O dilema de Marconi: bater ou ignorar Vanderlan?
Sonho de QG tucano é 2º turno com Iris
Vanderlan sobe, Marconi oscila e Iris cai
Vanderlan é o menos rejeitado
Senado: Demóstenes e Renner crescem
Dilma dispara: vantagem de 24,2 pontos
Debate mostra fragilidades de Marconi
Veja: houve "armação" contra Marconi
Conheça o histórico de Marconi nos debates
TRE divulga o que leitor do blog já sabia
Veja o tempo dos candidatos ao Senado
Serpes nas entrelinhas: nada definido
Senadores põem na campanha assessores pagos pela Casa
Marconi volta a ter mais tempo de TV
Perillo se contradiz ao explicar documentos e diz que denúncia é "café requentado"
Tucano diz que denúncias são eleitoreiras
STF abre inquérito contra Marconi
Iris tem mais tempo de TV
Os 60,1% que preocupam Iris e Marconi
Eleição em Goiás não está definida
 
Setembro - 2010
Agosto - 2010
Julho - 2010
Junho - 2010
Maio - 2010
Abril - 2010
Março - 2010
Janeiro - 2010
Julho - 2009
Junho - 2009
Maio - 2009
Abril - 2009
Março - 2009
Fevereiro - 2009
Janeiro - 2009
Setembro - 2008
Agosto - 2008
Julho - 2008
Junho - 2008
Maio - 2008
Abril - 2008
Março - 2008
Fevereiro - 2008
Janeiro - 2008
Dezembro - 2007
Novembro - 2007
Outubro - 2007
Setembro - 2007
Agosto - 2007
Julho - 2007
Junho - 2007
Maio - 2007
Abril - 2007
Março - 2007
Fevereiro - 2007
Janeiro - 2007
Dezembro - 2006
Novembro - 2006
Outubro - 2006
Setembro - 2006
Agosto - 2006
Julho - 2006
Junho - 2006
Maio - 2006
Abril - 2006
Março - 2006
Fevereiro - 2005
Janeiro - 2005
 
Blogs
    Ademir Lima
    Afonso Lopes
    Agatha Couto
    Alê Félix
    Alice Galvão
    Aline Leonardo
    Aline Mil
    Altair Tavares
    Amauri Garcia
    Andrea Regis
    Ane Aguirre
    Anna Enfant
    Armando Nogueira
    Blog do dia
    Carlos Brandão
    Caroço
    Célio Silva
    Clarah Averbuck
    Claudio Weber Abramo
    Cristiana Lôbo
    Daniel Christino
    Eduardo Sartorato
    Elder Dias
    Em Cuba
    Emir Sader
    Erika Lettry
    Febre Alta
    Felipe Pena
    Fellipe Fernandes
    Fernando Meirelles
    Fernando Rodrigues
    Fleurymar de Souza
    Franklin Martins
    Fred Leão
    Gilberto G. Pereira
    Giordano Maçaranduba
    Hebert Regis
    Hipertexto
    Jean-Claude Bernardet
    João Camargo Neto
    Jorge Bastos Moreno
    Jorge Kajuru
    Jorge Taleb
    Josias de Souza
    Juca Kfouri
    Juliana França
    Lídia Borges
    Lisandro Nogueira
    Lucia Hippolito
    Lucimeire Santos
    Luís Cláudio Guedes
    Luis Favre
    Luís Nassif
    Luiz Carlos Bordoni
    Luiz Zanin
    Marcelo Arruda
    Marcelo Camelo
    Marcelo Coelho
    Marcelo Janot
    Marcelo Tas
    Marcley Matos
    Marco Aurélio Vigário
    Marcos Coelho
    Marcus Fidelis
    Marcus Vinícius Felipe
    Maria Cristina
    Mariana Tramontina
    Marina Dutra
    Marina Sant' Anna
    Marley Costa Leite
    Mino Carta
    Na Grande Área
    Nelson Moraes
    Nelson Rodrigues
    Noblog
    Papo de Mídia
    Paula Parreira
    Paulo Beringhs
    Paulo Henrique Amorim
    Paulo Markun
    Paulo Vinícius Coelho
    Pedro Palazzo Lucas
    Polimidia
    Polli Design
    Reinaldo Azevedo
    Renata Cabral
    Renata Crispim
    Renato Dias
    Ricardo Kotscho
    Ricardo Noblat
    Roberto Romano
    Roberto Vieira
    Rodrigo Cássio
    Rodrigo Hirose
    Rogério Lucas
    Rosa Punk
    Rosenwal Ferreira
    Sérgio Dávila
    Silmara Barbosa
    Sonia Francine
    Sonia Mossri
    Tão Gomes Pinto
    Tereza Cruvinel
    Thiago Marques
    Tutty Vasques
    Vassil Oliveira
    William Waack
Fotografia
    André Nery
    Ansel Adams
    Bob Wolfenson
    Câmara Obscura
    Camila Butcher
    Clicio Barroso
    Danilo Russo
    Evandro Teixeira
    Fhox
    Foto Site
    Fotografe Melhor
    Fotógraphos
    Henri Cartier-Bresson
    Jeff Ascough
    Nelson Ricciardi
    Photocast
    Photopro
    Photos
    Rangefinder
    Social Foto Clube
Jornais
    Brasil de Fato
    Clarín
    Corriere della Sera
    Diário da Manhã
    Diário do Norte
    El País
    Financial Times
    Folha de S.Paulo
    Hoje
    Jornal do Brasil
    Jornal do Estado
    Jornal Opção
    La Nación
    Le Figaro
    Le Monde
    Libération
    O Anápolis
    O Estado de S.Paulo
    O Globo
    O Jornal
    O Popular
    O Sucesso
    Planalto Central
    Süddeutsche Zeitung
    The New York Times
    The Wall Street Journal
    The Washington Post
    Tribuna de Anápolis
    Tribuna do Planalto
    Tribuna do Sudoeste
    Zero Hora
Na TV
    Café Filosófico
    Canal Livre
    Entrelinhas
    Juca Entrevista
    Linha de Passe
    Loucos por Futebol
    O Mundo da Fotografia
    Provocações
    Roda Viva
Revistas
    Bizz
    Brasileiros
    Bravo!
    Caros Amigos
    Carta Capital
    Cult
    Entrelivros
    Época
    Fotografe Melhor
    Fotógraphos
    Info
    Istoé
    Outra Coisa
    Piauí
    Placar
    Rolling Stone
    Set
    Social Foto Clube
    Trivela
    Veja
Revistas Eletrônicas
    CMI
    Comunique-se
    Congresso em Foco
    Digestivo Cultural
    Massa e Poder
    No Mínimo
    Observatório da Imprensa
    Revista Agulha
    Revista Bula
    Revista da Aol
    Terra Magazine
    Trópico
 
 
 

Arquivo Mensal

01/03/08 - Sábado
Política
Quem vai pautar a eleição deste ano?

Com a primeira pesquisa eleitoral do Serpes divulgada em 2008, a velha pergunta retorna: é possível impedir a reeleição Iris Rezende em Goiânia?

O peemedebista é líder em todas as faixas etárias, em todos os graus de escolaridade, em todas as regiões. Faltando sete meses para o primeiro turno, sua derrota parece muito difícil. Menos por seus méritos e mais pela falta de iniciativa da oposição ao PMDB na Capital.

O que a oposição, entre muitas variáveis, tem esquecido é de tentar pautar a eleição. Para isso, nada melhor do que se atentar para alguns dados da pesquisa.

O primeiro deles: o fato da saúde ser, de longe, o fator que mais preocupa o goianiense. A saúde é o principal problema para 66,4% das mulheres e para 51,8% dos homens.

Em 1996, Nion Albernaz (PSDB) pautou a campanha elegendo a saúde como prioridade. De todos os temas que apareciam em seu programa eleitoral, a saúde foi o que ocupou mais espaço. O tucano ganhou a eleição, entre outros motivos, porque soube conduzir sua campanha.

Em 2000, Darci Accorsi (então no PTB) estava com a eleição ganha. Largou bem nas pesquisas e conseguiu articular uma boa união de partidos em torno de si mesmo. Mas perdeu a eleição quando foi pautá-la. Não elegeu um ou dois temas principais e ficou divagando entre vários assuntos frágeis, como o da polêmica proposta de anular multas de trânsito e desligar fotossensores.

Não pegou nada bem. Darci abriu espaço para a tucana Lúcia Vânia atacá-lo e para Pedro Wilson (PT), correndo por fora, vencer a eleição.

Quem conduziu bem sua campanha em 2004 foi ele, Iris. Elegeu asfalto e transporte público como prioridades logo no primeiro debate, em julho. Foi o tom da campanha.

Os outros candidatos ficaram reféns de Iris. Primeiro, ridicularizaram as propostas peemedebistas. Depois, capitularam. Assinaram suas derrotas quando não tentaram impor agendas próprias e, em vez disso, correram atrás do PMDB.

Além de atentar para a pauta da campanha, a oposição deve perceber também os pontos onde Iris tem menos força, embora também seja líder.

Um exemplo: quanto mais jovem é o eleitor, maior é a preocupação com educação. Quanto mais velho o eleitor, maior é a preocupação com saúde. Para debates com setores organizados da sociedade, é um dado valioso.

Outro exemplo: o eleitor formador de opinião (aquele que tem curso superior completo) dá mais atenção à educação, justamente uma das áreas negligenciadas por Iris. Para esse eleitor, a educação é tão importante quanto a saúde (o que outros, menos escolarizados, discordam). O eleitor formador de opinião é também o que mais se preocupa com o transporte público urbano, com o índice de preocupação chegando a 25%, contra 14,5% de quem tem apenas o ensino fundamental.

Mais um dado relevante: no levantamento espontâneo, Iris tem 31,9% entre os homens e 19,1% das intenções de voto entre as mulheres.

Ou seja: Iris ainda não consolidou seus votos no público feminino.

Pode ser este um dos primeiros alvos da oposição. Nada mais certeiro, então, do que candidaturas como as de Raquel Teixeira (PSDB) e Marina Sant'Anna (PT). Na estimulada, Iris tem 9,5 pontos porcentuais a menos de intenções de voto entre as mulheres. 

PP sem candidato
Sandes Júnior (PP), de novo, mostra-se um candidato inviável.

Pode ser útil? Apenas para dividir os votos de Iris e ajudar a provocar um segundo turno. Só isso. De resto, apresenta índices muito semelhantes aos do início da campanha de 2004. Sandes é forte entre os eleitores com ensino fundamental e fraco entre os formadores de opinião, problema idêntico ao de quatro anos atrás.

Entre os eleitores menos escolarizados da cidade, o índice do pepista chega a 15,6%, enquanto entre aqueles mais escolarizados não passa de 4,2%, perdendo até para Sandro Mabel (PR).

Aliás, a pesquisa evidencia que as ameaças de Mabel não devem preocupar Iris.

O presidente regional do PR tem dito a Iris que, se Maguito for candidato em Aparecida, ele (Mabel) será candidato em Goiânia.

A julgar pelos números das pesquisas, Mabel teria hoje não mais que de 2,2 pontos porcentuais, o que dá mais de 44 pontos de vantagem para o peemedebista.

Formador de opinião
Quem vai bem entre os formadores de opinião são os candidatos Barbosa Neto (PSB) e Raquel Teixeira. Ele tem 16,7% dos votos dos eleitores com ensino superior, enquanto ela tem 15,3%.

É nesta clivagem que Iris tem um índice pior: "apenas" 38,9%, enquanto apresenta 52,1% entre aqueles que contam apenas com ensino fundamental.

Iris também tem menos votos entre os jovens do que entre os mais velhos. Barbosa e de Raquel invertem essa tendência.

Iris, no entanto, conseguiu reverter seu principal problema de 2004: a falta de popularidade na região Central da Capital. Hoje, o peemedebista vai melhor no Centro do que nas demais regiões, o que invalida a tese de que a disputa "centro versus periferia" se repetiria em 2008.

Iris é imbatível? Não. Em 1998, tinha mais votos do que hoje (74% no fim de fevereiro, no mesmo Serpes) e perdeu a eleição para governador.

Hoje, está com 46,7%. Por outro lado, Iris está mais forte hoje do que em 2004. Em março daquele ano, não passava de 30% das intenções de voto no Serpes, ao contrário de hoje.

Há razões para isso:
1) Iris recuperou sua imagem perante o público, enquanto em 2004 isso ainda não havia acontecido;
2) Todo candidato à reeleição tende a largar bem nas pesquisas, diferentemente de quando é eleito pela primeira vez.

Teto eleitoral
Justamente por ser candidato à reeleição, Iris, provavelmente, está próximo de seu teto.

O peemedebista deve, a partir de agora, lutar para manter seus índices ou, na pior das hipóteses, perder poucos votos. Dificilmente ganhará uma quantia significativa além do que já tem.

A oposição, ao contrário, terá de lutar para queimar as gorduras de Iris. A popularidade dele é fruto de sua gestão em Goiânia? Sim. Mas também é resultado da ausência de oposição durante quatro anos.

Quem acordar agora e acertar o discurso de contraponto ainda pode ter tempo para virar o jogo.

Clique aqui e leia dados da pesquisa Serpes

Postado por Eduardo Horácio às 10:09 de 01/03/08.
Post com 1 comentários
Enviar por e-mail ou imprimir post


08/03/08 - Sábado
Política
Aliança PP-PMDB não é especulação
Foto: Wagnas Cabral

Os líderes que articulam a aliança inédita são Iris Rezende (PMDB) e Alcides Rodrigues (PP)

Se não é fato consolidado, pelo menos já deixou de ser apenas especulação uma aliança entre o PP e o PMDB nas principais cidades de Goiás em 2008.

Dois dos partidos mais tradicionais da política goiana, antes rivais, agora podem estar juntos. Os líderes da aliança inédita são o governador Alcides Rodrigues (PP), representando a antiga Arena, e Iris Rezende (PMDB), do antigo MDB.

É forte, por exemplo, a possibilidade de união de PP e PMDB em torno da candidatura de Rubens Otoni (PT) em Anápolis. Em Aparecida, o PP caminha para uma aliança com o PMDB, seja com Ozair José (PP) ou Maguito Vilela (PMDB) na cabeça-de-chapa.

E, em Goiânia, hipótese ainda improvável (mas não impossível), o PP poderia indicar o vice do candidato à reeleição Iris Rezende.

Tudo boato? Já não é mais. Quem tem bancado pelo menos duas das alianças é o presidente regional do PP de Goiás, Sérgio Caiado. "O PP deve muito ao deputado Otoni, que tem contribuído com o governador (Alcides) nas reivindicações do Estado ao governo Lula", diz Sérgio ao justificar a provável aliança com o PT e o PMDB em Anápolis.

Em Aparecida de Goiânia, o mesmo Sérgio Caiado diz que dará "total liberdade" para Ozair formar alianças. E Ozair já definiu: vai se aliar ao PMDB. Só não sabe se será vice de Maguito ou se o PMDB vai indicar seu vice.

Sérgio Caiado, no entanto, quer esticar a aliança. Diz que Sandes Júnior (PP), pré-candidato do partido em Goiânia, também terá liberdade para fechar alianças ao seu gosto.

E Sandes, até agora, sinaliza um forte desejo (ainda não confessado em público) de ser vice de Iris. Sandes, aliás, é o pepista que mais tem elogiado a administração do PMDB em Goiânia.

Coincidências à parte, Sandes já visitou Iris no Paço Municipal pelo menos duas vezes este ano. E Alcides e Iris, não é segredo, têm trocado elogios mútuos há tempos.

Uma aliança entre PP e PMDB em Goiânia só não tem mais chances de acontecer porque o aliado preferencial de Iris é o PT.

Iris quer o PT - e não o PP - em sua vice.

Com o PP ficando fora até da vaga de vice, dificilmente o partido de Alcides toparia uma aliança com os peemedebistas. Mas se o PT optar por candidatura própria, a configuração da chapa irista pode mudar.

O que importa, no caso, é a mudança de postura. Uma aliança entre PP e PMDB já é mais do que um projeto. Só não se sabe sua extensão. Ela significa que o PP também concorda com a tese de que o "Tempo Novo" morreu.

Os dois partidos, no entanto, devem se auto-questionar. Exemplos:

1) Os eleitores tradicionais de PP e PMDB recebem bem essa aliança?

2) Com os dois partidos juntos, quem seria o contraponto a eles?

3) Qual será a reação do PSDB, partido que está alijado destas alianças?

O cuidado com os eleitores é fundamental por parte dos dois partidos. O PP é descendente direto (junto com o DEM) da antiga Arena ou, indo mais longe, da UDN. É um partido com eleitores tradicionais, que sempre viu no ex-MDB (ou antigo PSD) o inimigo número um. E vice-versa.

Embora se pareçam, em todo o Estado (especialmente no interior) PP e PMDB não são partidos acostumados a se misturar.

Estando juntos, PP e PMDB podem acabar fortalecendo o PSDB, que viraria o partido líder da oposição ao governo do Estado e à prefeitura de Goiânia.

Por outro lado, o PSDB ficaria enfraquecido. Afinal, está distante da direção do DEM há tempos e, agora, oficializaria a perda do PP.

Resultado: os tucanos perderiam os dois principais partidos que elegeram, por duas vezes, o governador Marconi Perillo.

Uma aliança entre PP e PMDB pode até não ser boa para os dois partidos, mas é uma benção para quem ocupa o governo, seja ele estadual ou municipal.

Com a parceria, Iris dilui bastante o resto de oposição que há contra ele e Alcides mata, de vez, a possibilidade do PMDB fazer oposição ao seu governo.

Se o PT entra nessa aliança, aí só resta mesmo o PSDB como força de oposição aos dois governos (municipal e estadual). E o PSDB, sozinho, está longe de ser maioria na Câmara de Goiânia e na Assembléia Legislativa.

Para Iris, especialmente, a aliança significa uma capitulação da oposição. Foram justamente PT e PP os dois partidos que mais atacaram Iris em 2004, quando ele venceu a disputa em Goiânia.

Sandes Júnior (PP) ressuscitou denúncias antigas e repetiu indefinidamente que Iris representava o "atraso" na política. O PT, com Pedro Wilson candidato à reeleição, também atacou Iris como nunca havia atacado antes.

Para quem estava morto em 2002, quando perdeu a eleição para o Senado, Iris mostra hoje que se recuperou bem politicamente.

Já o governo Alcides, que parecia fadado ao fracasso com a oposição lacerdista do PSDB, pode agora dar um duro contragolpe nos tucanos.

Postado por Eduardo Horácio às 00:12 de 08/03/08.
Post com 1 comentários
Enviar por e-mail ou imprimir post


12/03/08 - Quarta-feira
Futebol
Números reforçam superioridade da torcida do Goiás e colocam Vila em 2º

Dois novos dados mostram, outra vez, a superioridade numérica da torcida do Goiás E.C. no Estado. Um levantamento tem por base os times de preferência cravados na Timemania, nova loteria do governo federal. O outro dado é a promoção "Maior Torcida", organizada pela Federação Goiana de Futebol (FGF).

Nos dados da Timemania, foram considerados apenas os times goianos cravados pelo apostador. Nos dados da FGF, só foram considerados os times que disputavam a primeira divisão do campeonato estadual.

Nos dados nacionais da Timemania, o Goiás mostrou ter a 16ª maior torcida do país. O Vila Nova ficou com a 41ª maior torcida, seguido de perto pelo Atlético Goianiense, que tem a 51ª torcida.

A seguir, os números parciais dos dois levantamentos:

Timemania
Goiás - 50%
Vila Nova - 26%
Atlético - 23%
(resultado das apostas de 7 de março)

Maior Torcida - FGF
1ª Goiás - 44,45%
2ª Vila Nova - 29,48%
3ª Atlético - 11,37%
4ª Itumbiara - 3,97%
(resultado parcial até 6 de março)

O Jornal X já havia publicado, em outubro do ano passado, duas pesquisas que também mostravam a superioridade da torcida do Goiás: uma do Serpes, outra da TNS Sports, esta publicada pela revista Placar. Para rever esses levantamentos, clique aqui.

Quem quiser ver os dados totais da Timemania, clique aqui.

Para ver os dados completos da campanha da FGF, clique aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 13:14 de 12/03/08.
Post com 1 comentários
Enviar por e-mail ou imprimir post


14/03/08 - Sexta-feira
Política
PP e PSDB mais distantes
Foto: Lailson Damasio

Um ano atrás, PP e PSDB se criticavam, mas ambos concordavam que o adversário principal era mesmo o PMDB. O que motivava as primeiras discordâncias eram os dados da dívida do Estado.

A posição do PP era a posição do governador Alcides Rodrigues, que não dava transparência ao endividamento. Já o PSDB, via senador Marconi Perillo, nunca revelava os números que dizia ter, mas sempre atacava o PMDB. O culpado pela dívida era sempre o governo de Maguito Vilela (1995-1998).

De lá pra cá, muita coisa mudou. Hoje o PP está mais próximo do PMDB. Os tucanos, por sua vez, estão mais isolados. De todos os grandes partidos da base aliada, o único que ainda posa do lado dos tucanos é o PTB, do deputado federal Jovair Arantes.

No debate da dívida, muita coisa mudou. Os números saíram dos escaninhos e se tornaram públicos. Na quarta-feira da semana que passou, dia 12, até detalhes da dívida apareceram. O chefe do Gabinete Interno (Geconi), Sinomil Soares da Rocha, foi à Assembléia Legislativa mostrar ponto por ponto da dívida herdada.

A postura do PSDB foi um repeteco das últimas semanas: em vez de jogar a culpa no PMDB, o partido centrou fogo no governo Alcides e no PP. Já o PMDB defendeu o PP e o governo Alcides.

De todos os tucanos da Assembléia, apenas um defendeu Marconi: o deputado Daniel Goulart. Ele reclamou do tratamento "técnico" da apresentação da dívida. Entre outras coisas, disse que os números eram de "difícil compreensão".

O argumento de Goulart acabou dando mais razão ainda ao governo Alcides e matando os argumentos tucanos. Afinal, o que os tucanos mais reclamam? Que o debate da dívida tem recebido um tratamento político.

Agora, a reclamação foi inversa. O PSDB deixou escapar que quer mesmo é politizar o tema, como sempre politizou qualquer tema que deveria ser apenas técnico.

Por outro lado, Daniel Goulart não perde a razão quando pede mais transparência aos números. Além do tratamento técnico dado ao tema, é bom que os dados se tornem públicos. O fato de os números apresentados na Assembléia Legislativa não constarem publicamente no site do governo é um erro.

Com os dados visíveis para todos, ficaria mais fácil para a sociedade ver qual dos dois lados está mais próximo da verdade.

O governador Alcides, por sua vez, vai aos poucos saindo da posição silenciosa. Tanto que disse, no mesmo dia, que os números do Geconi eram reais e não entendia a preocupação do PSDB "em fabricar números". O secretário da Fazenda, Jorcelino Braga, chegou a chamar de "hilária" a crítica dos tucanos e classificou como "montagem" os números paralelos apresentados pelo PSDB.

Até agora, nem Alcides, nem Braga tinham sido tão explícitos na crítica ao PSDB como agora foram. Já o volume dos ataques do PSDB ao governador só tem aumentado. O que era discordância no passado próximo vai ficando cada vez mais próximo de ser um "racha".

O racha não vai, necessariamente, levar o PP a se aliar ao PMDB, embora a idéia esteja aos poucos sendo aceita nos dois partidos.

O racha tem tudo para, cada vez mais, levar o PSDB ao isolamento.

Assim, de todos os cenários desenhados para 2010, nenhum mais deve prever PP e PSDB do mesmo lado, como aconteceu nas últimas três eleições estaduais. 

Num cenário em que Henrique Meirelles é candidato a governador em 2010, é mais fácil imaginar ele tendo o apoio de PP e PMDB do que de PP e PSDB, por exemplo.

Em outro cenário com Marconi novamente candidato a governador, é mais fácil imaginar o PP do lado de PR, DEM e de outros partidos menores - e longe de qualquer aliança com o PSDB.

O retorno do PSDB e de Marconi Perillo em 2010 vai sendo cada vez mais temido e menos desejado. O PP, por exemplo, está do lado dos que temem uma vingança por parte do PSDB. E o PSDB acumula raiva e ressentimento.

A disputa de 2010, com uma preliminar em 2008, caminha para ser mais explosiva do que a de 1998.

Postado por Eduardo Horácio às 06:40 de 14/03/08.
Post com 0 comentários
Enviar por e-mail ou imprimir post


15/03/08 - Sábado
Política
Maguito? Freud explica
Foto: Marco Monteiro

O blog do jornalista Marcus Vinícius Felipe mostra que o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Freud de Melo (PMDB) está elaborando o plano de governo de Maguito Vilela, pré-candidato a prefeito na cidade. Para ler a respeito, clique aqui.

O blog dele também mostra, em alguns pontos, como o PSDB faz em Goiás uma espécie de "governo paralelo". Para saber sobre isso, é só clicar aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 07:05 de 15/03/08.
Post com 0 comentários
Enviar por e-mail ou imprimir post


16/03/08 - Domingo
Eleição 2008
PT no colo de Iris

Os filiados do PT escolheram hoje os 228 delegados do partido que definem, no dia 23 de março, se o partido lança candidato próprio ou se apóia a reeleição de Iris Rezende (PMDB) na eleição de outubro.

A maioria, por uma diferença apertadíssima, optou por aliança com Iris.

Mas, dois meses atrás, a ala pró-candidatura própria era maior. Ou seja: hoje, quem segue crescendo, é a ala pró-Iris.

Dia 23 vai mesmo haver guerra.

A ala pró-candidatura própria vai precisar trabalhar muito. A guerra, para quem quer candidato próprio, está quase perdida.

Hoje ficou provado que tem muito petista defendendo candidatura própria que, nos bastidores, trabalha mesmo é por aliança com Iris.

Postado por Eduardo Horácio às 19:56 de 16/03/08.
Post com 7 comentários
Enviar por e-mail ou imprimir post


19/03/08 - Quarta-feira
Eleição 2008
PT em busca do consenso

Por Marcus Vinícius Felipe

As entrevistas de Romênio Pereira, Secretário de Relações Institucionais do PT e do deputado federal Rubens Otoni, ao Diário da Manhã e ao jornal O Popular mostram que o diálogo é o caminho para unificar as posições no PT.

Romênio descatou ao DM o apoio do prefeito Iris Rezende (PMDB) a reeleição do presidente Lula em 2006. "Política é uma via de mão dupla. Ele nos ajudou em 2006 e, agora, nós queremos ajudá-lo", frisa.

Ex-presidente regional do PT Rubens Otoni , reitera o caráter democrático do encontro: "a decisão da militância é legítima e reflete a maioria do PMDB".

A semana é de conversações, e se prevalecer a estratégia nacional do PT para as eleições de 2008, a tendência é que a tese de apoio ao PMDB seja avalizada num grande acordo entre todas as tendências.

Leia mais clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 00:08 de 19/03/08.
Post com 0 comentários
Enviar por e-mail ou imprimir post


18/03/08 - Terça-feira
Eleição 2008
PT tem direito à vice, diz Iris

Do Diário da Manhã

Ao lado do atual vice-prefeito, Valdivino de Oliveira, Iris Rezende (PMDB) confirmou ontem a possibilidade de o PT entrar com o nome para a vaga de vice na chapa, mas ressaltou que a decisão é assunto para depois. "Eu tenho falado: como se discutir a vice se nós não estamos ainda com uma candidatura declarada? Esse é o primeiro ponto. Segundo ponto: eu acho que o PT é um partido que, coligando conosco, tem o direito de reivindicar a vice, sobre todos os aspectos”, afirmou.

Para ler mais, clique aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 23:11 de 18/03/08.
Post com 0 comentários
Enviar por e-mail ou imprimir post


19/03/08 - Quarta-feira
Política
Iris X PT em Goiânia
Foto: Ricardo Stuckert/PR

A seguir, uma breve cronologia das relações entre PT e Iris Rezende nos últimos 23 anos

1985 - Na eleição para prefeito da capital, o PT lança a candidatura de Darci Accorsi e o PMDB - do então governador Iris Rezende - lança Daniel Antônio. O candidato do PMDB vence por uma diferença de 3 pontos porcentuais. O PT acusa o PMDB de Iris de fraudar a eleição. Nos jornais, uma foto histórica: Darci chorando nos ombros de Pedro Wilson.

1989 -  Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lutava para ser presidente da República na primeira eleição direta para presidente pós-redemocratização. O então ministro Iris (no governo Sarney) indicou o peemedebista Lázaro Barbosa para ser coordenador em Goiás da campanha de Fernando Collor (PRN). Na prática, nos dois turnos, Iris apoiou Collor.

1992 - O PT elege, pela primeira vez, o prefeito de Goiânia. Darci Accorsi vence no segundo turno o candidato Sandro Mabel (PMDB), apoiado por Iris

1994 - O então prefeito Darci Accorsi (PT) se aproxima politicamente de Iris Rezende e do candidato a governador, Maguito Vilela. O candidato que o PT lança na eleição para governador não faz uma única crítica a Maguito, que vence a eleição. Na eleição presidencial, o PMDB apóia Orestes Quércia oficialmente (Iris Araújo era vice dele) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) extra-oficialmente.

1996 - Darci Accorsi lança Valdi Camárcio candidato a prefeito pelo PT. Valdi, em todo o primeiro turno, não faz uma única crítica a Luiz Bittencourt (PMDB), candidato de Iris. Pela única vez na história da capital, o PT não fica entre os dois primeiros colocados na eleição para prefeito. No segundo turno, o PT racha: a ala de Darci (majoritária) opta pelo apoio a Bittencourt. A ala de Pedro Wilson (minoritária) preferia neutralidade. Mesmo com o apoio oficial do PT, Bittencourt perde a eleição.

1997 - Iris torna-se ministro da Justiça no governo FHC. Isso, mesmo com FHC pertencendo ao PSDB, partido rival de Iris no Estado e do PT no plano nacional.

1998 - Iris, novamente candidato a governador, diz que fará FHC ter em Goiás a maior votação proporcional do Brasil. O principal adversário de FHC era novamente Lula, do PT. Iris vai para o segundo turno contra Marconi Perillo (PSDB). O PT, já sem Darci Accorsi, declara apoio a Marconi. Osmar Magalhães, candidato a governador pelo PT naquela eleição, diz no segundo turno que o Estado estava cansado de Iris. 

2001 - A pedido de Maguito, Iris rompe com o governo FHC. O PMDB goiano defende candidatura própria presidencial, mas fracassa nessa missão no ano seguinte.

2002 - Enquanto Maguito Vilela tentava levar o PMDB goiano ao palanque de Lula (candidato a presidente pela quarta vez), Iris concede pelo menos duas entrevistas dizendo que preferia seu partido ao lado de José Serra (PSDB) e longe do PT.

2003 - Em novembro, na inauguração da nova Avenida Goiás, Iris e Maguito sinalizam que querem apoiar a candidatura à reeleição de Pedro Wilson. Entrevistado, Iris chega a dar "nota 10" para a administração petista. O PT, no entanto, despreza a oferta peemedebista.

2004 - Desprezado pelo PT, o PMDB opta por lançar Iris candidato a prefeito. Iris centra fogo na gestão de Pedro Wilson, atacando principalmente o caos no transporte coletivo e o fraco programa de pavimentação asfáltica do governo petista. Líder nas pesquisas do início ao fim da eleição, Iris é eleito. No segundo turno, derrota Pedro Wilson, quando as críticas entre PT e PMDB são intensificadas.

2005 - Iris assume a prefeitura de Goiânia dizendo ter herdado uma "dívida enorme" da gestão petista.

2006 - Invertendo o ocorrido em 2003, agora é a vez do PT se oferecer para ser vice do PMDB na eleição para governador. O partido chegou até a escolher, em votação, o nome de Valdi Camárcio para ser vice de Maguito Vilela. O PMDB despreza o apoio do PT e prefere lançar chapa pura. O PT acaba apoiando a candidatura de Barbosa Neto (PSB). No segundo turno, mesmo tendo sido humilhado no primeiro turno, o PT declara apoio a Maguito, que já estava com a eleição perdida.

2007 - Em entrevista coletiva, em setembro, Iris se diz "indignado" porque o governo Lula fica com 70% dos impostos e não distribui nada para os municípios. Iris também ataca o PT regional. Na mesma entrevista, relembra, por duas vezes, que recebeu a prefeitura "muito endividada" do seu antecessor. E foi além: "não foi um débito consolidado que assumi, foram dívidas de 2004 mesmo", enfatizou. No fim do ano, Iris manifesta claramente o desejo de ser candidato à reeleição com apoio do PT.

2008 - O PT discute se deve se aliar a Iris ou lançar candidato próprio a prefeito, como sempre fez. Em todas as votações, o partido mostra-se rachado, com uma tendência crescente de apoio a uma aliança com Iris. No domingo, 23, a posição do PT já estará definida. Resta saber se, mesmo apoiando Iris, o PMDB vai mesmo dar a vice para o PT.

Postado por Eduardo Horácio às 02:45 de 19/03/08.
Post com 3 comentários
Enviar por e-mail ou imprimir post


18/03/08 - Terça-feira
Política
Mais um tucano fora

Hoje, mais alguns passos foram dados para que aconteça um rompimento formal entre o governador Alcides Rodrigues (PP) e o senador Marconi Perillo (PSDB).

Alcides demitiu o secretário de Planejamento, José Carlos Siqueira, um dos nomes ligados a Marconi que ainda permanecia no primeiro escalão.

No lugar de Siqueira, quem assume o posto é o alcidista Oton Nascimento, que já havia ocupado a Secretaria da Fazenda anteriormente.

Aos poucos, na velocidade alcidista, o PSDB vai sendo expulso do governo.

Postado por Eduardo Horácio às 23:58 de 18/03/08.
Post com 0 comentários
Enviar por e-mail ou imprimir post


19/03/08 - Quarta-feira
Política
Consultoria dá razão à Lúcia Vânia

Documento assinado pela consultoria legislativa do Senado atesta "razão integral” à senadora Lúcia Vânia (PSDB) na polêmica distribuição de recursos para emendas na Comissão de Orçamento do Senado, que a contrapôs ao também senador goiano Marconi Perillo (PSDB). O parecer é assinado pelo consultor Gilberto Guerzoni Filho.

Leia mais a respeito clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 06:13 de 19/03/08.
Post com 1 comentários
Enviar por e-mail ou imprimir post


19/03/08 - Quarta-feira
Política
A fila anda

Por João Bosco Bittencourt
Do Diário da Manhã

A demissão de José Carlos Siqueira sinaliza, claramente, que o governador Alcides Rodrigues resolveu pedalar forte e promover o expurgo do marconismo do governo.

A fila da degola andou. O aperitivo ocorreu na sexta-feira, quando serviu como tira-gosto as cabeças de duas aves de plumagem menor: Ageu Cavalcante (Trabalho) e Edemundo Oliveira (Justiça). Ontem, Alcides acertou na testa de um auxiliar de bico grande, com identificação forte com o ex-governador e atual senador Marconi Perillo.
(...)
O próximo da fila das demissões deve ser Fernando Cunha, hoje um desaparecido secretário para assuntos políticos. E a fila continuará a andar, não tenham dúvidas.

Alcides, definitivamente, indica que não tolera mais relações adulterinas na equipe. Exige fidelidade absoluta. Nada de auxiliar gozar as delícias do cargo de dia e de noite saracotear e render homenagens a outro chefe. Tudo aponta para a montagem da equipe dos sonhos de Alcides. Oton Nascimento, no Planejamento, é só a primeira aposta do governador.

Siqueira já devia ter vazado há muito tempo. Desde o ano passado, comandava uma pasta esvaziada e não era ouvido para nada no núcleo decisório. Servia apenas como peça de decoração na equipe. Valia menos do que porteiro do Palácio Pedro Ludovico. Não se sabe se ficou por apego ao cargo ou por orientação do grupo a que pertence. Sai agora pela porta dos fundos, demitido e humilhado.
(...)
A degola de Siqueira é uma vitória sonora de Braga. Mas a volta de Oton ao secretariado, não.
(...)
O presidente Lula já prometeu a Alcides viabilizar a administração estadual, com uma chuva de verbas, se houver o real afastamento de Marconi. E o prefeito Iris Rezende orientou a bancada na Assembléia a fechar com o governador, caso falte apoio do PSDB. É uma jogada de alto risco, mas pode acontecer troca de base de apoio, o que mudará macarronicamente a relação de forças da política goiana.

Alcides retomou a iniciativa. Resta saber se os marconistas estão dispostos à briga aberta ou se vão se calar.

Para ler o texto acima na íntegra, clique aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 06:10 de 19/03/08.
Post com 0 comentários
Enviar por e-mail ou imprimir post


19/03/08 - Quarta-feira
Eleição 2008
Pedro Wilson topa ser candidato?
Foto: Leo Iran

Por mais que os petistas pró-candidatura própria neguem, o grande responsável pela vitória parcial da ala-irista é o ex-prefeito e deputado federal Pedro Wilson.

Desde que perdeu a eleição de 2004, Pedro simplesmente sumiu. Mesmo terminando a eleição melhor do que começou (o marketing petista fez ele ficar 12 pontos atrás de Iris, em vez dos quase 30 previstos), Pedro saiu do palco principal.

Com a saída de Pedro, a divisão interna do PT passou a ser mais intensa. Sem Pedro, o PT goiano perdeu seu elo.

Pedro escalou Marina Sant'anna para substituí-lo.

Mas Marina não une. A rejeição interna de Marina (que vem de sua atuação na gestão Pedro) faz com que muitos petistas votem por uma aliança com Iris.

Se a ala pró-candidatura própria quiser mesmo reverter o jogo no domingo, uma jogada bastante ousada poderia mudar os votos de muitos delegados: Pedro Wilson se lançar candidato a prefeito, no lugar de Marina.

Pedro, ao contrário de Marina, une o PT quase todo. Ele ganha a eleição de Iris? Isso já é outra história.

Postado por Eduardo Horácio às 21:53 de 19/03/08.
Post com 6 comentários
Enviar por e-mail ou imprimir post


19/03/08 - Quarta-feira
Futebol
Conflito de interesses

Por Juca Kfouri

A direção do Goiás acaba de informar que demitiu seu assessor de imprensa, Olivério Júnior.

Por coincidência, o mesmo que trabalha no Corinthians, desde a eleição de Andrés Sanchez.

Quando da passagem do Corinthians por Goiânia para enfrentar o Barras, do Piauí, o assessor já havia se envolvido em forte discussão com os jornalistas locais.

Estes lhe cobraram uma postura mais ética diante da informação de que estava cobrando R$ 100 mil do clube esmeraldino por ter intermediado negociação de atletas, algo que, naturalmente, não pode ser confundido com assessoria de imprensa.

A discussão, com ameaças de agressão por parte de Olivério Júnior, deu-se no saguão do hotel Castro's, onde o Corinthians estava hospedado.

Agora há pouco ele foi informado de sua demissão do Goiás, embora permaneça normalmente no Corinthians.

Leia mais clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 20:27 de 19/03/08.
Post com 0 comentários
Enviar por e-mail ou imprimir post


20/03/08 - Quinta-feira
Eleição 2008
PMDB: aliança não garante vice ao PT

Em 2006, PT aprovou aliança com PMDB e até indicou Valdi Camárcio para vice de Maguito. PMDB, na época, desprezou PT e foi de chapa pura

João Paulo Teixeira
Do Diário da Manhã

Se depender de um grupo de políticos do PMDB favorável à chapa pura nas eleições para prefeito, todo o esforço dos petistas para indicar o vice de Iris Rezende (PMDB) irá por água abaixo. Representantes da chapa favorável à reedição da dobradinha Iris e Valdivino de Oliveira, vitoriosa em 2004, dizem que, mesmo que o PT homologue o resultado do último domingo, ainda haverá um caminho tortuoso para que o Partido dos Trabalhadores (PT) consiga indicar um nome que ocupará a vaga de vice.

Leia a continuação do texto clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 06:00 de 20/03/08.
Post com 2 comentários
Enviar por e-mail ou imprimir post


21/03/08 - Sexta-feira
Política
2008, o ano que já acabou

Tanto faz o partido. PP, PSDB, PMDB, PT, PR ou DEM. Todos eles têm uma coisa em comum: discutem mais a eleição de 2010 do que a deste ano, em 2008.

Há algo de estranho. Afinal, se o PMDB pensa mais em 2010 do que em 2008, é porque considera que Iris Rezende já está reeleito prefeito de Goiânia. Se PP e PSDB excluem 2008 de suas agendas é em função de já se considerarem derrotados este ano?

O PSDB não parece incomodado de ver Iris reeleito. Aparenta ter lançado Raquel Teixeira à sucessão em Goiânia apenas para fazer 'birra' a Alcides.

Raquel está abandonada à própria sorte.

Todos os líderes tucanos (deputados estaduais e federais, principalmente) se preocupam mais em atacar o governador "aliado" Alcides Rodrigues (PP) do que criticar o "adversário" Iris Rezende (PMDB).

Nem mesmo se lembram da existência de Raquel, quanto mais de elogiá-la.

O PP, por sua vez, não acende um fósforo sequer para a candidatura de Sandes Júnior (PP), apesar de sua boa colocação nas pesquisas.

Seus líderes estão mais preocupados em atacar o governo tucano que antecedeu Alcides ou, no caso de alguns (como o deputado federal Roberto Balestra) ficar repetindo ad infinitum que a crise é invenção da imprensa.

De 2008, nada falam. Alcides, por exemplo, nunca pronunciou uma só palavra contra Iris.

Barbosa Neto (PSB), que desta vez parecia ter força suficiente para se impor como candidato a prefeito, submergiu. Não fala com jornalistas, não articula nos bastidores, abandonou sua própria candidatura. 

No lado do DEM, mesmo com o partido lhe dando total apoio, o deputado federal Vilmar Rocha não dá a mínima para a possibilidade de ser candidato a prefeito em Goiânia.

Não era ele, Vilmar, que tanto reclamava da falta de espaço no antigo PFL? Em conversa com aliados, Vilmar só fala de 2010: o que fazer para voltar a ser deputado federal ou sonhar com o Senado.

PTB e PR, pragmáticos ao extremo, querem usar 2008 apenas para ganhar força para a eleição maior, a de 2010. Sandro Mabel quer seu PR elegendo mais prefeitos para ter maior poder de negociação daqui a dois anos. Jovair usa o PTB nas prefeituras para se cacifar na aliança em torno de Marconi Perillo em 2010.

Tão estranho quanto é ver o PT usar a eleição de 2008 para estar no poder em 2010.

Independente da decisão interna do partido (a ser tomada na próxima terça, dia 25), a ala pró-candidatura própria sempre quis mesmo marcar posição e mostrar que a candidatura de 2010 depende dos arranjos de agora.

A ala pró-aliança com Iris busca a vice do PMDB agora para, em 2010, assumir a prefeitura com a provável renúncia de Iris para concorrer ao governo do Estado.

Paradoxo
Tudo isso expõe um imenso paradoxo: todos os partidos dizem que a eleição de 2010 está ligada à de 2008, mas todos acabam por menosprezar 2008, só mirando mesmo em 2010.

No caso dos partidos da ex-base aliada, é fato que a antecipação de 2010 tem muito a ver com Alcides não poder mais ser candidato à reeleição.

Se Alcides pudesse se candidatar outra vez ao mesmo posto, o próprio governador estaria freando o acelerado debate de 2010. Como o atual governador não terá mais perspectiva de poder, vários partidos (especialmente o PSDB) tratam de antecipar 2010 o máximo possível.

Para os tucanos, aliás, quanto antes o governo Alcides acabar, melhor. Acostumados ao poder durante mais de oito anos, estão agora sendo alijados do Palácio das Esmeraldas. Quanto mais o desgaste entre PP e PSDB se prolongar, pior para os dois partidos. E a tendência é que o desgaste se prolongue.

Mas a renúncia ao ano de 2008 tem a ver mesmo é com a covardia dos partidos da base aliada.

Nenhum deles demonstrou, até agora, preocupação real em derrotar Iris Rezende (PMDB) em Goiânia. Sandes Júnior acorda, almoça e dorme pensando em ser vice de Iris. Barbosa Neto não descarta a possibilidade. Mabel também quer que seu PR na vice de Iris.O PTB elogia a administração peemedebista. O PSDB não liga para o fato de Iris ser reeleito.

Enfim, todos sonham com o fim rápido de 2008.

Ruim para o eleitor, que tende a ver uma campanha eleitoral municipal esvaziada. Ruim para os partidos, que perdem a oportunidade de, entre outras coisas, estarem inclusive mais fortes no tão almejado ano de 2010.

Postado por Eduardo Horácio às 08:23 de 21/03/08.
Post com 0 comentários
Enviar por e-mail ou imprimir post


27/03/08 - Quinta-feira
Política
Adib Elias participa de reunião no Congresso com dinheiro na meia
Foto: Sergio Lima/Folha Imagem

Do G1

O Prefeito de Catalão (GO), Adib Elias (PMDB), diz que guarda dinheiro na meia para não fazer volume no bolso. Ele participava de reunião da bancada do PMDB, no Congresso Nacional.

Para ver a foto com mais detalhes, clique aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 02:37 de 27/03/08.
Post com 0 comentários
Enviar por e-mail ou imprimir post


28/03/08 - Sexta-feira
Política
Fim da trégua

O senador Demóstenes Torres (DEM) vai apresentar emenda que proíbe qualquer senador de deixar o mandato para ser candidato ao Executivo.

O objetivo é um só: impedir Marconi Perillo (PSDB) de ser candidato a governador em 2010. O que comprova que a paz entre ele e Marconi é só aparente.

Vai conseguir aprovar a emenda? Nunca. Principalmente porque nove entre dez senadores pretendem, em algum momento, voltar a ocupar um cargo executivo.

Inclusive Demóstenes. Afinal, ele próprio foi candidato a governador em 2006. Se tivesse sido eleito, teria abandonado seu cargo no Senado na metade do mandato. O mesmo Demóstenes que, ao se eleger senador em 2002, havia prometido jamais cair na tentação de disputar algum cargo em 2006.

O relatório de Demóstenes será apreciado quarta-feira pela CCJ do Senado.

Postado por Eduardo Horácio às 00:24 de 28/03/08.
Post com 1 comentários
Enviar por e-mail ou imprimir post


29/03/08 - Sábado
Política
Ninguém reage à aliança PP-PMDB
Foto: Wagnas Cabral

Quando, há três semanas, o governador Alcides Rodrigues (PP) e o prefeito Iris Rezende (PMDB) passaram a dar sinais de que a aliança entre seus partidos poderia sair do campo da ficção, muitos imaginavam que, na pior das hipóteses, haveria uma forte reação.

O que aconteceu? O oposto. A aliança avançou e nenhuma reação significante apareceu, nem na capital, nem no interior. Nem no PP, nem no PMDB.

Na quinta-feira da semana passada, dia 27, Alcides foi ainda mais longe. Poucos dias depois de afastar mais tucanos de sua administração, elogiou o ex-governador Maguito Vilela (PMDB), candidato a prefeito que o PP pode apoiar em Aparecida de Goiânia.

Em discurso no Palácio das Esmeraldas, o governador pepista afirmou que Maguito foi um "leão" quando governador, ao garantir a instalação da Perdigão em Goiás, em Rio Verde.

Na campanha para governador, em 2006, Alcides dizia que não tinha como falar bem ou mal de Maguito porque ele "simplesmente não tinha feito nenhuma obra em Goiás" durante seus quatro anos de mandato. Uma mudança e tanto de postura.

Tão relevante quanto a declaração de Alcides foram os aplausos entusiasmados de vários pepistas presentes ao evento. Não é pouco.

Se a relação entre PP e PMDB avança, na mesma proporção a distância entre PP e PSDB aumenta. Além de se afastar do PP, o PSDB dá sinais de que não se importa mesmo de perder o aliado ou de fortalecer o PMDB.

Em outros tempos, o senador Marconi Perillo (PSDB) e sua tropa já teriam criticado publicamente a aliança pepista com o PMDB.

Ou seja: os tucanos já consideram o governador um ex-aliado.

Impressionante mesmo é a calmaria nas bases de PP e PMDB. Quando o presidente regional do PP de Goiás, Sérgio Caiado, disse que o PP daria "total liberdade" para Ozair José (PP) formar aliança com o PMDB em Aparecida, não houve uma só voz dissonante nos dois partidos, mesmo com a possibilidade do PMDB ser o cabeça-de-chapa.

Ao mesmo tempo, o deputado federal Sandes Júnior (PP), pré-candidato do partido em Goiânia, sinaliza a quatro ventos que quer ser o vice de Iris Rezende (PMDB) em Goiânia. Já é rotina no Paço Municipal, por exemplo, Sandes visitar Iris. E nenhum pepista censura ou condena a atitude de Sandes. Há quem, inclusive, incentive a atitude do pepista.

A reação tão branda das bases chega a ser curiosa. Os eleitores tradicionais das duas legendas teriam gostado mesmo da idéia?

Não é tão ilógico imaginar que sim. Os pepistas, por exemplo, já trabalham com a idéia de formar uma maioria na Assembléia Legislativa sem o PSDB.

A melhor alternativa (talvez a única) seja mesmo se unir ao PMDB, ao menos em pontos estratégicos para o Palácio das Esmeraldas.

Mas o fator principal que leva pepistas a digerir melhor a aliança PP-PMDB é o fato de o PSDB, hoje, ser um partido menos benquisto do que o PMDB.

Fora do poder, a rejeição anti-tucana em Goiás floresceu. Sem contar aqueles que, antes, apenas fingiam convenientemente gostar do PSDB e de Marconi Perillo.

Entre peemedebistas, o quase-ódio ao PSDB também ajuda o partido a se unir ao PP. É como se PP e PMDB tivessem um inimigo número 1 em comum.

Para o PMDB, é oportuno aliar-se ao PP até como forma de reoxigenação. Como o partido perdeu as três últimas eleições estaduais para governador (sempre com chapa pura), a aliança com o PP pode ser uma saída do isolamento a que se submeteu.

Uma aliança com um governador - que não pode ser candidato à reeleição e, portanto, não atrapalha Iris - é uma opção confortável para um partido que sonha voltar ao Palácio das Esmeraldas em 2010.

Claro que contribui para a não-reação das bases pepistas e peemedebistas o fato de Alcides ser o governador do Estado e, Iris, um dos favoritos da eleição de 2010. Ninguém do interior quer se indispor, ao menos prematuramente, com nenhum dos dois.

É esse o segredo: a disposição e força de Alcides e Iris podem aumentar ou sepultar a chance de sucesso da aliança PP-PMDB.

Por mais que as bases resistam (resistência que até agora não apareceu), é difícil para qualquer partido se opor a um projeto liderado por seu líder máximo. E, hoje, mais do que nunca, Alcides e Iris são os líderes de seus partidos.

Postado por Eduardo Horácio às 09:09 de 29/03/08.
Post com 0 comentários
Enviar por e-mail ou imprimir post


 

 
 
O que Marconi quis dizer com a frase "Eu esperei esse debate como o vigia espera o alvorecer" dita depois do debate da OJC de 31 de agosto?
Que, assim como um vigia, queria ir embora logo do debate;
Que ele está vigiando os adversários até de madrugada;
Que ele não estava nem aí para o debate (ou o alvorecer)
Que depois de Lua Nova e Eclipse ele mal pode esperar pelo Alvorecer
 
 
 
 
Cadastre-se e receba novidades e atualizações por e-mail: