Twitter, Perillo deu duas versões para as medidas adotadas pelo governo do Estado para beneficiar frigoríficos e que fundamentaram a abertura de inquérito no STF.

Reportagem da Folha desta sexta-feira revelou que Perillo é investigado pelo STF, a pedido da Procuradoria Geral da República, pela suspeita de ter recebido R$ 2 milhões de propina de frigoríficos, quando governou o Estado, para modificar leis que favorecessem o setor.

Vice-presidente do Senado, Perillo é favorito às eleições para o governo de Goiás. A investigação contra o senador é um desdobramento da Operação Perseu, da Polícia Federal, realizada em 2004.

Empresários foram flagrados em grampos telefônicos discutindo "ajudar" Perillo com R$ 2 mi para conseguir benefícios fiscais --que de fato foram concedidos pelo governo três meses após as conversas. Nos diálogos, eles dizem ainda que o governo faria um decreto para regulamentar os benefícios.

No Twitter, Perillo disse primeiro que não assinou o decreto. "Sequer assinei o decreto, que foi assinado pelo governador em exercício na época", disse o senador pelo microblog Twitter.

O decreto, contudo, data do dia 23 de junho de 2005 e leva o nome Marconi Perillo e do ex-secretário de Fazenda José Paulo Loureiro. Em depoimento à PF, Loureiro disse que era "era prática de Perillo tratar de assuntos relacionados a incentivos diretamente com a classe".

"Houve casos em que o governador acertava com os respectivos setores incentivos e transformava sua vontade em decretos de governo."

Depois de ser procurado pela Folha, Perillo voltou atrás e admitiu também no microblog que assinou os documentos --citados pela PGR como indícios de crime de "corrupção passiva".

"Mais esclarecimentos: por motivo de viagem, não assinei a lei que concedeu os benefícios. E assinei os decretos que regulamentaram a lei, que era uma obrigação legal."

Segundo o senador, a lei não foi assinada por ele pelo fato de estar em viagem oficial na Ásia.

O candidato ao governo de Goiás disse ainda que não houve irregularidade nos benefícios concedidos aos frigoríficos.

Perillo afirmou que o uso político das denúncias é um "ataque vazio". "Se alguma atitude tomada por mim fosse por ventura considerada ilícita, não hesitaria em renunciar à vida pública", afirmou. "Teria vergonha de me apresentar diante dos goianos e brasileiros", completou.

Leia a matéria na Folha Online clicando aqui.

Leia mais sobre o assunto na Folha clicando aqui.

Postado por Eduardo Horacio às 08:04 de 10/07/10.
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10/07/10 - Sábado
Eleições 2010
Tucano diz que denúncias são eleitoreiras
Reprodução Folha de S.Paulo

Marconi Perillo, candidato em Goiás, é investigado por suspeita de receber propina

Na Folha de S.Paulo de hoje

O senador Marconi Perillo (PSDB-GO), investigado pela suspeita de ter recebido propina de R$ 2 milhões, chamou de "eleitoreira" e "café requentado" as denúncias que constam em inquérito no Supremo Tribunal Federal.

Ao se defender no Twitter, Perillo deu duas versões para as medidas adotadas pelo governo do Estado para beneficiar frigoríficos.

Reportagem da Folha revelou que Perillo é investigado pelo STF pela suspeita de ter recebido propina de frigoríficos, quando governou o Estado, para modificar leis que favorecessem o setor.

Vice-presidente do Senado, Perillo é favorito às eleições para o governo de Goiás. Empresários foram flagrados em grampos telefônicos discutindo "ajudar" Perillo com R$ 2 milhões para conseguir benefícios fiscais -que de fato foram concedidos três meses após as conversas.

Nos diálogos, eles dizem que seria feito um decreto para regulamentar os benefícios. Ontem, no Twitter, Perillo disse primeiro que não assinou o decreto. "Foi assinado pelo governador em exercício na época."

O decreto, contudo, data de 23 de junho de 2005 e leva o nome Marconi Perillo e do ex-secretário de Fazenda José Paulo Loureiro.

Após ser questionado, Perillo admitiu no Twitter que assinou os documentos. "Por motivo de viagem, não assinei a lei que concedeu os benefícios. E assinei os decretos que regulamentaram a lei, que era obrigação legal." Ele disse ainda que não houve irregularidade. (FILIPE COUTINHO)

Postado por Eduardo Horacio às 07:12 de 10/07/10.
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29/07/10 - Quinta-feira
Eleições 2010
Marconi volta a ter mais tempo de TV

Com a definição de PTN e PTC ontem (o PTN fica na coligação de Vanderlan Cardoso e o PTC vai para Marconi Perillo) a distribuição atualizada do tempo de rádio e televisão de cada bloco de 18 minutos (não estão contadas as pílulas de 30 segundos e nem os tempos dos candidatos a deputado estadual, federal e senador) por coligação fica da seguinte maneira:

Marconi Perillo -  5 min e 32 seg
Iris Rezende - 5 min e 31 seg
Vanderlan Cardoso - 4 min e 27 seg
Washington Fraga - 1 min e 16 seg
Marta Jane - 1min e 12 seg

Postado por Eduardo Horácio às 07:35 de 29/07/10.
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29/07/10 - Quinta-feira
Eleições 2010
Senadores põem na campanha assessores pagos pela Casa
Reprodução O Estado de S.Paulo

Levantamento feito pelo 'Estadão' identifica uma intensa transferência de servidores registrados em Brasília para os redutos eleitorais dos parlamentares; reportagem flagrou auxiliares que recebem salário do Senado atuando na campanha

Dos 29 assessores de Marconi Perillo (PSDB-GO), 25 estão alocados em Goiás e só 4 estão em Brasília

 

Por Leandro Colon
De Brasília

Manchete de hoje
d'O Estado de S.Paulo

Uma tropa de cabos eleitorais pagos pelo Senado está trabalhando na campanha dos senadores candidatos nos Estados. São assessores que, oficialmente, deveriam apenas cumprir expediente nos gabinetes, mas estão nas ruas pedindo voto, coordenando e ajudando na corrida eleitoral dos parlamentares.

Levantamento feito pelo Estado identificou uma intensa transferência de servidores registrados em Brasília para os redutos eleitorais dos senadores e a reportagem flagrou assessores que recebem salário do Senado atuando na campanha.

A reportagem constatou que, dos 53 senadores que disputam as eleições, 33 aumentaram o quadro de servidores de confiança entre julho de 2009 e julho de 2010 e transferiram a maioria para os Estados. Quem não aumentou adotou a segunda manobra e tirou seus funcionários de Brasília. Só nos últimos 23 dias, desde o início oficial da campanha, 53 assessores foram realocados, segundo dados do sistema interno de Recursos Humanos, para os "escritórios de apoio" dos senadores, entre eles os dos candidatos Renan Calheiros (PMDB-AL), Marcelo Crivella (PRB-RJ), Heráclito Fortes (DEM-PI), Marconi Perillo (PSDB-GO) e Paulo Paim (PT-RS). Desde início de fevereiro, foram cerca de 175, uma média de uma transferência por dia.

Os senadores aproveitaram a calmaria no Congresso - serão realizadas apenas duas semanas de votações até as eleições de outubro - para esvaziar seus gabinetes em Brasília. Hoje, há cerca de 1,1 mil assessores espalhados pelo País recebendo salários do Senado sem nenhum tipo de fiscalização por perto que os impeça de atuar como cabos eleitorais.

Velho hábito. O Senado regulamentou no ano passado a antiga prática dos senadores de ter assessores de confiança nos escritórios regionais com um controle de frequência quase nulo. A campanha eleitoral deste ano é a primeira em que é possível saber o número oficial de funcionários do Senado à disposição dos parlamentares nos Estados durante a disputa, uma vantagem estrutural em relação aos demais adversários.

Candidato a governador do Paraná, Osmar Dias (PDT) tem apenas três servidores oficialmente registrados em Brasília, informação confirmada ontem pela reportagem em visita a seu gabinete. Outros 21 estão como assessores no Estado.

Primeiro-secretário do Senado e candidato à reeleição, Heráclito Fortes colocou 25 servidores no Piauí e deixou apenas 8 em Brasília.

Vice-presidente da Casa e de olho na eleição para governador, o tucano Marconi Perillo deslocou 25 assessores para Goiás e manteve apenas quatro no Senado. Os campeões são Efraim Morais (DEM-PB) e Mão Santa (PMDB-PI). O paraibano tem, oficialmente, 52 servidores lotados em seu Estado durante a campanha, enquanto o peemedebista conta com 34.

Em Santa Catarina, os dois senadores postulantes ao governo encheram seus escritórios de apoio no Estado. Dos 26 assessores de Raimundo Colombo (DEM), 20 trabalham em Santa Catarina. Entre os 22 funcionários de Ideli Salvatti (PT) no Estado está Claudinei do Nascimento. Além de secretário de finanças do diretório do PT, é um dos coordenadores de campanha de Ideli.

Oficialmente, recebe salários do Senado como assessor no escritório de apoio dela, que tirou licença durante a campanha.

São Paulo
Os dois senadores paulistas que disputam a eleição de outubro têm mais assessores nos Estados do que em Brasília. Candidato ao governo, Aloizio Mercadante (PT) tem 16 servidores em São Paulo e apenas cinco no Congresso. Já Romeu Tuma (PTB) goza dos serviços de 15 funcionários por perto. O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) faz parte do grupo que tem transferido assessores para o Rio nos últimos meses. São 20 até o momento ao lado do parlamentar.

Um dado curioso: o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) não tem nenhum funcionário lotado em Brasília, mas 29 estão em seu Estado. A artimanha foi colocar servidores que vivem na capital federal como funcionários da liderança do PSB - o regimento permite que apenas gabinetes de senadores tenham assessores nos Estados. O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, é o suplente na chapa de Valadares ao Senado.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), pôs 16 assessores em Roraima, enquanto o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), terá, durante a campanha para deputado federal, 21 servidores em Pernambuco. Seu aliado e candidato a governador, senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), deixou apenas sete assessores em Brasília e lotou 19 no Estado

Veja a lista completa dos assessores dos senadores Marconi Perillo, Lúcia Vânia e Demóstenes Torres clicando aqui.

Leia a matéria na íntegra no site do Estadão clicando aqui.

Postado por Eduardo Horacio às 08:00 de 29/07/10.
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O que Marconi quis dizer com a frase "Eu esperei esse debate como o vigia espera o alvorecer" dita depois do debate da OJC de 31 de agosto?
Que, assim como um vigia, queria ir embora logo do debate;
Que ele está vigiando os adversários até de madrugada;
Que ele não estava nem aí para o debate (ou o alvorecer)
Que depois de Lua Nova e Eclipse ele mal pode esperar pelo Alvorecer
 
 
 
 
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