Vanderlan sobe, Marconi oscila e Iris cai
Vanderlan é o menos rejeitado
Senado: Demóstenes e Renner crescem
Dilma dispara: vantagem de 24,2 pontos
Debate mostra fragilidades de Marconi
Veja: houve "armação" contra Marconi
Conheça o histórico de Marconi nos debates
TRE divulga o que leitor do blog já sabia
Veja o tempo dos candidatos ao Senado
Serpes nas entrelinhas: nada definido
Senadores põem na campanha assessores pagos pela Casa
Marconi volta a ter mais tempo de TV
Perillo se contradiz ao explicar documentos e diz que denúncia é "café requentado"
Tucano diz que denúncias são eleitoreiras
STF abre inquérito contra Marconi
Iris tem mais tempo de TV
Os 60,1% que preocupam Iris e Marconi
Eleição em Goiás não está definida
Um passeio fácil da Coreia do Sul
Nem tradição salvou o jogo
 
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06/04/10 - Terça-feira
Eleições 2010
‘Alcides quer fechar 2010 com déficit zero’, diz Braga

O ex-secretário da Fazenda Jorcelino Braga (PP) disse em entrevista à Rádio 730 na manhã de hoje que o governador Alcides Rodrigues (PP) está trabalhando para fechar as contas para o próximo governante com déficit zero. Ele disse que, se der certo o acordo da Celg e o Programa Emergencial de Financiamento aos Estados (PEF), este será o melhor ano do governo Alcides. O Refaz, segundo Braga, só existiu este ano em função do "buraco financeiro” da Celg.  

Braga disse que, a cada mês, faltam 40 milhões para fechar o caixa da Celg. "Se sair o acordo com a Eletrobras, isso será resolvido”, afirmou. O ex-secretário destacou também que não acredita no esvaziamento do governo Alcides, já que tudo indica que o Executivo pode ter até 1 bilhão para investir este ano.  

O pepista disse que acredita no projeto de Vanderlan Cardoso na corrida ao Palácio das Esmeraldas. "E por querer me dedicar 24 horas a essa campanha, preferi deixar meu cargo de secretário”, afirmou. O ex-secretário descartou qualquer possibilidade de ser candidato nas eleições deste ano e diz que não disputa espaço com ninguém na candidatura de Vanderlan. “Não disputo espaço com (o marqueteiro) Ademir Lima, sou um colaborador da campanha, um soldado, vou ajudar naquilo que Vanderlan precisar”, esclareceu. 

O ex-secretário também rebateu algumas notas que surgiram em jornais da cidade. “Em momento algum sugeri um tom agressivo contra Marconi (Perillo) ou quem quer que seja na campanha de Vanderlan", assinalou. E completou: “Nem sou eu que decide isso. Há uma equipe de Vanderlan que vai decidir todos os passos da campanha”.

Decisão do DEM
O pepista também aposta no apoio do DEM à candidatura de Vanderlan, mas diz que o DEM tem seu tempo certo para decidir. “Demóstenes e Caiado são meus amigos e nunca ouvi deles declaração de que foram alijados de qualquer discussão. O DEM tem sua forma de fazer política e nós respeitamos. Estamos confiantes que o DEM estará conosco”, afirmou.  

Braga também nega que tenha contribuído para acabar com a base aliada em Goiás. “Este governo teve de mostrar a situação financeira do Estado e o pessoal do PSDB quis explorar isso. O governo atual nunca iniciou uma briga, apenas respondeu às provocações”, destacou.  

Ele também negou que tenha sido 'primeiro-ministro' do governo Alcides. “O que aconteceu é que a Secretaria da Fazenda assumiu todos os desgastes e resolveu os problemas, por isso que veio essa história de 'primeiro-ministro' em relação a mim. Quem sempre mandou e manda é o governador Alcides Rodrigues”, afirmou.  

Braga encerrou a entrevista dizendo que foi ótimo trabalhar com o governador. “Alcides é um homem que escuta e tem tranquilidade para decidir, ele implantou ferramentas modernas de gestão, antes havia uma propaganda de modernidade, mas antes dele a gestão não era moderna de fato”, finalizou.  

Postado por Eduardo Horácio às 09:04 de 06/04/10.
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12/04/10 - Segunda-feira
Eleições 2010
Esquema Arruda chega em Marconi

Empresa de primo de Perillo leva R$ 63 milhões, é acusada de fraudes no DF e tem contratos com a Secretaria Estadual de Saúde de SP

Outro sócio da empresa, Moisés de Oliveira Neto, é da Linknet, apontada pela Polícia Federal como uma das principais suspeitas de alimentar o mensalão de Arruda


Plínio Teodoro
Agência Estado
plinio.silva@grupoestado.com.br

Acusada pela Corregedoria Geral da União (CGU) de superfaturamento de preços de medicamentos e suposta fraude em licitações nas gestões de Joaquim Roriz (PSC) e José Roberto Arruda (ex-DEM) no Distrito Federal, a Hospfar Indústria e Comércio de Produtos Hospitalares recebeu mais de R$ 63 milhões em contratos com a Secretaria Estadual de Saúde desde 2008, na gestão José Serra/Alberto Goldman, ambos do PSDB, em São Paulo.

A Hospfar tem como um de seus sócios, Marcelo Reis Perillo, primo do 1º vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO). Outro sócio da empresa, Moisés de Oliveira Neto, também integra quadro societário da Linknet, apontada pela Polícia Federal de ser uma das principais suspeitas de alimentar o mensalão do DEM, em Brasília, que levou à prisão e à cassação de Arruda. Perillo afirmou, por meio de assessor, que não se considera parente de Marcelo "tamanha a distância do grau de parentesco” (leia ao lado).

Somente nos três primeiros meses de 2010, o governo paulista empenhou R$ 5,5 milhões para pagamento da Hospfar. Ao menos 20 dos 51 dos contratos foram feitos para cumprimento de decisão judicial - quando a Justiça determina que o Estado tem de fornecer determinado medicamento ao cidadão. Três deles foram realizados com dispensa de licitação. Em nota, a Secretaria de Saúde informou que as contratações estão dentro da lei, que autoriza contratos sem licitação em compras abaixo de R$ 8 mil.

Irregularidades no DF
Segundo o ministro da Corregedoria Jorge Hage, auditoria da CGU aponta que o governo do Distrito Federal mantinha os estoques do Núcleo de Medicamento de Alto Custo praticamente vazios, para, posteriormente, comprar, em regime de urgência, com preços que estavam acima da tabela federal. A favorecida era quase sempre a Hospfar, que recebeu mais de R$ 190 milhões dos cofres do DF desde 2006.

“Há suspeita de que haja prejuízos financeiros relevantes. Em uma comparação dos preços praticados pelo GDF (governo do Distrito Federal) na compra de medicamentos, nós verificamos que os valores unitários superam o teto de todas as tabelas oficiais do governo federal”, afirmou Hage na última terça-feira, durante divulgação do resultado da auditoria feita nas contas do DF.

Segundo a CGU, junto com outras duas empresas do setor - Medcomerce e Milênio - a Hospfar teria montado um cartel para fraudar licitações. Juntas, as três empresas, que têm parentes como sócios, teriam recebido R$ 294 milhões dos R$ 500 milhões repassados ao Distrito Federal pela União para compras de medicamentos desde 2006.

“Apurou-se a existência de vínculos societários entre os proprietários da Hospfar e Medcomerce com a Milênio, bem como dessas três com a empresa Linknet, citada no inquérito policial relacionado à Caixa de Pandora”, afirma o relatório da CGU.

Paulo Octávio
O JT também revelou em março que uma das empresas do ex-vice-governador do DF, Paulo Octávio (ex-DEM) - que renunciou em meio a denúncias que o ligam ao mensalão de Brasília -, integra consórcios que têm contratos de R$ 137,2 milhões com a Saúde do governo paulista desde 2005.

Perillo nega parentesco
Em nota, a assessoria da Secretaria Estadual de Saúde informou que as contratações da Hospfar “obedecem aos trâmites impostos pela lei de licitações”. 'Em um processo licitatório não há análise de pessoa física, mas de pessoa jurídica, que pretende concorrer no certame”.

Segundo a nota, a secretaria exige a apresentação de uma série de documentos, entre eles certidões e balanços fiscais e financeiros das empresas, um “procedimento que ocorre abertamente, na presença de todos os concorrentes”.

A secretaria afirma ainda que as compras feitas sem licitação estão “em consonância com a lei, segundo a qual compras abaixo de R$ 8 mil não requerem abertura de processo licitatório”. Os três contratos, segundo a secretaria, totalizaram R$ 1.386,00. 'É importante esclarecer que a Secretaria da Saúde de São Paulo gasta cerca de R$ 300 milhões por ano com ações judiciais”.

Tetravô
A reportagem tentou, por diversas vezes, contato com a assessoria de imprensa da Hospfar, em Goiânia, mas não teve retorno até as 20h de ontem.

Já o senador Marconi Perillo (PSDB-GO) afirmou, por meio de assessor, que ele “nem pode ser considerado primo” de Marcelo Reis Perillo, sócio da Hospfar, “tamanha a distância do grau de parentesco”. “O senador fez um levantamento genealógico e viu que seu tetravô era irmão do tetravô dele (Marcelo)”, disse o assessor.

Histórico Nebuloso
Investigada por fraudes no Distrito Federal, a Hospfar responde a processos em Goiânia e no Mato Grosso por suposto superfaturamento de preços e participação em licitações fraudulentas

Em Goiânia, onde fica a matriz da empresa, a Justiça chegou a determinar a indisponibilidade bens dos sócios e proibiu a distribuidora de fechar qualquer contrato com o governo do município

Um dos sócios da empresa, Marcelo Reis Perillo, é primo do senador tucano Marconi Perillo (GO). Outro, Moisés de Oliveira Neto, também é sócio da Linknet, ligada pela PF ao mensalão do DEM.

Ligadas à escândalo de Brasília atuaram em SP
Além da Linknet, que tem entre seus donos um dos sócios da Hospfar, pelo menos outras duas empresas suspeitas de abastecerem o “mensalão do DEM” no Distrito Federal atuaram em São Paulo: Uni Repro e Serveng Civilsan.

A Uni Repro foi investigada em 2007 dentro da Operação Parasitas da Polícia Civil. A empresa faria parte de um grupo que teria causado um rombo de R$ 100 milhões na área da saúde por meio de fraudes em licitações, superfaturamento de preços e entrega de produtos de má qualidade.

Um organograma feito pela Secretaria Estadual da Fazenda e anexado ao inquérito aponta a Uni Repro como prestadora de serviços para o Estado entre 1999, no governo Mário Covas (PSDB) e 2007, início da gestão de José Serra/Alberto Goldman (PSDB), recebendo R$ 26 milhões, dos quais R$ 1 milhão em contratos assinados sem licitação.

A construtora Serveng participou de, ao menos, dois consórcios com contratos no Estado. Um para a realização de obras de melhorias no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, e outro para a construção do trecho sul do Rodoanel, inaugurado em 30 de março.

Na obra no aeroporto, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a suspensão do pagamento de R$ 70,9 milhões ao consórcio Queiroz Galvão/Constran/Serveng, após suspeitas de irregularidades. No Rodoanel, auditoria do TCU entre janeiro de 2007 e julho de 2008 encontrou indícios de superfaturamento. Segundo o órgão, a obra, com valor estimado em R$ 3,6 bilhões, obteve “permissão de preços unitários até 30% acima dos preços de referência”.

A Serveng também foi um dos principais doadores da campanha do prefeito Gilberto Kassab (DEM) em 2008 - R$ 1,2 milhão. O repasse foi considerado ilegal pela Justiça Eleitoral, que cassou o mandato de Kassab. Ele aguarda no cargo julgamento de recurso.

Leia mais no Jornal da Tarde clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 06:53 de 12/04/10.
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13/04/10 - Terça-feira
Denúncia
Governo investiga supostas contas de Perillo

Da Agência Estado

Ministério da Justiça investiga não a veracidade do dossiê, como quer Perillo, mas seu conteúdo

O governo federal, através do Ministério da Justiça, abriu investigação oficial, após pedido do Ministério Público de Goiás, para apurar supostas movimentações bancárias do senador goiano Marconi Perillo (PSDB) no exterior. Quem fez a denúncia ao Ministério Público foi Sandro Mabel(PR-GO).

Formalmente, a investigação teve início no dia 12 de março, quando começou a tramitar no Departamento de Recuperação de Ativos (DRCI) do Ministério da Justiça um processo destinado a mapear a existência das contas. De acordo com os papéis em poder do governo, as movimentações teriam ocorrido em bancos da Suíça e dos Estados Unidos e em paraísos fiscais do Caribe.

Antes de chegar ao Ministério da Justiça, os documentos que dão base à investigação passaram pelo Palácio do Planalto - mais precisamente, pelas mãos de Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula. Perillo tornou-se desafeto do Planalto após o escândalo do mensalão, quando disse ter alertado pessoalmente o presidente Lula sobre os pagamentos a parlamentares da base aliada no Congresso em troca de apoio a projetos do governo.

Há dois meses o Estado acompanha o caso, que ganhou no governo prioridade absoluta. De um lado, a reportagem esmiuçou os bastidores da operação montada em Brasília para comprovar a existência das contas, o que poderia significar um tiro de morte nas pretensões políticas do tucano, pré-candidato a governador em Goiás. De outro, apurou as medidas oficiais destinadas a comprovar as supostas transações de Perillo no exterior.

Dossiê
Vice-presidente do Senado, Perillo nega possuir contas no exterior. Ontem, em meio a rumores sobre a existência de um dossiê com informações sobre contas bancárias abertas em seu nome em paraísos fiscais, o senador foi ao Ministério da Justiça pedir investigação sobre a origem dos papéis, que diz serem "falsos". Não sabia ele que, um mês antes, os documentos já haviam chegado ao ministério e dado origem a um procedimento formal - não para investigar sua veracidade, mas seu conteúdo.

O procedimento instaurado no DRCI sob o número 08099.001131/2010 teve origem num relatório apócrifo, produzido originalmente em inglês, com tarja de "top secret". Junto dele, há extratos das supostas contas, registradas em nome da Aztec Group, offshore sediada nas Ilhas Virgens Britânicas.

Os documentos apontam Perillo como um dos dirigentes da empresa. Um dos papéis anexados ao relatório, com timbre do banco suíço UBS e datado de 2003, diz que o Aztec Group tinha na instituição uma aplicação de 200 milhões - o equivalente, à época, a R$ 667,5 milhões.

O relatório "top secret" com o detalhamento das supostas transações inclui o contrato social do Aztec Group, cujo presidente, de acordo com o documento, seria Paulo S. Jusus - que o Ministério Púbico e os investigadores identificam no processo instaurado no DRCI como Paulo Silva de Jesus, primeiro suplente de Marconi Perillo no Senado e "laranaja" do senador.

Também foram anexadas ao relatório, obtido pelo Estado, o que seria a cópia do passaporte do senador e uma procuração registrada nas Ilhas Virgens Britânicas em que Jusus dá poderes a Marconi Perillo, apontado como diretor da Aztec Group para Projetos Especiais, para assinar contratos e fazer acordos em nome da empresa.

Cópias
Há ainda cópias de mensagens enviadas por fax, nas quais Perillo teria ordenado transferências da conta da Aztec. Um desses papéis, que leva uma assinatura semelhante à do tucano, autoriza movimentação de US$ 3,5 milhões de uma agência do banco Wachovia para uma agência do Citibank no paraíso fiscal de Nassau, no Caribe.

Com aval do Planalto, o DRCI deu início aos procedimentos para tentar confirmar a existência das contas. O primeiro passo foi contatar as autoridades financeiras da Suíça, para onde teria sido remetida parte significativa dos valores.

Até ontem, o DRCI não havia recebido resposta às consultas sobre as contas da Aztec em território suíço. A expectativa é de que a resposta chegue a Brasília nas próximas semanas.

Leia mais nas páginas do Estadão:
Governo investiga contas de Perillo no exterior
Perillo fala em 'papéis falsos' e nega conta no exterior
Dossiê circulou no Planalto antes de investigação oficial
Governo busca contas de tucano no exterior
Perillo quer que Senado apure 'papéis falsos'
Gravação indica compra de apoio político por Perillo

Postado por Eduardo Horacio às 07:57 de 13/04/10.
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15/04/10 - Quinta-feira
Eleições 2010
Pesquisa Serpes: análise e implicâncias

Cinco comentários que fiz ontem às 23h30 no meu Twitter sobre a pesquisa Serpes/O Popular publicada hoje (veja índices clicando aqui):

1) Desincompatibilização do fim de março praticamente não alterou o quadro eleitoral. Números de Marconi Perillo (PSDB) e Iris Rezende (DEM) devem se manter neste patamar até agosto ou início de setembro;

2) Vanderlan Cardoso (PR) tem hoje o que Maguito (em 1994), Marconi (em 1998) e Alcides (em 2006) tinham quando suas candidaturas foram lançadas. Isso não significa que Vanderlan vai ganhar, mas significa que é precipitado quem for descartá-lo;

3) Índices de Sandro Mabel (PR) na pesquisa ao Senado são surpreendemente altos e os de Adib Elias (PMDB) são muito baixos.

4) Iris está mais forte na espontânea que Marconi, mas os dois estão com índices baixos, o que refuta a idéia de que a campanha será bipolarizada entre os dois;

5) Iris está mais forte do que Marconi na capital e Marconi está mais forte do que Iris no interior, conforme já apontavam outras pesquisas

Agora, minhas implicâncias com a pesquisa Serpes, também expostas no Twitter:

1) Por que a pesquisa estimulada para o Senado tem 4 candidatos do PMDB, 2 do PP, 3 do PT e só um do PSDB e só um do DEM? Esse cenário, irreal, não fragmenta as candidaturas do PMDB, do PT e do PP e fortalece os nomes do PSDB e do DEM?
 
2) Iris Araújo candidata ao Senado? Sem chances. Seria a volta do discurso da panelinha, ainda mais com Iris Rezende candidatíssimo a governador

3) Jorcelino Braga não é candidato a nada, muito menos a governador, e o PP já está fechado com Vanderlan Cardoso, daí não tem sentido cenários com Braga sendo candidato. 

4) Por que Sandes Júnior (PP) e Barbosa Neto (PSB) estão fora do cenário do Senado? Os dois haviam solicitado ao Serpes inclusão de seus nomes na pesquisa.

5) Por que não há cenários de segundo turno? Seria bom ver como ficaria a disputa apenas entre Iris e Marconi neste momento.

6) Se a diferença entre Marconi e Iris é de 3,7 pontos, há empate técnico, já que a margem de erro é de 3,1 pontos para mais ou para menos. O texto do jornal não interpreta dessa forma.

Postado por Eduardo Horácio às 06:15 de 15/04/10.
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15/04/10 - Quinta-feira
Eleições 2010
Discurso do "alto nível" de Marconi é surreal

O senador Marconi Perillo (PSDB) disse na segunda-feira que denúncias levianas foram feitas contra ele no chamado "Dossiê Marconi". E voltou a repetir o bordão do "alto nível".

O que Marconi fez ontem? Ele disse que o presidente do Dnit em Goiás, Alfredo Soubihe Neto, está envolvido em "denúncias de supostos superfaturamentos, arrecadação de propinas, corrupção e outros desvios", afirmou que há "exigência de propina nas obras federais realizadas no Estado" e destacou que o "Dnit em Goiás se transformou no maior ralo de corrupção no órgão em todo o Brasil". Está tudo registrado em seu próprio Twitter.

Marconi tem provas? Nenhuma. Fez contra um adversário o que acusou de terem feito com ele na segunda-feira. O presidente do Dnit, curiosamente, é braço-direito do deputado federal Sandro Mabel (PR).

Não custa lembrar: em 2005 Marconi jogou a deputada Raquel Teixeira (PSDB) na frigideira ao dizer que Raquel recebeu uma "oferta" de Mabel: "luvas" de R$ 1 milhão e mais R$ 30 mil por mês para a deputada trocar o PSDB pelo PL (hoje PR). Marconi e Raquel tinham provas? Até hoje, não apresentaram. E o tucano segue com o bordão do "alto nível"...

Leia também:
O que é "baixo nível" para Marconi Perillo?
Governo federal investiga supostas contas de Perillo no exterior

Postado por Eduardo Horácio às 06:31 de 15/04/10.
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15/04/10 - Quinta-feira
Eleições 2010
Exclusivo: Iris Araújo pode não ser candidata a nada

O ex-prefeito e pré-candidato a governador Iris Rezende (PMDB) está trabalhando para que a deputada federal - e sua esposa - Iris Araújo (PMDB) não seja candidata a nada nesta eleição.

A estratégia de Iris tem o objetivo de melhorar sua relação com os candidatos a deputado federal de sua coligação e evitar, na origem, uma possível volta do discurso da panelinha contra o PMDB, um dos motes da oposição contra Iris na campanha de 1998.

O PMDB imagina que muita gente que hoje está afastada de Iris Rezende (PMDB) poderia voltar a se aproximar dele com este gesto de "grandeza" da dupla Iris-Iris.

Postado por Eduardo Horácio às 07:42 de 15/04/10.
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18/04/10 - Domingo
Eleições 2010
‘Perillo em risco’, diz nota do Estadão

Veja nota abaixo que saiu hoje na coluna "Direto de Brasília", do jornal O Estado de S. Paulo. A nota foi escrita pelo jornalista João Bosco Rabello.

Perillo em risco
Não é um dossiê falso que pode complicar a vida do senador Marconi Perillo, mas uma investigação oficial que apura suposto desvio de dinheiro durante sua gestão à frente do governo de Goiás e rastreado no exterior pelo Ministério da Justiça. Por isso, a sessão que Perillo fez aprovar para que Gilberto Carvalho deponha, pode voltar-se contra ele: o governo acrescentou ao pedido os depoimentos de Krebs e do Secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Junior.

Postado por Eduardo Horácio às 03:08 de 18/04/10.
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18/04/10 - Domingo
Eleições 2010
Por que Marconi lançou candidatura no Twitter?
Foto: Paulo José

Algumas ações do pré-candidato a governador Marconi Perillo (PSDB) nos últimos dias merecem atenção mais detida. E aqui nem estou falando de dossiês e outros temas policiais, mas sim do tom e do rumo do discurso que o ex-governador tucano pratica neste período de pré-campanha eleitoral. Uma pergunta que muita gente me fez alguns dias atrás foi: por que Marconi lançou sua candidatura a governador pelo Twitter? A resposta é a mesma para outra pergunta: por que Marconi tem falado tanto em Tecnologia da Informação (TI) nos últimos dias? 

A resposta: porque Marconi percebeu, por meio de pesquisas qualitativas, que a população já não enxerga nele o 'novo'.

Ao lançar sua candidatura via Twitter e falar mais pela Web do que via jornais e outros órgãos de imprensa, Marconi tenta recapturar a imagem de ‘novo" perdida nos últimos anos.

Nas pesquisas qualitativas, Marconi é visto hoje pelos eleitores (inclusive os seus próprios) como um político da velha guarda, espaço que Iris Rezende (PMDB), por exemplo, ocupa há pelo menos 12 anos.

Como não há espaço vazio que dura muito tempo no cenário político, Marconi sabe que tem de usar todas as armas para voltar a ser ‘o novo’, antes que outro candidato (que pode ser Vanderlan Cardoso, única novidade de fato, ou até mesmo Iris Rezende, que tem procurado se renovar desde que foi eleito prefeito em 2004). 

Isso explica Marconi não ter escolhido um evento público, com presença da imprensa, para lançar sua candidatura. Isso quem faz, no pensamento do marketing de Marconi, é político antigo. Político dinâmico faz isso via Twitter, alguém deve ter dito a Marconi.  

Essa busca pelo ‘novo’ como se fosse um pote de ouro explica Marconi aparecer, vez ou outra, falando de assuntos ligados à ligados à tecnologia. Hoje mesmo, em seu Twitter, o tucano fala que quer trazer a Apple para Goiás.

Isso mesmo. Você entendeu corretamente. A Apple não tem nenhuma store no Brasil, nem na América do Sul, mas Marconi diz que alguém precisa lutar para trazê-la para Goiás. Alguma chance de dar certo? Pouca, para não dizer nenhuma.

Em todo caso, ao criar o factóide, Marconi indiretamente associa seu nome à tecnologia e a uma empresa que vive momentos de alta popularidade no mundo, inclusive no Brasil. O nível de satisfação dos usuários Mac (incluindo as plataformas móveis, como iPod, iPad e iPhone) é altíssimo (inclusive este blogueiro atesta isso, com prazer) e Marconi, claro, quer seu nome associado ao que é bom e moderno.

Como bem define o jornalista André Forastieri, a Apple está hoje para tecnologia como estão os Beatles para o rock: é o consenso das massas.

Marconi sabe que, para se apresentar pela enésima vez como o candidato do ‘novo’, não basta mais repetir os jingles surrados de 1998 e escalar Nerso da Capitinga para falar de panelinha. É preciso ter novidades no bolso para ser ‘o novo’. Daí inclusive o fato dele ter apresentado a proposta de “cheque-computador” para famílias de baixa renda, caso seja eleito governador, exatamente no dia em que Iris Rezende anunciou sua candidatura ao Palácio das Esmeraldas. Marconi quer estabelecer o contraponto ao adversário sempre com propostas que o liguem ao ‘novo’.

Autenticidade
Há, no entanto, um risco, que Marconi não está calculando bem: a falta de autenticidade. Enquanto ele estiver discorrendo sobre o tema apenas com seu próprio umbigo, via Twitter, sem ser confrontado pelos adversários, a imagem de ‘candidato pontocom’ pode até colar.

Mas em debates e no desenrolar da campanha propriamente dita, há grandes chances dele não conseguir o feito. As próprias palavras que Marconi escolhe para falar de tecnologia da informação denotam essa falta de familiaridade com o assunto.

Alguns exemplos dessa falta de autenticidade no discurso de Marconi? Por ora, vamos ficar com apenas dois:

1) Ele usa muito a palavra ‘computador’, inclusive nesta proposta de cheque-computador. Quantas pessoas da área de tecnologia da informação você conhece que ainda usam a palavra ‘computador’? Provavelmente nenhuma. Outra frase-chavão que Marconi usa muito: “precisamos entrar no radar da tecnologia”. São palavras típicas de quem tem mais de 60 anos ou pouca familiaridade tem com o tema.

2) Hoje mesmo, no Twitter, Marconi escreveu o seguinte: “Quando falo em TI, as pessoas podem não entender, mas esse é o caminho que precisamos trilhar em Goiás. Apple tem tudo a ver com TI”. Um candidato realmente ‘pontocom’ jamais escreveria que “Apple tem tudo a ver com TI”. Na frase, parece que Marconi está explicando o assunto para si mesmo e não para seu público leitor do Twitter que, claro, sabe que a Apple tem a ver com TI e não com fast-food.

Se Marconi quer mesmo parecer o candidato ‘pontocom’, é melhor ele ao menos tentar ser, de fato, um político ‘pontocom’.

Poucas coisas são mais fatais para um candidato do que a falta de autenticidade. E aqui nem estou falando das suas práticas políticas, que nunca foram modernas, mas exclusivamente de sua imagem.

Um dado curioso, para encerrar: é justamente em Goiânia - onde há mais eleitores acostumados com TI - que Marconi menos votos tem, se as eleições fossem hoje (Iris teria 46,1% e Marconi chegaria aos 32,1%, segundo o Serpes). Talvez seja porque o eleitor goianiense prefira um candidato autêntico, que não force a imagem do ‘novo’ pela enésima vez, do que um candidato desesperado para voltar a ser o ‘novo’ de novo, nem que seja à fórceps.

Postado por Eduardo Horácio às 23:45 de 18/04/10.
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22/04/10 - Quinta-feira
Eleições 2010
Dilma Rousseff: ‘Ninguém está acima da lei’

Entrevista da presidenciável petista foi concedida à Rádio 730, de Goiânia

Por Edson Sardinha
Congresso em Foco

A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, disse hoje (22) que não se pode associar a corrupção a nenhum partido político brasileiro e que nenhum governo se empenhou mais no combate a esse tipo de crime do que o governo do presidente Lula. Em entrevista à Rádio 730, de Goiânia, a ex-ministra da Casa Civil afirmou que ninguém pode ter a "soberba” de achar que determinada sigla está imune a “desvios de conduta” de seus filiados.

"A questão da corrupção não pode ser confundida com um partido ou uma sigla. Não é possível a gente supor hoje que as pessoas, os seres humanos são diferentes se eles são de um partido. A questão da corrupção é um desvio de conduta da pessoa, isso pode acontecer em todos os lugares. A gente não pode ter essa soberba ao analisar os outros. O PMDB e o PT deram grandes contribuições para o país e a democracia. Onde houve erro, você tem de investigar e punir. Se não, fica só na retórica", disse a petista ao comentar a declaração do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) de que a aliança entre peemedebistas e petistas era "terreno fértil" para escândalos. A ex-ministra declarou que, apesar de admirar o ex-colega de governo, discorda do posicionamento do deputado cearense, que tenta se lançar na corrida ao Planalto. 

Operações da PF
Segundo Dilma, as operações da Polícia Federal no governo Lula mostram que "ninguém está acima da lei". "Não só mobilizamos a Controladoria-Geral da União e a Polícia Federal como jamais cerceamos o Ministério Público. Nos oito anos que nos antecederam, houve só 29 operações especiais da Polícia Federal. No nosso período, houve mais de mil, 1012, se não me engano. Nesse período, nós investigamos tudo que se nos apresentou, e punimos o culpado, doesse a quem doesse. Esse é o tema, é investigar e punir pra não ter a questão da impunidade", declarou.

"Nunca antes na história deste país, como diz o nosso presidente, houve caso de prisão de governador, prefeito, deputado, empresário e banqueiro. No Brasil antes só se prendiam os pobres, as pessoas de menos recursos e menos poder. Hoje o governo mostrou que ninguém está acima da lei", acrescentou.

A pré-candidata petista reafirmou que não se envolverá no processo de escolha do vice de sua chapa. De acordo com a petista, cabe ao PMDB definir o nome que melhor representa o partido. Dilma admitiu, ainda, que em determinados estados não será possível reproduzir nos palanques regionais a aliança que dá sustentação ao governo Lula. "Em muitos estados pode ser que haja dois palanques. Mas na maioria deles vai haver uma tendência a unificar os palanques", destacou."Cada situação regional vai ser diferenciada. Não é possível ter uma regra geral no Brasil. Todo mundo segue aquele modelinho, e aí quando a coisa não dá certo, a pessoa se surpreende. Não pode ser assim. É possível dois palanques."

Pesquisas e reflexões
Na entrevista aos jornalistas Altair Tavares, Eduardo Horácio e Marcelo Heleno, Dilma afirmou que não vai criar "constrangimento"a nenhum instituto de pesquisa, por mais que haja diferença nos dados divulgados, e que os números apresentados até agora são importantes porque geram "reflexões". A pré-candidata do PT disse que espera crescer à medida em que se aproximar mais do eleitorado durante a campanha eleitoral. "Espero que quanto mais eu seja conhecida, os eleitores vão se aproximar de mim. Porque o projeto que represento, que é o do presidente Lula, é amplamente aprovado", declarou.

Dilma atribuiu os altos índices de aprovação ao governo Lula a uma mudança de "lógica". "Uma parte importante se deve ao fato de que o governo do presidente Lula é um governo muito bem avaliado, porque nós mudamos a lógica. Essa avaliação que o presidente tem favorável a nós se deve ao fato de que o país vinha de uma trajetória de desemprego, estagnação e desigualdade. Com a gente, ele muda. Sai dessa trajetória, em que também havia desesperança. As pessoas eram céticas, não acreditavam mais. E passa para uma nova era, que eu chamo de prosperidade."

A ex-ministra da Casa Civil e de Minas e Energia defendeu a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, contestada por ambientalistas, indígenas e Ministério Público. Segundo ela, a energia gerada por hidrelétricas é a menos poluente. "Estamos fazendo Belo Monte e exigindo um padrão de respeito ao meio ambiente que permita que a gente faça hidrelétrica e não destrua o meio ambiente", declarou.

Pais e filhos
Ainda na entrevista, Dilma negou que seja uma pessoa dura e comparou sua postura no governo Lula com a de uma mãe, que precisa às vezes falar coisas que os filhos não querem ouvir. "Não acho que sou dura, não. Eu sou uma pessoa que exijo de mim um trabalho árduo. Se você não exigir de si um trabalho árduo, no Brasil, você não toca as coisas pra frente. Nós, quando chegamos ao governo, devemos isso para o povo", afirmou. "Minha função era coordenar o governo. Eu queria saber por que a obra nesse estado não estava andando, por que a gente não está cumprindo os prazos. Eu cumpria aquele papel em que ninguém é muito simpático fazendo, o da cobrança. É como uma família, mãe tem hora que o filho acha mais duro que o pai. O pai deixa os filhos soltos por aí", acrescentou.

Questionada se o presidente Lula era o pai que deixava as coisas correrem soltas, Dilma evitou a comparação. "Não. O pai, que é o Lula, tem um olho de lince.  Ele sabia antes de mim aonde a coisa não estava funcionando. Obviamente, porque ele é o presidente. 'Isso aqui tem de andar, aquilo ali não pode ser assim'", afirmou.

Ouça a entrevista na íntegra clicando aqui

Postado por Eduardo Horácio às 17:04 de 22/04/10.
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23/04/10 - Sexta-feira
Eleições 2010
Dilma Rousseff admite dois palanques em Goiás

Pré-candidata petista diz na Rádio 730 que prioridade é para o PMDB, mas destaca afinidade do Planalto com Alcides

Da Folhapress
Na edição de hoje do jornal O Popular

A pré-candidata à Presidência pelo PT, Dilma Rousseff, admitiu ontem que não descarta a possibilidade de subir em dois palanques nas eleições ao governo de Goiás. Tanto Iris Rezende (PMDB) quanto Vanderlan Cardoso (PR) - este último apoiado por Alcides Rodrigues (PP) - esperam ter o apoio da petista nas eleições. Em entrevista ontem à Rádio 730, ela lembrou que as alianças do PT com os Estados ainda não estão definidas e que é preciso entrar em acordo sobre a questão.

"Cada situação regional vai ser diferenciada. Não é possível ter uma regra geral no Brasil. As coisas têm de caminhar mais para a gente ver como vão ficar os acordos. Porque para subir em dois palanques vai ter de ter um acordo de procedimentos”, explicou Dilma.

Segundo a petista, o governo federal tem uma afinidade com o governador e isso deve ser levado em consideração no momento de definir os palanques. Mesmo assim, a pré-candidata deixou claro que a prioridade nos Estados é formar uma coalizão com o PMDB, que deve ter o presidente da Câmara dos Deputados Michel Temer como vice na chapa nacional. "Temos esse projeto de construir a mesma coalizão que sustentou o governo. Dentro desse projeto o PMDB se destaca. Tanto assim que a gente considera importante que o candidato a vice saia do PMDB”, declarou.

Para Dilma, a melhor perspectiva de palanque em Goiás é ao lado de Iris. “Aí em Goiás a gente vê como excelente perspectiva e muito bons olhos a candidatura de Iris Rezende. Agora, esse processo ainda está em andamento. Como vai ficar direitinho não está claro, mas os dados apontam nessa direção”, disse. “Em muitos Estados pode ser que haja dois palanques. Mas na maioria acho que vai haver uma tendência a unificar.”

PSDB
Na entrevista, Dilma voltou a criticar o PSDB afirmando que o partido “já defendeu o fim do Bolsa Família e acha que o programa é contraditório com a geração de empregos”. A petista disse ainda que antes do governo Lula “só se prendia pobres e pessoas de menos recursos”.

Questionada sobre sua relação com o senador Marconi Perillo (PSDB), candidato ao governo do Estado, Dilma aproveitou para atacar o PSDB.

“Tenho uma relação republicana com o senador, não tenho nenhuma restrição pessoal ao senador, agora tenho um projeto distinto ao dele. No meu projeto, acho que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é fundamental, nós estamos fazendo obras importantíssimas. Eu acredito que a posição do senador é de um partido que já defendeu o fim do Bolsa Família, que acha que é contraditório com a geração de emprego e nós não achamos. As pessoas têm direito ao Bolsa Família, não é que o governo quer dar”, disse.

A pré-candidata do PT lançou mão de números para dizer que o governo Lula foi mais atuante no combate à corrupção do que o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Segundo a candidata, na gestão dos tucanos, a Polícia Federal fez 29 operações especiais, enquanto no governo do PT foram mais de mil.

“Acho que ficou visível que nunca antes na história desse País houve caso de prisão de governador, prefeito, deputado, empresário e banqueiro. Não que os políticos ou empresários sejam as pessoas que comentem mais malfeitos. No Brasil, antes só se prendia os pobres, as pessoas de menos recursos e menos poder. Hoje não, o governo mostrou que ninguém está acima da lei”, disse.

Dilma afirmou que vai respeitar a indicação de vice do PMDB para sua chapa. “Acho que essa questão de vice é delicada, mas o partido é quem tem de indicar o nome ou os nomes. Eu não posso dar palpite. As coisas estão fluindo mais para o presidente da Câmara (Michel Temer) e é uma questão que precisa ser tratada com respeito porque é uma decisão do partido”, afirmou.

PMDB
Dilma fez questão de defender o PMDB das críticas do ex-ministro Ciro Gomes (PSB) durante a entrevista. Ela disse que a corrupção pode acontecer “em todos os lugares” e deu uma estocada no colega, ao dizer que ninguém deve ter a “soberba” de associá-la a um determinado partido.

“A questão da corrupção não pode ser confundida com um partido ou uma sigla”, disse. “Os seres humanos são diferentes, a corrupção é uma questão de desvio de conduta e isso pode acontecer em todos os lugares. A gente não pode ter essa soberba ao analisar os outros.”

Leia a matéria no site do jornal O Popular clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 05:31 de 23/04/10.
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O que Marconi quis dizer com a frase "Eu esperei esse debate como o vigia espera o alvorecer" dita depois do debate da OJC de 31 de agosto?
Que, assim como um vigia, queria ir embora logo do debate;
Que ele está vigiando os adversários até de madrugada;
Que ele não estava nem aí para o debate (ou o alvorecer)
Que depois de Lua Nova e Eclipse ele mal pode esperar pelo Alvorecer
 
 
 
 
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