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Vanderlan é o menos rejeitado
Senado: Demóstenes e Renner crescem
Dilma dispara: vantagem de 24,2 pontos
Debate mostra fragilidades de Marconi
Veja: houve "armação" contra Marconi
Conheça o histórico de Marconi nos debates
TRE divulga o que leitor do blog já sabia
Veja o tempo dos candidatos ao Senado
Serpes nas entrelinhas: nada definido
Senadores põem na campanha assessores pagos pela Casa
Marconi volta a ter mais tempo de TV
Perillo se contradiz ao explicar documentos e diz que denúncia é "café requentado"
Tucano diz que denúncias são eleitoreiras
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Um passeio fácil da Coreia do Sul
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05/01/09 - Segunda-feira
Futebol
Goiânia x Florianópolis pela Copa-2014

Entre o natal e o réveillon, a Fifa cedeu e disse que o Brasil terá 12 - e não mais 10 - cidades-sede na Copa do Mundo de 2014.

Das 12, cinco já estão definidas: Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Faltam sete cidades. Hoje, especula-se que dificilmente Fortaleza, Recife, Salvador e Curitiba ficarão fora. Portanto, sobram ainda três vagas.

Estão na disputa Manaus, Belém, Cuiabá, Goiânia, Campo Grande e Florianópolis. Sabe-se, pelas entrevistas do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que a Região Norte terá uma vaga - que será de Manaus ou Belém.

Sobrariam duas vagas para serem disputadas por Cuiabá, Goiânia, Campo Grande e Florianópolis.

Por questões políticas (leia-se: proximidade do governador do Estado com o presidente da CBF), Cuiabá está praticamente dentro. E Campo Grande está praticamente fora.

Haveria uma vaga a ser disputada entre Goiânia e Florianópolis. A ex-ministra do Turismo, Marta Suplicy, já manifestou sua preferência por Florianópolis. Goiânia, no entanto, tem mais tradição no futebol, tem um estádio maior e melhor e chegou a sediar dez jogos da Copa América de 1989, quando a Argentina de Maradona e Cannigia jogou cinco vezes no estádio Serra Dourada.

Muita coisa deve ocorrer, no entanto, até março deste ano, quando CBF e Fifa baterão o martelo sobre quem serão as 12 sedes. Podem ocorrer zebras, como Curitiba, Fortaleza e Cuiabá ficarem fora. Mas o cenário, hoje, aponta para duas disputas: uma entre Manaus x Belém e outra entre Goiânia x Florianópolis.

Postado por Eduardo Horácio às 08:27 de 05/01/09.
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06/01/09 - Terça-feira
Cinema
Os melhores filmes de 2008
Foto: Divulgação

Eis abaixo a lista dos 10 melhores filmes do ano de 2008, na visão de nove cinéfilos consultados pelo blog. Nenhum filme conseguiu aparecer nas nove listas. O que chegou mais próximo disso foi Vicky Cristina Barcelona, votado por oito dos nove consultados.

A regra é que deveriam valer apenas os filmes que tiveram estréia em 2008 em algum cinema do Brasil. Filmes que estrearam em 2007, mas continuavam em cartaz - ou reestrearam - em 2008, não deveriam valer.

Ano passado houve muitos listeiros indisciplinados. Desta vez, menos - mas eles ainda estão por aí. Uns preferiram não ranquear (e como tirar a razão deles?). Mas, desta vez, só dois votantes relacionaram mais de dez filmes.

Um dos listeiros comentou filme por filme. Outros, fizeram um rápido comentário geral e uns poucos não comentaram nada. O blog, no entanto, manteve as listas da forma como foram enviadas pelos gentis colaboradores. Se você também tem uma lista top 10 de 2008, coloque-a na seção de comentários. As listas vão sendo publicadas aqui até o fim do mês.

Se você quiser ver como ficaram a lista dos melhores de 2007, volte no tempo e clique aqui.

A lista de Lisandro Nogueira
(ele preferiu mandar a lista sem ranking)
Gomorra - Matteo Garrone
Queime depois de Ler - Ethan Coen e Joel Coen
Vicky Cristina Barcelona - Woddy Allen
Caos Calmo - Antonio Luigi Grimaldi
Amor em cinco Tempos - François Ozon
Um Beijo Roubado - Wong Kar-Wai
Onde os fracos não têm vez - Ethan Coen e Joel Coen
Sicko - SOS saúde - Michael Moore
A Vida dos Outros - Florian Henckel von Donnersmarck
A Espiã - Paul Verhoeven
O Gângster - Ridley Scott
Desejo e Reparação - Joe Wright
Serras da Desordem - Andrea Tonacci

A lista de Marco Aurélio Vigário

1) Onde Os Fracos Não Têm Vez - Ethan Coen e Joel Coen
2) Não Estou Lá - Todd Haynes
3) O Nevoeiro - Frank Darabont
4) Sangue Negro - Paul Thomas Anderson
5) Linha De Passe - Walter Salles
6) Feliz Natal - Selton Mello
7) Paranoid Park - Gus Van Sant
8) Juízo - Maria Augusta Ramos
9) Batman, O Cavaleiro Das Trevas - Christopher Nolan
10) Vicky Cristina Barcelona - Woody Allen

Observações de Marco: O Assassinato De Jesse James Pelo Covarde Robert Ford também entraria na minha lista. Eu o vi em janeiro de 2008, mas ele estreou em Goiânia em dezembro de 2007. Por isso não está lá.

A lista de Marcos Bandeira
1) Onde os Fracos Não Têm Vez - Ethan Coen e Joel Coen
2) Um Beijo Roubado - Wong Kar-Wai
3) Juno - Jason Reitman
4) Sangue Negro - Paul Thomas Anderson
5) Senhores do Crime - David Cronemberg
6) O Gângster - Ridley Scott
7) Ensaio Sobre a Cegueira - Fernando Meirelles
8) Batman, O Cavaleiro das Trevas - Christopher Nolan
9) Não Estou Lá - Todd Haynes
10) O Sonho de Cassandra  - Woody Allen

Observações de Marcos: Peço licença para indicar o pior filme do ano: Meu Nome Não É Johnny. É um filme travestido de antídoto (ops!, Eduardo) para Tropa de Elite, mas que, definitivamente, não tem nem a competência técnica, nem narrativa, nem o conteúdo instigante de seu oponente. Ainda não assisti ao último de Woody Allen (Vicky Cristina Barcelona) e ao último dos Irmãos Coen (Queime Depois de Ler), diretores de grande potencial para figurarem em qualquer lista dos 10 mais. Também não assisti a Gomorra, que tem sido muito elogiado pela crítica.

A lista de Victor Hugo Lopes
1) Vicky Cristina Barcelona - Woody Allen
2) Queime Depois de Ler - Ethan Coen e Joel Coen
3) Juno - Jason Reitman
4) Batman, o Cavaleiro das Trevas - Christopher Nolan
5) Ensaio sobre a Cegueira - Fernando Meirelles
6) Hancock - Peter Berg
7) Trovão Tropical - Ben Stiller
8) Homem de Ferro - Jon Favreau
9) 007, Quantum of Solace - Marc Foster
10) A Duquesa - Saul Dibb
 
Observações de Victor Hugo: O problema é que este, particularmente, foi um ano em que fui pouco ao cinema. Grande parte dos filmes assisti em vídeo mesmo, em casa. Outros filmes interessantes, como Milk e Nixon, ainda não entraram em cartaz. Apenas elenquei os que assisti. Por isso a lista está tão pobre e cheia de blockbusters.
 
A lista de Micheli Nunes
1) Onde os Fracos não têm Vez - Ethan Coen e Joel Coen
2) Queime depois de ler – Ethan e Joel Coen
3) Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto - Sidney Lumet
4) Persépolis - Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi
5) Juno - Jason Reitman
6) Wall-e - Andrew Stanton
7) Não estou lá - Todd Haynes
8) Rolling Stones: Shine a Light - Martin Scorcese
9) Vicky Cristina Barcelona - Woody Allen
10) Na Natureza Selvagem - Sean Penn
 
Observações de Micheli: Em primeiro lugar uma dobradinha dos Coen, e nem é por eu ter visto menos filmes em 2008, os dois filmes são excelentes. Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto tem um título longo e interessante, narrativa idem. A graphic novel Persépolis já era minha paixão, tanto que vacilei ao saber do longa, mas como foi co-dirigido pela própria Marjane (autora dos quadrinhos), o resultado ficou perfeito. Juno é inédito, pop e irritantemente cativante. Wall-e foi uma das maiores surpresas de 2008. Eu, como desenhista, assisto à maioria das animações e adoro, claro que mantendo a expectativa de ir ao cinema ver um filme para crianças, mas Wall-e é um filme maduro e compete tranquilamente com os grandes. Não Estou Lá é um mosaico de difícil digestão, mas o resultado final é bastante poético. Shine a Light é outro filme sobre música que entra na minha lista, e sim, eu sou suspeita, mesmo não sendo um filme definitivo sobre os Stones, me satisfez como fã da banda e do diretor. Provavelmente se eu tivesse visto mais filmes em 2008, Vicky Cristina Barcelona não entraria na lista, mas apesar de não ter a mesma mão boa sempre, Allen foi menos repetitivo nesse que em O Sonho de Cassandra, e o filme é leve e vale destacar a exuberância das atrizes, especialmente Penélope Cruz. Na Natureza Selvagem é inspirador, tanto que carrega isso quase que como um estigma.

A lista de Aline Mil
1) Wall-e - Andrew Stanton
2) Vicky Cristina Barcelona - Woody Allen
3) Meu nome não é Johnny - Mauro Lima
4) Na Natureza Selvagem - Sean Penn
5) Queime depois de ler - Ethan e Joel Coen
6) Nome próprio - Murilo Salles (que só fui assistir porque li no Jornal X que era bom e gostei.)
7) O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet - Tim Burton
8) Homem de Ferro - Jon Favreau
9) Não estou lá - Todd Haynes
10) Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada - Peter Hedges

Observações de Aline: Foi difícil escolher dez. Não vi muitos filmes bons no cinema esse ano... Se fosse pra falar dos ruins, eu lembraria de quinze com mais facilidade!!

A lista de Eduardo Horácio
1) Onde os Fracos não têm Vez - Ethan Coen e Joel Coen
2) Um Beijo Roubado - Wong Kar-Wai
3) Meu nome não é Johnny - Mauro Lima
4) Nome Próprio - Murilo Salles
5) Vicky Cristina Barcelona - Woody Allen
6) Rolling Stones: Shine a Light - Martin Scorcese
7) Queime depois de ler - Ethan e Joel Coen
8) Feliz Natal - Selton Melo
9) O Sonho de Cassandra - Woddy Allen
10) Caos Calmo - Antonio Luigi Grimaldi

Observações de Eduardo: Há filmes que têm tudo para estar na lista, mas não os coloquei porque me escaparam. É o caso de Paranoid Park, Sangre Negro e Gomorra. Outros, no entanto, são dignos da lista de piores, como Ensaio sobre a Cegueira, Última Parada e o "novo" Indiana Jones. Juno não entra na lista de melhores, nem na de piores: só copiou uma roupagem aparentemente moderna, mas tem linguagem cinematográfica pobre. Batman não me comoveu. Como nunca espero nada dele, Ridley Scott me surpreendeu positivamente com O Gângster, mas está ainda longe de merecer estar no top 10. Se houvesse um 11º colocado, este seria Linha de Passe, de Walter Salles.

A lista de Marcos Haddad
1) Última Parada 174 - Bruno Barreto
2) Meu Melhor Amigo - PJ Hogan
3) Desejo e Reparação - Joe Wright
4) A Vida dos Outros - Florian H. von Donnersmarck
5) Vick Cristina Barcelona - Woody Allen
6) Baby Love - Vincent Garenq
7) Polaróides Urbanas - Miguel Falabella
8) Era Uma Vez - Breno Silveira
9) Antes de Partir - Rob Reiner
10) Um Beijo Roubado - Wong Kar-Wai

Observações de Haddad: Meus oito piores filmes são: La Leon, Ensaio Sobre a Cegueira, Rede de Mentiras, Gomorra, A Última Amante, Nossa Vida não cabe num Opala, O Silêncio de Lorna e Orquestra dos Meninos.

A lista de Vassil Oliveira
1) Vicky Cristina Barcelona - Woody Allen (genial!)
2) Onde os fracos não têm vez - Ethan e Joel Coen (intenso, vívido)
3) Rede de Mentiras - Ridley Scott (um filme arisco)
4) As Crônicas de Nárnia: O Príncipe Caspian - Andrew Adamson
e As Crônicas de Spiderwick - Mark Waters (bonitos, fabulosos de se ver)
5) Desejo e Reparação - Joe Wright (bom filme para uma história maravilhosa)
6) Conduta de Risco - Sidney Pollack  (intrigante)
7) Sangue Negro - Paul Thomas Anderson (interessante)
8) Kung Fu Panda - Mark Osborne
e Madagascar 2 - Eric Darnell e Tom McGrath (legal, legal!)
9) Homem de Ferro - Jon Favreau e
 Hellboy 2: O Exército Dourado - Guillermo del Toro (vibrei. Pra mim, não dariam bons filmes. Mas...)
10) Noites de Tormenta - George C. Wolfe (uma boa história de amor. Gostei)

Observações de Vassil: Fui em busca da lista dos filmes de 2008 e fiquei triste. Tanta coisa que não vi... Por exemplo: Ensaio Sobre a Cegueira (fiquei esperando, esperando, li o livro, aí...) e Gomorra (estou lendo o livro primeiro). Vi muitos desenhos, e poderia citar todos, porque gosto muito. Por fim, a lista segue um critério: filmes que gostei de ver. Quer dizer: não sou crítico, apenas gosto de filmes. Aliás, gosto muito. Menção honrosa para Sexy And The City, 007: Quantun Of Solace e Horton e o Mundo dos Quem. O novo Batman? Não vi... 

Postado por Eduardo Horácio às 15:49 de 06/01/09.
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07/01/09 - Quarta-feira
Cinema
Enfim, o choque de civilização

Sistema de lugares marcados em salas de cinema chega a Goiânia

A partir da sexta-feira, dia 16 de janeiro, o Cinemark de Goiânia (que fica no Flamboyant) vai passar a trabalhar exclusivamente com o sistema de lugares marcados, a exemplo do que ocorre com teatros há pelo menos cinco décadas. O cliente vai escolher o assento de preferência no ato da compra do ingresso, podendo visualizar um mapa geográfico e escolher o lugar que achar mais adequado.

Será possível também comprar o ingresso com lugar marcado pela internet e em pontos de vendas espalhados pela praça de alimentação. Pelo menos assim promete a rede de cinema.

Parece pouco mas, para quem gosta de ir ao cinema, é um choque de civilização. Filas e tumultos deixam de ser obrigatórios (afinal, há sempre aqueles que fazem fila para tudo).

Em 2003, em conversa com o proprietário dos cinemas Lumière, Gerson Santos, este blogueiro sugeriu a ele que fizesse isso em seus cinemas - copiando salas de São Paulo - e saísse na frente de todos aqui em Goiânia. Nas concorridas mostras de cinema que lá ocorriam ("O Amor, a Morte e as Paixões", com curadoria do professor Lisandro Nogueira) o tumulto era tão grande que era preciso estapear colegas para conseguir acesso a uma das cadeiras. Gerson, no entanto, disse que o "goiano jamais aceitaria isso". Talvez, agora, pense melhor. Ou a tentativa do Cinemark não vai prosperar e estou fantasiando?

Além disso - promete a assessoria do Cinemark em São Paulo - em uma das oito salas do Flamboyant, haverá exibição de filmes em 3D.

Para ficar mais civilizado ainda, falta ao Cinemark (e ao Severiano Ribeiro - e também ao Lumière) baixar os preços dos ingressos. Os valores cobrados por um bilhete nas salas de Goiânia hoje estão entre os mais altos do país.

Postado por Eduardo Horácio às 04:26 de 07/01/09.
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28/01/09 - Quarta-feira
Futebol
Ainda sobre Goiânia e a Copa de 2014

Não entendi o auê que se fez em Goiás com a declaração da CBF que o Pantanal e a Amazônia terão uma vaga cada na lista das 12 sedes da Copa do Mundo de 2014. Essa informação já circulava há meses, inclusive aqui neste mal-informado blog.

A informação, aliás, é até boa para as pretenções de Goiânia. Significa que, das quatro pretendentes (Belém e Manaus do lado amazônico e Cuiabá e Campo Grande do lado do Pantanal), só duas cidades serão escolhidas.

O que deve preocupar é a informação que Veja traz na edição desta semana na coluna Radar (clique aqui e leia) mostrando que o presidente Lula quer Belém na Copa do Mundo, contrariando a CBF e o Comitê da Copa 2014 que já haviam praticamente escolhido Manaus como sede amazônica.

Ou seja, de três alternativas, uma: 1) A CBF desagrada Lula e mantém Manaus; 2) A CBF agrada Lula e troca Manaus por Belém; 3) A CBF rifa uma cidade do Centro-Oeste e inclui Manaus e Belém.

A terceira hipótese, é óbvio, aumentaria as chances de Goiânia ser excluída da Copa de 2014.

Antes disso, em 18 de fevereiro (na edição de domingo), a Folha de S.Paulo fez uma extensa matéria sobre a Copa do Mundo de 2014 no Brasil e elencou as cidades que são favoritas, as que têm boas chances e as que correm por fora.

Para Goiânia, até então, uma boa notícia: Florianópolis - que é tida como principal concorrente - está entre as zebras.

Entre as favoritas, na apuração da Folha, estão sete cidades (veja relação abaixo). Das que têm chances, constam oito brigando por cinco vagas. Das oito, Recife, Fortaleza e Cuiabá saem na frente por relações estreitas com a chefia da CBF e com o Palácio do Planalto. Como uma vaga ficará entre Manaus e Belém, sobraria uma para Goiânia disputar com Natal e Campo Grande. E, como se sabe, Campo Grande está fora já que Cuiabá será escolhida. Ou mesmo que Campo Grande seja escolhida, Cuiabá estaria fora. Pelo menos assim deixou claro a CBF e a Fifa.

Confira, abaixo, as cidades elencadas pela Folha com suas respectivas chances de ser uma das 12 sedes da Copa:

Cidades Favoritas: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Brasília, Curitiba e Porto Alegre

Cidades com chances: Goiânia, Cuiabá, Campo Grande, Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Natal

Cidades que correm por fora: Rio Branco, Florianópolis e Maceió

P.S.: Uma coisa que me irrita em parte da imprensa goiana é sempre dizer que Goiânia luta para ser uma das "sub-sedes" da Copa de 2014. Em Copa do Mundo, não há sub-sedes. Há sedes. E no caso da Copa que será realizada no Brasil, serão 12 sedes. Nenhuma sub-sede (haja complexo de vira-lata!).

Postado por Eduardo Horácio às 00:09 de 28/01/09.
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27/01/09 - Terça-feira
Política
Maio de 68 e a `era dos extremos`

Nada mais irritante do que dizer que a temática do Maio de 68 está esgotada. Pelo contrário. A maioria do que se disse a respeito daquele mês-evento, até hoje, não sai de esteriótipos cínicos ou românticos - extremos que passam longe de algo minimamente calcado na realidade.

Falta discutir a fundo por que as mudanças políticas, artísticas e de costumes caminhavam tão juntas naquela época. Vivia-se o paradoxo de o cinema ser cada vez mais político e da política ser cada vez mais cinematográfica, assumindo um caráter festivo - que acabou conquistando a juventude.

As novas abordagens existencialistas, sociológicas, antropológicas e psicanalíticas que as sociedades - especialmente urbanas - ganharam nos anos 60 ainda são estudadas de forma isolada, sem vinculação com a política. Esquece-se que os mesmos jovens atores da revolução de costumes foram os que tentaram encaminhar a revolução política. Se os anos 60 foram uma década de alteração do paradigma político e de radicais mudanças comportamentais, porque continuar a estudar os dois fenômenos separadamente?

Não faz mal lembrar que a rebelião estudantil de Paris, que culminaria na paralisação do país, começou na Universidade de Nanterre com uma causa comportamental: em março, a reitoria da instituição baixou uma portaria proibindo que os rapazes visitassem mulheres em seus quartos. O reitor Pierre Grappin suspenderia as aulas e chamaria a polícia para "resolver" a situação. A Sorbonne também faria o mesmo, poucos dias depois.

O resto todo mundo já sabe: doze dias depois daquele incidente, Paris estava tomada nas ruas, com operários aderindo à causa estudantil. As reivindicações já assumiam caráter político com teor revolucionário. As pixações nos muros até hoje são lembradas. Em um mês, quase todos os 10 milhões de franceses já estavam em greve, incluindo aeroportos, redações de jornal e hospitais. Abatida com as derrotas sucessivas, a polícia saía da cena pública. No dia 28 de maio, o presidente De Gaulle desaparece do país e os estudantes declaram o que parecia ser uma utopia: a instalação da anarquia.

Depois, como também se sabe, com amplo respaldo dos militares, De Gaulle reaparece e convoca eleições gerais (inclusive para a Presidência). O presidente francês apela para o conservadorismo de cada cidadão e trabalha uma bem bolada campanha do medo contra a "revolução vermelha". De Gaulle, com pesquisas nas mãos, sabia que a maioria dos franceses tinha medo de um governo comunista de verdade. E como os estudantes ainda estavam surpresos com a potência política que a rebelião tinha conquistado, não houve tempo e união para bolar um plano mínimo de conquista do poder. Resultado: De Gaulle vence as eleições presidenciais, amplia sua maioria no parlamento e ganha capital político para reprimir qualquer manifestação popular dali em diante.

Desafio - O maio de 68 foi a mais emblemática das rebeliões do século XX por não ter seguido nenhum modelo específico de transformação da sociedade. Embora houvesse forte citação de ícones como Marx, Marcuse e Mao, a influência era múltipla e, por isso, plural e diluída. O verdadeiro modelo de revolução, acreditava-se, seria construído pelos próprios protagonistas, ou seja, pelo próprio povo.

Curiosamente, entretanto, foi essa não-preparação da revolução que ajudou a tornar a rebelião frágil. O país todo esteve em greve e do lado dos estudantes, mas, em um segundo momento, com a reação do presidente francês, não havia unidade de discurso nem de ação para conseguir barrar o "discurso do medo" bem trabalhado por De Gaulle.

É esse, imagino, um dos grandes entraves da esquerda dita revolucionária hoje: preparar uma teoria e tentar enquadrá-la na realidade (correndo o perigo de se chegar a um stalinismo) ou construir a transformação aos poucos (correndo o perigo da rebelião não se sustentar por falta de unidade).

Postado por Eduardo Horácio às 19:17 de 27/01/09.
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O que Marconi quis dizer com a frase "Eu esperei esse debate como o vigia espera o alvorecer" dita depois do debate da OJC de 31 de agosto?
Que, assim como um vigia, queria ir embora logo do debate;
Que ele está vigiando os adversários até de madrugada;
Que ele não estava nem aí para o debate (ou o alvorecer)
Que depois de Lua Nova e Eclipse ele mal pode esperar pelo Alvorecer
 
 
 
 
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