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17/09/08 - Quarta-feira
Cinema
O pior filme de Fernando Meirelles
Foto: Divulgação

Ensaio sobre a cegueira é a prova de que muitos filmes do tipo cult (que rótulo chato, aliás) são  ruins.

Mais do que ruins, são vazios. Abusam da fotografia distorcida, do branco estourado, do foco difuso, das vozes desconhecidas para esconder o quão pobre o filme é.

Os primeiros dez minutos ainda têm algo de interessante. Depois, o filme não escapa de maneirismos exagerados - e fora de lugar. A parte da obra de Saramago que deveria ser subdimensionada acaba por ser superexplorada - e vice-versa.

Em resumo, Fernando Meirelles conseguiu fazer um filme pior que o fraco Jardineiro Fiel. E não tem a substância - nem o domínio da técnica, nem o sabor de originalidade - que Cidade de Deus, também do mesmo diretor, tem de sobra.

Ensaio sobre a cegueira
(Brasil/Canadá/Japão, 2008)
Diretor: Fernando Meirelles
Em cartaz: nos shoppings Goiânia e Flamboyant
Avaliação: ruim

 

Postado por Eduardo Horácio às 05:41 de 17/09/08.
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17/09/08 - Quarta-feira
Imprensa
Lisandro Nogueira na blogosfera
Foto: arquivo pessoal

Professor de cinema da Universidade Federal de Goiás há 20 anos, Lisandro Nogueira também aderiu à blogosfera. É um dos blogs que merecem ser visitados diariamente. Ontem, por exemplo, Nogueira postou uma nota sobre Amor em cinco tempos, em cartaz no Cine Cultura.

Veja o texto da nota:

"François Ozon é um cineasta peculiar: filma como os grandes mestres dos anos 60. Os enquadramentos são precisos, não há muitos cortes (usual no cinema visceral da atualidade) e a abordagem da temática é pertinente e delicada. Um casal resolve se separar. Em vez da história costumeira, linear, que começa no namoro até a separação, acompanhamos o inverso. O casamento desgastante, o tempo bom do namoro, as primeiras brigas, os desentendimentos, os momentos felizes e o “amor à primeira vista”. Ozon inova e mostra os relacionamentos a dois de outro modo. Com melancolia e transparência."

Além das notas sobre cinema, Nogueira também é adepto de notas a favor do Vila Nova - e contra o Goiás, é claro.

Mestre em Cinema e TV pela USP e doutor em cinema e jornalismo pela PUC-SP, Nogueira promete postagens diárias.

Para ir ao blog de Lisandro Nogueira clique aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 05:09 de 17/09/08.
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18/09/08 - Quinta-feira
Futebol
Um estrangeiro no lugar de Dunga

Com Dunga na corda bamba - logo cai, mais cedo ou mais tarde-, retomo, aqui, uma idéia que postei aqui logo após a Copa do Mundo de 2006: de que um técnico estrangeiro assuma o comando da seleção brasileira de futebol.

A cada dia, mais e mais seleções experimentam essa idéia. Com a escassez de bons nomes no Brasil (Felipão nunca toparia; Luxemburgo só arruma problemas - e por aí vai), a melhor opção é estrangeira.

De todas as escolas estrangeiras, a minha preferida é a holandesa.

Que tal Guus Hiddink? Dois meses atrás, fez a Rússia brilhar na Eurocopa. Ele também levou a fraca Austrália às oitavas-de-final da última Copa. Na Copa de 2002, classificou a Coréia do Sul para a semifinal. Seu principal título foi ser campeão mundial de clubes, em 1999. Se com jogadores ruins ele vai bem, o que não faria no comando de uma seleção de grande porte, como o Brasil?

O técnico do Barcelona, o ex-jogador holandês Frank Rijkaard, sabe fazer seus times jogarem bonito e com eficiência.

Mas é uma pena que Johann Cruyff esteja aposentado da função de técnico de futebol. Seria a melhor opção.

Outro nome bom seria o sérvio Bora Milutinovic, que já disputou cinco copas com equipes fracas e surpreendeu em todas elas. 

No final da Copa de 2006, também levantei a idéia de um técnico argentino. Há pelo menos três deles que são melhores do que a nata dos brasileiros. Mas sempre será difícil o torcedor brasileiro aceitar.

Aliás, já seria difícil que o torcedor brasileiro aceitasse um técnico estrangeiro dirigindo sua seleção, seja qual for este técnico, não importa o país.

Assim, repito, como provavelmente nunca será a opção da CBF, enquanto estiver nas mãos de quem hoje está.

Postado por Eduardo Horácio às 00:14 de 18/09/08.
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18/09/08 - Quinta-feira
Futebol
Um ‘não’ ao técnico-adrenalina

Paralela à discussão do técnico estrangeiro, é preciso se atentar à outra: a do perfil do técnico da seleção.

 

Nesse perfil, há um tipo no esporte que é insuportável: o técnico-adrenalina. Os melhores exemplos desta espécie são Luiz Felipe Scolari (futebol) e Bernardinho (voleibol).

 

Conseguem resultados? Não há dúvida. Mas exageram na teatralização do esporte. Exageram tanto que até atrapalham uma melhor obtenção de resultados. Sem contar que essa ênfase na palavra "vibração" acaba soando falsa, um tanto caricatural.

 

As "caras-e-bocas" que Bernardinho e Scolari fazem quando seus times jogam tem um "quê" de populismo de quinta categoria.

 

Populismo que, claro, rende admiração recorde por parte do povo brasileiro. O estilo-vibração dá audiência, dá popularidade e, principalmente, patrocínio.

 

No volei, por exemplo, considero o técnico José Roberto Guimarães um profissional muito mais preparado e competente que Bernardinho. Conseguiu duas medalhas de ouro no voleibol (masculino em 1992 e feminino em 2008), algo que nenhum outro treinador no mundo alcançou.

 

No entanto, José Roberto não é garoto-propaganda de nada. Já Bernardinho (ouro em 2004) estrela dezenas (quiçá centenas) de comerciais de produtos.

 

Um parêntese: Os comerciais dos quais Bernardinho participa são de péssimo-gosto. Mas isso não vem ao caso agora.

 

No futebol, Scolari e Carlos Alberto Parreira conseguiram, cada um, ganhar uma Copa do Mundo. Com a diferença que o time de 1994 era bastante inferior às estrelas de 2002.

 

Ainda assim, Parreira é visto como ranzina e - tal qual José Roberto - não é ídolo no Brasil. Scolari, ao contrário, é. Graças ao estilo-vibração, claro.

 

Há, ainda, uma herança maldita do estilo-vibração: as aberrações que são criadas a partir desse falso-conceito. A principal delas é o técnico Dunga.

 

Em função do seu passado ser cheio de adrenalina - e de Scolari não ter aceitado o convite da seleção em 2006 - Dunga foi convocado a ser técnico pela primeira vez na vida. Era a solução genérica.

 

Afinal, imaginava o presidente da CBF e boa parte dos brasileiros, o que faltou em 2006 foi "vibração" - e não técnica, tática, treinamento, entrosamento...

 

Quem sabe agora, cansado de adrenalina, o próximo técnico da seleção seja alguém mais lúcido. Que Dunga desocupe logo o lugar.

Postado por Eduardo Horácio às 11:16 de 18/09/08.
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17/09/08 - Quarta-feira
Futebol
Goiânia e Curitiba fora da Copa 2014?

Por Paulo Vinícius Coelho
Do blog do PVC

É muito difícil que a Fifa dê o aval para o Brasil ter 12 cidades-sede.

É cada dia mais provável que sejam dez as cidades escolhidas.

E, nesse caso, a crise que já se criou ano passado entre o governador paranaense, Roberto Requião, e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, deve tirar Curitiba do Mundial.

A zebra, mas muito provável sede da Copa, é Cuiabá.

Se a relação da CBF com o governador paranaense é ruim, com o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, é bom. Maggi promete dar estrutura que a CBF quiser, construir estádio e levar a Copa para Cuiabá.

Essa estrutura não é garantia em Manaus, o que faz de Belém a favorita para ser escolhida como a sede da Amazônia.

O anúncio será feito em março. O presidente Lula desejava que isso acontecesse em novembro, mas a CBF preferiu adiar a decisão, para evitar comprometimento com as eleições municipais.

Hoje, as dez sedes mais prováveis, quase garantidas são:

Belém
Belo Horizonte
Brasília
Cuiabá
Fortaleza
Porto Alegre
Recife
Rio de Janeiro
Salvador
São Paulo

As disputas
Belém ainda disputa com Manaus.

Natal ainda tenta tirar Fortaleza.

Florianópolis tem chance remota se a Copa tiver doze sedes.

Visite o blog de PVC clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 11:52 de 17/09/08.
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O que Marconi quis dizer com a frase "Eu esperei esse debate como o vigia espera o alvorecer" dita depois do debate da OJC de 31 de agosto?
Que, assim como um vigia, queria ir embora logo do debate;
Que ele está vigiando os adversários até de madrugada;
Que ele não estava nem aí para o debate (ou o alvorecer)
Que depois de Lua Nova e Eclipse ele mal pode esperar pelo Alvorecer
 
 
 
 
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