Vanderlan sobe, Marconi oscila e Iris cai
Vanderlan é o menos rejeitado
Senado: Demóstenes e Renner crescem
Dilma dispara: vantagem de 24,2 pontos
Debate mostra fragilidades de Marconi
Veja: houve "armação" contra Marconi
Conheça o histórico de Marconi nos debates
TRE divulga o que leitor do blog já sabia
Veja o tempo dos candidatos ao Senado
Serpes nas entrelinhas: nada definido
Senadores põem na campanha assessores pagos pela Casa
Marconi volta a ter mais tempo de TV
Perillo se contradiz ao explicar documentos e diz que denúncia é "café requentado"
Tucano diz que denúncias são eleitoreiras
STF abre inquérito contra Marconi
Iris tem mais tempo de TV
Os 60,1% que preocupam Iris e Marconi
Eleição em Goiás não está definida
Um passeio fácil da Coreia do Sul
Nem tradição salvou o jogo
 
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01/02/08 - Sexta-feira
Política
Depois de Benedita, cai Matilde

Não acho que o presidente Lula seja racista ou sexista. Mas é espantosa a forma com as ministras Benedita da Silva (primeiro mandato) e Matilde Ribeiro (hoje) caíram de seus cargos no governo Lula.

Nada de defender os atos de Benedita ou Matilde. Merecem, sim, ser punidas.

Mas o que as duas fizeram de errado é quase nada perto do que outros ministros fizeram e ainda fazem (sem, nem por isso, perderem seus cargos).

Postado por Eduardo Horácio às 22:24 de 01/02/08.
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01/02/08 - Sexta-feira
Política
Petistas farão ato pró-candidatura

Se a candidatura do PT em Goiânia fosse mesmo uma certeza, tal mobilização seria dispensável

Por Filemon Pereira
Da Tribuna do Planalto

Nos últimos dias a ala petista que defende aliança com o prefeito Iris Rezende (PMDB) ganhou espaço no debate  interno do partido.

Prova maior disso é a reação que o grupo pró-aliança causou nos defensores de candidatura própria. Marina Sant'Anna, Humberto Aidar e Mauro Rubem (são fortes os boatos de que o deputado está prestes a mudar de posição), os três pré-candidatos, decidiram promover um ato público em defesa da candidatura própria.

O raciocínio é simples: se tivessem a certeza da candidatura, tal mobilização seria dispensável. O evento será realizado no próximo dia 13, à noite, no Diretório Municipal.

A certeza do grupo que defende candidatura própria de que representava a maioria absoluta dentro da legenda gerou certa acomodação. Agora, diante da perda de espaço para a ala que defende composição com o PMDB, os pré-candidatos e as lideranças que apóiam candidatura própria decidiram reagir.

A realização do ato público foi definida durante uma reunião, na quinta-feira, 31. O encontro foi marcado pelo presidente metropolitano do PT, Luiz Alberto de Oliveira. O PT completará 28 anos no próximo dia 10. Assim, o ato marca também o aniversário da legenda.

Postado por Eduardo Horácio às 22:08 de 01/02/08.
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07/02/08 - Quinta-feira
Política
Em 1999, quase 1,5 milhão. E hoje?
Documento retirado do livro Dossiê K

Em tempos de cartões corporativos correndo à vontade em órgãos federais (a começar do presidente Lula), é época de relembrar um outro caso parecido, hoje arquivado em alguma gaveta.

Foi em agosto de 1999. Naquele mês, descobriu-se que o então governo Marconi Perillo havia gastado, em poucos meses, quase 1,5 milhão de reais em comidas, jóias, presentes, cerveja, vinho, flores, gelo, entre outros badulaques.

Tudo, claro, era dinheiro retirado dos cofres do Estado de Goiás. Havia até uma denominação para esta verba: "Despesa de caráter secreto e reservado". Foi dinheiro público usado em benefício particular, tal como acontece agora com os cartões corporativos de vários escalões do governo federal.

Entre agosto e outubro de 1999, por exemplo, gastou-se quase 6 mil reais em vinhos no Palácio das Esmeraldas. O então porta-voz do governador, Marcos Villas-Boas, justificou o gasto com tanto vinho, em entrevista ao vivo à então Rádio K (hoje Rádio 730):

- Essas pessoas vieram aqui, não vieram só passear não, nós estamos doidos para poder oferecer um vinho a elas, pra que elas fiquem num ponto tal que possam prometer ao Estado de Goiás aquilo que nós precisamos

Todos os dados acima estão documentados no Dossiê K, livro de Jorge Kajuru apreendido pela polícia goiana em 2002, na véspera da eleição que reelegeu Marconi Perillo. Para ter acesso à íntegra do livro, inclusive a documentação referente a este caso (páginas 65 a 73), clique aqui.

A tal verba secreta acabou depois disso? Uma resposta otimista: ninguém sabe. O portal da transparência criado no governo Marconi nunca funcionou como o federal funciona.

Os patamares de transparência são, digamos, diferentes.

Postado por Eduardo Horácio às 01:25 de 07/02/08.
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08/02/08 - Sexta-feira
Planaltina
Direitos Humanos confirma violação de direito de menor presa em Goiás

Da Folha de S.Paulo

A Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH) recebeu, nesta sexta-feira, a denúncia de que uma menina de 14 anos estava presa junto com outras três mulheres adultas e no mesmo prédio em que se encontram detidos outros 110 homens, na cadeia pública de Planaltina (GO), o que foi confirmado numa diligência à cidade. A informação teria sido dada à secretaria pela advogada de umas das detentas.

Leia mais clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 18:03 de 08/02/08.
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09/02/08 - Sábado
Política
PT goiano: entre o fim e o reinício

Não é de hoje que o PT goiano cai na conversa mole de outros partidos.

Em 2004, o candidato à reeleição em Goiânia, Pedro Wilson, esperou pelo apoio de Marconi Perillo (PSDB) até os últimos dias, recusando uma generosa proposta de Iris Rezende (em novembro de 2003) para o PMDB indicar sua vice.

No fim, ficou sem apoio do PSDB e do PMDB. Este, aliás, lançou Iris, atacou a imagem do PT e ganhou a eleição.

Em 2006, o PT se ofereceu ao PMDB. Fez até prévias. E escolheu um vice para a chapa encabeçada por Maguito Vilela (PMDB). Invertendo a lógica de 2003, o PMDB é que esnobou o PT. Foi de chapa pura. Trocou o PT por Onaide Santillo, já semi-aposentada na política de Anápolis.

Agora, a ingenuidade está sendo liderada por Neyde Aparecida, Osmar Magalhães, Carlos Soares e Luís César Bueno. Eles se oferecem para Iris. Dizem falar em nome de Lula.

Querem um vice na chapa liderada por Iris. Com uma oferta petista tão afoita, o PMDB esnoba o PT, revivendo 2006. O partido irista, que tentava conquistar o PT, agora já pensa em chapa pura ou aliança com outro partido.

Afinal, para o PMDB, Iris já ganhou a eleição de 2008. Falta só achar um vice para assumir a prefeitura em abril de 2010, quando o mesmo Iris será candidato a governador.

Se quisesse mesmo ser um partido de verdade e, até mesmo indicar o vice de Iris - e sair lucrando com isso –, o PT deveria fortalecer um nome, trabalhá-lo como candidato, negar qualquer hipótese de desistência e só em junho, a depender das circunstâncias, negociar com o PMDB. É o bê-á-bá da política.

Não é o que acontece. O PT goiano, como das vezes anteriores, age como se não soubesse o que é jogo político. Negocia agora – quando está fraco – e já se mostra entregue. Poderia negociar politicamente em junho, quando estaria inevitavelmente mais forte do que agora.

Saindo da lógica própria do jogo político, há armadilhas de raciocínio que o PT ainda não analisou.

 O nó principal é discutir as premissas que levam o partido a achar que Iris é uma saída. Por que Iris? É para fortalecer o embate anti-Marconi e pegar a prefeitura a partir de 2010? Mas será mesmo que Marconi é o adversário número 1 e Iris é o rei da cocada?

Não foi o PT, com Osmar Magalhães à frente, que sempre disse que Iris e Marconi eram iguais? Não foi o mesmo Osmar que em 2004 ficou esperando um chamado de Marconi e impediu uma aliança com Iris?

É uma aposta perdida ficar do lado de Iris para vencer Marconi ou ficar do lado de Marconi para vencer Iris. Tanto faz.

Se Iris ganha, ele não se abre ao debate com ninguém. Muito menos com quem é aliado.

Pelo contrário: Iris, desde sempre, tem o hábito de tratar aliados como subalternos. Não há concessões com ele. Idem com Marconi. É só perguntar para Ronaldo Caiado. Bom ou ruim, é o estilo de ambos.

Se o PT ainda espera ter alguma relevância na política de Goiás, o caminho indica distância de Marconi e de Iris.

Não que o PT não tenha vícios até maiores do que os de PSDB e PMDB. O que se discute, aqui especificamente, não são os vícios. É sobrevivência política.

Se quiser um dia ser grande, o PT do Estado precisa aprender a enfrentar os grandes de igual para igual. E não como um partido sem iniciativa, refém do vento, sem rumo.

Postado por Eduardo Horácio às 03:40 de 09/02/08.
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13/02/08 - Quarta-feira
Política
Uma retrospectiva

Abaixo, uma relação de artigos recentes deste blogueiro sobre a possível aliança PMDB-PT em Goiás:

PT assume sua face masoquista
http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=606

Iris Rezende quer mesmo o PT?
http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=578

PT goiano é ‘Amélia’ de Lula?
http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=540

PT goiano: entre o fim e o reinício
http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=674

Postado por Eduardo Horácio às 23:49 de 13/02/08.
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09/02/08 - Sábado
Política
Governo de Goiás tentou implantar uso de cartão corporativo em 2004

Idéia surgiu no segundo mandato de Marconi Perillo. Hoje, Estado utiliza verba secreta, diárias e adiantamento de despesas

Por Fabiana Pulcineli
De O Popular

O governo de Goiás ensaiou criar o cartão corporativo no Estado, chegando a baixar um decreto em 22 de abril de 2004 que instituía o mecanismo semelhante ao já adotado na União.

A idéia, que daria maior transparência aos gastos públicos, não avançou, segundo informações da Agência Goiana de Administração (Aganp), hoje incorporada à Secretaria da Fazenda (Sefaz).

O decreto foi alterado em fevereiro de 2006, com nova tentativa de implantação, mas não houve o contrato com o banco que forneceria os cartões.
(...)
O POPULAR tentou obter os dados sobre os valores gastos no ano passado junto à Sefaz, mas não teve resposta do secretário da Fazenda, Jorcelino Braga.
(...)
Com valores bem maiores do que os gastos com as diárias estão os adiantamentos de despesas, solicitados em casos considerados emergenciais – em que não possam ser submetidas ao processo normal de aplicação –, como realização de eventos no interior. Neste caso, o órgão solicita os recursos à Sefaz, estabelecendo uma previsão dos setores em que serão gastos e depois apresenta as notas fiscais, devendo devolver aquilo que não foi utilizado. Não há limite para os pedidos, segundo informações de secretários. A reportagem obteve informações de solicitações de R$ 5 mil a R$ 10 mil.

Também chamada de adiantamento, a verba secreta só pode ser utilizada pela Governadoria, Polícias Civil e Militar e Gabinete Militar, de acordo com informações do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Os recursos são utilizados teoricamente para despesas de emergência e de caráter secreto e reservado – quando tratam de interesse da segurança do Estado e da manutenção da ordem política e social ou de diligências que exigem determinado grau de sigilo.

Leia a matéria na íntegra clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 03:55 de 09/02/08.
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09/02/08 - Sábado
Estradas
Deputados federais contra balança nas rodovias goianas

Do blog de
Marcus Vinícius Felipe

Três deputados federais procuram figuras eminentes (e pardas) do governo estadual para tratar do seguinte assunto: balanças de fiscalização nas GOs (as rodovias estaduais). Declaram que são contra, que vai encarecer o frete e bláblábláblá...

O fato é que há muito as as GOs sofrem com abusos de transportadoras e caminhoneiros à serviço de usinas, gaiolas (gado) e outros. Os chamados "bi-trem" (caminhão com dois eixos) e "tri-trem" (três eixos) arrebentam as estradas estaduais, pois extrapolam (e muito) a tara (peso transportado) das estradas. O resultado: buracos nas estradas.

O governador Alcides Rodrigues (PP) descobriu que é mais barato pôr balança nas estradas (e fiscalizar os excessos) que remendar o estrago feito pelos abusados.

Chore quem chorar, quem ganha com a medida é a maioria da população que vai ser servida por estradas de melhor qualidade.

Postado por Eduardo Horácio às 03:25 de 09/02/08.
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10/02/08 - Domingo
Política
Balestra quer ressuscitar Boadyr
Foto: Paulo José

Ex-prefeito, condenado por estupro de sete meninas, deve ser o candidato de PP, PSDB, PTB, PR, PSB e PPS na Cidade de Goiás, em outubro. Terá apoio de Alcides e Marconi

Quando se imagina que a base de sustentação de Alcides Rodrigues (PP) está no fundo do poço, o secretário de articulação política Roberto Balestra (PP) vem tornar as coisas ainda piores.

Segundo informa a coluna de Eduardo Sartorato na Tribuna do Planalto, Balestra está dando gás para que o ex-prefeito da Cidade de Goiás Boadyr Veloso (PP) volte a se candidatar à prefeitura.

Boadyr poderia ter o apoio de até 13 partidos, incluindo PSDB, PTB, PR, PSB e PPS.

Para quem não se lembra, Boadyr foi condenado a 13 anos de prisão por estupro de sete meninas e favorecer a prostituição infantil. Está em liberdade.

Em 2004, tentou a reeleição, sem sucesso. Agora, quando já estava praticamente morto na política, está sendo reerguido pelo secretário de articulação política do Estado.

Boadyr é filiado ao PP. O mesmo partido de Alcides e Balestra. Sua expulsão do partido nunca foi sequer discutida.

Três anos antes de ser eleito prefeito, em 1997, Boadyr Veloso foi preso em flagrante com uma menor e uma mulher adulta num motel de Goiânia.

O prefeito se defendeu cinicamente, dizendo "que estava no motel discutindo política". Boadyr foi condenado por estupro continuado e por favorecer a prostituição de menores.

Como o arcaico Código Penal brasileiro diz que o processo é extinto se a menor vítima de abuso se casar e não entrar na justiça, Boadyr se safou. As sete menores que foram vítimas de Boadyr se casaram, em tempo recorde: em 48 horas e coincidentemente no mesmo cartório.

O fato de Boadyr estar livre (e ainda atuar na política) é tão escandaloso, que vários jornais do país já fizeram matérias sobre o caso. A revista Época dedicou seis páginas para o assunto. Boadyr passou a ser destaque também no exterior. O jornal The Wall Street Journal também fez matéria a respeito.

Mas é preciso dizer que tão grave quanto Boadyr estar livre é o PP não expulsá-lo e ainda ter apoiado sua eleição, em 2000, e a candidatura à reeleição, em 2004.

Agora, como se nada tivesse acontecido, Balestra trabalha para uma nova candidatura de Boadyr.

Se o PP fosse um partido sério, o PP de Goiás já estaria sob intervenção há tempos.

Para ler sobre Boadyr Veloso na revista Época clique aqui.

Para ler sobre no Boadyr Veloso no The Wall Street Journal clique aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 20:47 de 10/02/08.
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12/02/08 - Terça-feira
Blogosfera
Duas indicações

O jornalista Marco Aurélio Vigário acaba de estrear seu blog: Primeiro Plano. A proposta é ter, como ele mesmo define, rascunhos sobre filmes, livros, músicas e pequenas crônicas do cotidiano. Na estréia, uma crônica a respeito de sua ida (de ônibus) ao estádio Serra Dourada. É jornalismo gonzo de primeira. E imperdível é seu texto sobre o ótimo filme O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford. Para visitar o blog de Marco Aurélio, clique aqui.

Outro blog obrigatório é do também jornalista Gilberto G. Pereira (Leituras do Giba). Destaque para a escrita elegante do autor. Para vistar o blog de Gilberto G. Pereira, clique aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 03:53 de 12/02/08.
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12/02/08 - Terça-feira
Entrevista
Marcelino Freire
Foto: Arquivo Pessoal

"Se é para o escritor escrever a mesma coisa, que vá redigir manual de eletrodomésticos, entende? E olha: há muito escritor preocupado com a posteridade. Nunca cansam de me perguntar: 'Dessa geração, quem ficará?'. Pergunta idiota. O que sei é que todo mundo vai ficar, sim, debaixo do chão um dia. E só. O que sei é que me inspirei em clássicos para fazer o Contos Negreiros. Queria muito fazer um livro "abolicionista" em pleno começo de novo milênio. Para isso, fui e reli Castro Alves, Jorge de Lima, Cruz e Sousa. Fui iluminado por eles, entende?"

A resposta acima é parte da entrevista com o escritor Marcelino Freire (foto), feita em 2005 por este blogueiro. Já está postada na seção de entrevistas. Quem conhece a literatura de Marcelino, sabe que é de boa qualidade.

Suas respostas na entrevista, também. Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 02:09 de 12/02/08.
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12/02/08 - Terça-feira
Cinema
Tropa de Elite, segundo Le Monde

Críticas sobre o filme Tropa de Elite publicadas no blog de Thomas Sotinel, crítico de cinema do jornal francês Le Monde:

- O filme faz apologia da tortura
- Segue a receita do neoconservadorismo de Hollywood:
a) edição frenética;
b) câmera epiléptica;
c) narrativa que não deixa espaço para a ambiguidade;

O crítico ainda reclama que o filme passou com legendas em alemão, enquanto os outros filmes optaram pelo inglês.

(Tropa de Elite est réalisé selon les recettes du néo-conservatisme hollywoodien, montage frénétique, caméra épileptique, récit qui ne laisse aucune chance à l'ambivalence. Il n"est pas besoin d’être hypersensible pour y voir une apologie de la torture et des exécutions extra-judiciaires. Comme Tropa de Elite succédait à un film iranien, The Song of Sparrows de l’Iranien Majid Majidi (le Sparrow de Johnnie To est un chardonneret, celui de Majidi un moineau) dont le conservatisme religieux n’avait d’égale que la mièvrerie, on est allé chercher un peu de lucidité politique ailleurs.)

Para ler a íntegra do post de Thomas Sotinel, clique aqui.
Para ver toda a cobertura do Festival de Berlim no blog, clique aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 21:54 de 12/02/08.
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13/02/08 - Quarta-feira
Inquérito
MP investiga cartão corporativo de GO

Retirado do sítio do Ministério Público Federal-GO

Os gastos com cartão corporativo e as movimentações nas contas tipo "B” em Goiás estão sob investigação do Ministério Público Federal.

Um inquérito Civil Público foi instaurado na última segunda-feira, 11 de fevereiro, para apurar irregularidades e ilegalidades no uso destes instrumentos por parte de órgãos federais com atuação no Estado.

O MPF/GO considera necessário apurar a veracidade das notícias da imprensa nacional acerca do uso abusivo, irregular e ilegal dos Cartões de Pagamento do Governo Federal por servidores.

Os órgãos com atuação em Goiás que estão sob investigação são: IBGE; Incra; Cefet-GO; Inmetro; Funasa; Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento; UFG; Receita Federal do Brasil em Goiânia e Anápolis; Delegacia Regional do Trabalho; Anatel; PRF; Distrito de Meteorologia de Goiânia; INSS em Goiânia e Anápolis; Escola de Agricultura de Rio Verde; FAT-DRT; Laboratório Nacional Agropecuário e Coordenação de Vigilância Sanitária de Portos, Aeroportos e Fronteiras.

Para saber mais, clique aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 01:22 de 13/02/08.
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14/02/08 - Quinta-feira
Tucanagem
Lúcia Vânia: um pé fora do PSDB

Irritada com críticas de colega de partido por rejeitar suas emendas ao orçamento, senadora goiana diz que vai deixar o partido

Ela acusa Marconi Perillo de restringir seu espaço no PSDB de Goiás

"Eu vou tomar o meu rumo”, disse a senadora, com exclusividade ao Congresso em Foco

Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) ironizou Lúcia Vânia: "A senhora é a senadora mais bonita de Goiás", disse ao se dirigir à única senadora goiana. "Se já tem R$ 50 mil, por que é ilegal ter mais R$ 50 milhões?", reclamou.

Por Lúcio Lambranho
Do Congresso em Foco

Destino do maior volume de emendas parlamentares, o Ministério do Turismo sofreu uma dura derrota ontem (13) na Comissão Mista de Orçamento, com a aprovação de apenas R$ 538,9 milhões dos R$ 6,6 bilhões pedidos por deputados e senadores para a proposta orçamentária de 2008.

Mas a pasta da ministra Marta Suplicy não foi a única a acusar o golpe. A rejeição das emendas também atingiu em cheio o ninho tucano e pode precipitar a saída da senadora Lúcia Vânia (GO) do PSDB, reduzindo a bancada oposicionista no Senado.

"Eu vou tomar o meu rumo”, disse a senadora, com exclusividade ao Congresso em Foco, ao anunciar que pretende deixar o partido depois de 11 anos de militância e de ser uma das principais executoras da área social no governo Fernando Henrique Cardoso.

Essa posição, segundo Lúcia, já vinha sendo estudada desde que ela foi excluída dos cargos do diretório do PSDB em Goiás. Mas a gota d’água para o desabafo da senadora foi uma discussão na manhã de ontem na Comissão Mista de Orçamento com o também senador goiano tucano Marconi Perillo, a quem ela acusa de restringir seu espaço na legenda.

Lúcia Vânia rejeitou as emendas de seu colega, que preside a Comissão de Infra-Estrutura, considerando a Resolução nº 1, de 2006, de autoria do deputado Ricardo Barros (PP-PR). A norma restringiu os ministérios para os quais as comissões permanentes do Congresso podem propor emendas. Pela regra, a comissão de Marconi não poderia pedir recursos para a pasta comandada por Marta Suplicy (leia mais).

Os argumentos da senadora contra a destinação de mais verba para o turismo também contrariaram a vontade de vários deputados da CMO, que tentavam ampliar suas emendas no relatório setorial destinado ao setor.

A relatora disse que os ministérios dos Transportes e do Trabalho poderiam receber, por meio dos respectivos relatórios setoriais, as emendas rejeitadas por ela tanto para a construção de estradas em regiões turísticas como para a capacitação do setor.

"Como o orçamento do Turismo é limitado, a construção de uma estrada pode durar três orçamentos, como aconteceu no meu estado, na região de estâncias termais", explicou a senadora.

Apesar da resistência de Lúcia Vânia, a CMO aprovou um destaque ao seu relatório. A proposição foi apresentada pelo deputado Zé Gerardo (PMDB-CE) e prevê R$ 1 milhão para projetos de infra-estrutura turística. Os outros 76 destaques foram rejeitados pela comissão, como queria a relatora.

Ontem, durante a votação de seu relatório, a senadora resolveu, mesmo contrariando a resolução, destinar "simbolicamente" R$ 50 mil para as duas emendas de Marconi, que pleiteava R$ 600 milhões para obras turísticas em municípios goianos, e mais R$ 50 mil para outras duas emendas que também reivindicavam recursos mais robustos, totalizando R$ 200 mil.

“O meu partido”
A relatora setorial decidiu deixar nas mãos do relator-geral do Orçamento, deputado José Pimentel (PT-CE), a possibilidade de aumentar ou não o total de recursos para essas quatro emendas caso ele decida que a resolução não deve ser aplicada nesses casos. 

A reação de Marconi foi imediata. Apesar de não fazer parte da Comissão Mista de Orçamento, o senador goiano fez questão de defender pessoalmente suas sugestões orçamentárias. Diante da resistência de Lúcia, declarou: "Vou levar essa questão para o presidente do meu partido, senador Sérgio Guerra". A senadora retrucou: "O seu partido, senador, é o meu partido".

A discussão também teve a intervenção do deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), aliado de Marconi e integrante da CMO. Antes de questionar a colega, Leréia escorregou na ironia. "A senhora é a senadora mais bonita de Goiás", disse o deputado ao se dirigir à única senadora goiana. "Se já tem R$ 50 mil, por que é ilegal ter mais R$ 50 milhões?", reclamou.

Ao término da sessão em que teve suas emendas rejeitadas, o ex-governador de Goiás disse ao Congresso em Foco que levaria mesmo o caso o presidente do PSDB, o senador pernambucano Sérgio Guerra. "O problema não é a emenda. O problema é que ela é muito individualista", criticou.

"Não posso viver ao sabor do que ele quer. São mais de 40 anos de vida pública e eu não posso me sujeitar a isso. Eu fui a única relatora que não foi investigada pela CPI dos Anões do Orçamento", desabafou a senadora goiana em entrevista ao site.

"Sou apaixonada pelo partido, tive participação importante no governo Fernando Henrique, executando programas sociais como o Peti [Programa de Erradicação do Trabalho Infantil] e o Bolsa Escola, mas ele não me deixa um cargo no PSDB de Goiás", reclamou Lúcia Vânia.

Ainda quando conversava com o repórter, a senadora recebeu um telefonema de Sérgio Guerra. "Tenho certeza de que essa situação vai ser resolvida", respondeu o senador ao ser questionado pelo site sobre a declaração de guerra entre os tucanos.

Quando foi questionado pela reportagem, ainda em dezembro, a respeito dos vetos da senadora às emendas orçamentárias, Guerra ficou do lado de Lúcia. "Isso não pode, e mostra que a resolução, que ainda não é suficiente, não está sendo respeitada. O orçamento segue sem o menor controle novamente", criticou o parlamentar na época. 
 
O senador pernambucano foi indicado para ser o relator setorial da área de Turismo, mas, por ter assumido a presidência do PSDB, repassou a tarefa para a colega.       

Leia todo o texto clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 14:26 de 14/02/08.
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14/02/08 - Quinta-feira
Política
Marconi: ‘cortei o mal pela raiz’
Reprodução

O boletim do senador Marconi Perillo (PSDB) apresenta, em sua edição de hoje, uma matéria em que ele, Marconi, diz ter “cortado o mal pela raiz” quando aboliu em 1999 o uso de cartões corporativos e verba secreta em Goiás.

 

Aos fatos:

 

1º) Marconi não aboliu o cartão. Não aboliu porque ele simplesmente não existia. E como não existia, tentou criá-lo em 2004, mas não obteve sucesso (clique aqui e saiba mais a respeito);

 

2º) Se o cartão fosse criado, seria até bom. Daria transparência para as verbas pessoais do governador e seus auxiliares. Mas não. Não foi criado e continuaram as despesas “de caráter secreto e reservado”, não disponíveis para consulta em nenhum sítio da internet;

 

3º) O uso da verba secreta em Goiás foi feito em seu governo, inclusive em 1999. Com farta documentação conseguida pelo então radialista Jorge Kajuru, relevou-se em 1999 um gasto de mais de R$ 1,5 milhão de dinheiro secreto. Tudo gasto pelo Palácio das Esmeraldas. E era só o primeiro ano do primeiro mandato de Marconi;

 

4º) O governo de Marconi gastou o dinheiro secreto, em 1999, em comidas, jóias, presentes, cerveja, vinho, flores, gelo, entre outros badulaques. Entre agosto e outubro de 1999, por exemplo, gastou-se quase 6 mil reais em vinhos no Palácio das Esmeraldas;

 

Os documentos foram contestados em 1999? Nunca. O governo assumiu que fazia uso, sim, da verba secreta.

 

E até o então porta-voz do governador, Marcos Villas-Boas (que hoje produz o boletim de Marconi), ainda teve o trabalho de justificar o gasto da verba.

 

Documentos? Clique aqui e saiba mais.

 

O que explica, então, Marconi agora posar de bom-moço e dizer que aboliu cartões, verbas secretas e ainda cortou “o mal pela raiz”? Ele aposta na falta de memória?

Postado por Eduardo Horácio às 22:11 de 14/02/08.
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15/02/08 - Sexta-feira
Política
O álibi de Alcides e Jorcelino

Tão grave quanto descobrir um déficit enorme é manter esse deficit indefinidamente, sem estancá-lo.

No início de dezembro, o secretário da Fazenda Jorcelino Braga anunciou que revelaria os supersalários do Estado. Tinha gente, segundo ele, ganhando 30 mil reais por mês.

Ele revelou? Nada. Cortou os supersalários? Pelo que se sabe, nada.

Anuncia-se agora que o governo Alcides fechou 2007 com déficit de R$ 914 milhões.

Alcides já está há quase 24 meses no poder. Ele e Jorcelino - que está desde o início de 2007 - repetem a lenga-lenga do déficit mensal superior a R$ 100 milhões (herdado do governo Marconi) há tempos.

Alcidistas insistem na tese de herança maldita de Marconi.

Mas isso, claro, já não serve mais de desculpa.

Afinal, como já dito aqui, tão grave quanto descobrir um déficit enorme é manter esse deficit indefinidamente, sem estancá-lo.

Da mesma gravidade é descobrir salários de R$ 30 mil e mantê-los ad infinitum, como Alcides e Jorcelino estão fazendo.

Jogar a culpa em Marconi?

Um ano atrás ainda fazia algum sentido. Hoje, virou um álibi para um governo cada vez mais desastroso. 

Postado por Eduardo Horácio às 00:09 de 15/02/08.
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15/02/08 - Sexta-feira
Política
Alcides está magoado

O discurso do governador Alcides Rodrigues (PP) hoje na Assembléia Legislativa dá a medida do quão perdido seu governo está.

Em vez de fazer cobranças políticas aos seus aliados ou de apresentar projetos para o Estado, o governador do Estado resolveu discursar sobre a "amizade".

E citou Marco Túlio Cícero. "A amizade é uma característica das pessoas de bem. (...) Não trazem dentro de si cupidez, nem paixões, nem inconstância, e são dotadas de uma grande força de alma.”

O recado, claro, foi endereçado ao senador Marconi Perillo (PSDB), que estava na platéia.

Em de vez de apontar para questões relevantes para o Estado, Alcides perde seu tempo lamentando a amizade "perdida" de Marconi Perillo...

Postado por Eduardo Horácio às 23:50 de 15/02/08.
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16/02/08 - Sábado
Política
O PT que ‘demoniza’ o quase aliado Iris

Por Anapaula Hoekveld
Da Tribuna do Planalto

Embora o PT esteja em plena disputa interna para definir se o partido vai lançar candidato próprio ou abrir mão da cabeça-de-chapa para se aliar ao PMDB, as principais críticas direcionadas partem de petistas que chegam a demonizar Iris.

Em discurso inflamado durante a realização de um ato pró-candidatura própria, realizado na sede metropolitana do PT, na última quinta-feira, o deputado Humberto Aidar fez duras críticas ao prefeito. Aidar chamou Iris de cobrador de impostos e afirmou que se o PT decidir se coligar ao PMDB estará menosprezando a militância. O postulante ressaltou ainda que muitos dos recursos convertidos em obras, pela prefeitura, advêm do governo federal e outros, ainda, são da época de Pedro Wilson.

"Não sou adepto da campanha paz e amor. Eu quero é partir para cima", diz o pré-candidato arrancando aplausos da militância que compareceu à reunião. Aliás, além de aplausos, Aidar provocou risadas dos petistas ao dizer que a probabilidade de o PT se coligar agora ao PMDB seria a mesma de cruzar com o saci-pererê ao final do encontro. "Fico até com febre só de imaginar aquela bandeira amarela do PMDB na nossa corcunda", completou.

Leia mais clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 04:22 de 16/02/08.
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16/02/08 - Sábado
Política
Marconi a caminho do isolamento

Se Marconi já não é mais majoritário na base aliada, aos poucos ele também perde espaço interno. Vários de seus colegas de partido estão ressentidos

Quando a eleição de 2006 terminou com a vitória de Alcides Rodrigues (PP), uma das poucas certezas sobre a política goiana era a candidatura a governador de Marconi Perillo (PSDB) em 2010.

O tucano, inclusive, apoiou Alcides com esse propósito: o pepista não poderia ser reeleito em 2010, o que facilitaria sua terceira candidatura pela base aliada.

Mais de um ano depois, o cenário é menos favorável a Marconi. Em vez de unir a base, ela se afastou dele.

Alcides, igualmente, não conseguiu segurar os partidos aliados. E uma ex-base, que poderia se dividir em dois grupos, deve agora caminhar ainda mais fragmentada.

O desgaste de Marconi começou em janeiro de 2007, quando forçou a eleição de Deivison Costa (então no PMDB) à presidência da Câmara de Vereadores apenas para impor um remédio amargo a Iris. O efeito colateral sobrou para Marconi, que desagradou seus aliados.

Em fevereiro do mesmo ano, Marconi fomentou o racha no PSDB na eleição da Assembléia Legislativa. Outra eleição que deixou aliados magoados com o resultado final.

A bola da vez, em seguida, foi Nion Albernaz (PSDB). Quando Nion tentou voltar à política, sendo candidato pela base aliada, Marconi entrou no processo e passou a dizer que poderia transferir o título eleitoral para Goiânia - sendo, portanto, candidato a prefeito. Marconi, assim, ofuscou as pretensões de Nion, embora não pretendesse ser candidato em nenhum momento.

Em outubro de 2007, na eleição do diretório do PSDB em Goiás, Marconi bancou a eleição de Leonardo Vilela, sem antes conversar com o partido. Resultado: a maioria do PSDB ficou descontente.

A senadora Lúcia Vânia disse ter se sentido "excluída".

O deputado federal João Campos reclamou da falta de debate interno. "Não houve sequer uma reunião com a bancada do PSDB para tratar do assunto."

O deputado federal Carlos Alberto Leréia disse não ter participado do processo de formação da chapa e até fomentou denúncias contra Leonardo Vilela.

Raquel Teixeira apontou para a má-condução do processo.

As reclamações não eram para menos. Como definiu Lúcia Vânia, a chapa virou uma "reunião de amigos".

Além de Leonardo, foram eleitos o deputado estadual Daniel Goulart (vice-presidente), o cunhado de Marconi Sérgio Cardoso (secretário geral) e o suplente de Marconi no Senado Paulinho de Jesus (tesoureiro). O que Marconi e Leonardo talvez não tenham percebido é que a chapa 100% marconista acabou deixando os dois ainda mais isolados dentro do partido.

O novo episódio agora passa pela provável saída de Lúcia Vânia do PSDB. Lúcia rejeitou as emendas ao orçamento de Marconi Perillo e ficou irritada com as críticas que passou a receber de Marconi e Carlos Alberto Leréia.

Marconi quis levar o debate para o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra. Leréia preferiu o deboche. "A senhora é a senadora mais bonita de Goiás", disse ele ao se dirigir à única senadora goiana. "Se já tem R$ 50 mil, por que é ilegal ter mais R$ 50 milhões?", completou.

Lúcia Vânia, como se sabe, é candidata natural à reeleição ao Senado, em 2010. Expulsando-a do PSDB, Marconi abre caminho para Leréia ser candidato ao Senado. Pelo menos é o que deseja.

O que talvez Marconi não prevê é que Lúcia será candidata também. Não pelo PSDB. Talvez pelo PP, um provável novo partido. O que significaria que ele, Marconi, estaria de um lado e ela, Lúcia, de outro (do lado de Alcides?).

O deputado estadual Túlio Isac (PSDB), longe de Brasília, também quis incendiar o debate. "A vida inteira Lúcia quis deixar Marconi. Se ela acha que não deram o valor que ela achou que merecia, está passando da hora de ela sair do partido."

Se Marconi já não é mais majoritário na base aliada, aos poucos ele também vai perdendo espaço interno. Vários de seus colegas de partido têm ressentimento escondido na gaveta.

E apoio declarado, agora, Marconi só tem de Leréia, Túlio Isac e outros menos votados. É com eles que Marconi tentará ser governador pela terceira vez em 2010?

Postado por Eduardo Horácio às 05:01 de 16/02/08.
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16/02/08 - Sábado
Política
Marconi elege seus inimigos

Lúcia Vânia entra como ponto perturbador de Marconi principalmente se permanecer no PSDB. Nacionalmente, a senadora tem bom trânsito no partido e confiança dos principais líderes tucanos

Por Vassil Oliveira
Da Tribuna do Planalto

Aos poucos, o senador Marconi Perillo (PSDB) define quem quer contra ele nas próximas eleições. Um dos pressupostos de Maquiavel é este: o político deve escolher o inimigo. No início da semana passada, ele acrescentou à galeria dos que quer contra seu projeto, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Em entrevista ao Diário da Manhã, publicada em seis páginas na segunda-feira, Marconi foi claro, ante a oportuna pergunta do diretor de Redação do jornal, João Bosco Bittencourt: (O sr.) teme uma candidatura de Meirelles (ao governo, em 2010)?

- Não quero tratar deste assunto. Minha experiência política diz que, quando se busca um projeto eleitoral, todo adversário merece respeito. Em um projeto eleitoral, o adversário que parece ser fraco pode se transformar no adversário mais potente. E, às vezes, o adversário que é considerado mais forte, transforma-se no adversário mais fraco. É muito relativo. Depende muito das circunstâncias do momento - disse o senador.

Alguma dúvida? Isso no início da semana. Ao final, outro adversário definitivamente estabelecido: a senadora Lúcia Vânia (PSDB). Só para lembrar, os dois protagonizaram bate-boca na Comissão Mista de Orçamento porque Marconi queria enfiar emendas, segundo Lúcia, no orçamento do Ministério do Turismo, contrariando resolução que restringe os ministérios para os quais as comissões permanentes do Congresso podem propor emendas. Marconi acusou Lúcia de individualista, que retrucou afirmando que não pode "viver ao sabor do que ele quer".

Alguém dirá: mas qual a novidade, se se sabe que Marconi não cumpriu acordo firmado com Meirelles de garantir-lhe vaga para disputar o Senado, em 2002, e que, neste mesmo ano, ao tentar garantir a vaga para o presidente do BC, foi para o confronto direto com a senadora, o que se repetiu outras vezes, a mais recente na definição do deputado federal Leonardo Vilela como presidente regional do PSDB, sem que fosse consultado, segundo reclama?

De fato, nenhuma novidade na constatação de que ele já acumulava contrariedade desses dois nomes. Só que isso era velado. Marconi nunca tinha deixado escapar que vê em Meirelles um adversário para 2010. Mantinha aceso o discurso elogioso e distante, a indicar ambigüidade no posicionamento sobre uma possível candidatura do presidente do BC ao governo.
(...)
Nessa história, Lúcia Vânia entra como ponto perturbador de Marconi principalmente se permanecer no PSDB. Nacionalmente, Lúcia tem bom trânsito no partido e confiança dos principais líderes tucanos. Aqui, é defensora de primeira hora de Alcides e adversária antiga de Marconi e seu grupo mais próximo (Leonardo Vilela, Carlos Alberto Leréia e Daniel Goulart), que vira e mexe estão em confronto direto com ela.

Uma crítica muito ouvida sobre Marconi é que ele tenta impor a sua história sobre todas as outras. Para firmar a sua, como "o maior político de Goiás em todos os tempos", busca anular as demais. Daí a visão de que todos se subordinam a ele, todos lhe devem vênia, e que qualquer ação em contrário é um acinte que deve ser combatido com fúria divina – afinal, não se contraria Nosso Senhor.

Certo é que não se escreve uma história antes de construí-la. A não ser que seja peça de ficção. A história de Marconi está sendo construída. O mais que há é um drama muito bem-urdido para sensibilizar a platéia. O detalhe: parte da platéia marconista não é passiva. E, tanto quanto ele, quer ser protagonista.

Leia o texto na íntegra clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 04:57 de 16/02/08.
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16/02/08 - Sábado
Política
Barbosa, abelhas e sacos de mel
Foto: Lailson Damasio

Barbosa pode ser o candidato da base aliada? De toda, provavelmente não. De uma parte dela, pode até ser

O presidente da Agência Goiana de Turismo (Agetur), Barbosa Neto (PSB), oficializou a guerra com Raquel Teixeira (PSDB) pelo posto de candidato da base aliada na quarta-feira, 13.

Em discurso no Palácio das Esmeraldas, o pré-candidato citou Shakespeare para atacar Raquel com a frase "não é digno de saborear o mel aquele que se afasta da colméia por medo das picadas das abelhas." Ele faz referência, claro, à saída precoce de Raquel da Secretaria da Cidadania.

Além de escolher um adversário, Barbosa disse indiretamente que a prefeitura de Goiânia é um "mel" a ser "saboreado". Dá a medida da vontade que ele tem de ser candidato.

Barbosa pode ser o candidato da base aliada? De toda ela, provavelmente não. De uma parte dela, tem boas chances.

Afinal, é um candidato novo, tem propostas substantivas e é insistente. Já tentou pelo menos três vezes ser candidato, mas jamais conseguiu. O que vai definir a candidatura de Barbosa é ele próprio.

Os aliados têm motivos para ver problemas em Barbosa. O principal é a falta de confiança que ele inspira. Em 2006, por exemplo, Barbosa tentou ser vice de Alcides Rodrigues (PP), negociou com Maguito Vilela (PMDB) e acabou encabeçando chapa ao lado do PT.

Ou seja: passeou em três blocos políticos distintos sem nem mudar a cor da face.

Basta perguntar a um petista, a um peemedebista e a um pepista o que eles acham de Barbosa. Todos dirão, regra geral, que ele não é, digamos, "estável" politicamente.

Além da firmeza com os aliados, Barbosa precisa parecer menos inofensivo.

O ano de 2004 é um bom exemplo a ser evitado. Marconi Perillo (PSDB) garantiu a Barbosa que ele encabeçaria a candidatura pela base aliada. Na última hora, o escolhido do PSDB e dos demais partidos foi Sandes Júnior (PP).

Como Barbosa não reagiu, abaixou a cabeça e mostrou-se inofensivo, não custa nada o governador de agora também puxar seu tapete.

Foi assim também nos tempos de PMDB. Barbosa tentou ser candidato em 1996 e 2000. Não conseguiu nenhuma das vezes. E nunca reagiu contra Iris e Maguito, os cardeais da legenda.

Outro obstáculo é a insignificância do PSB, partido que o abriga desde 2003. Nem entra aqui a falta de identidade de Barbosa com o partido (ou seria ele um socialista?).

O problema tem fundo pragmático. Tem a ver com o fato de o PSB ter pouco peso político e um minúsculo tempo de TV. Ou seja: ninguém pensa duas vezes antes de descartar um candidato do PSB, seja ele qual for.

Nesse ponto, é o mesmo nó a ser desatado por Ciro Gomes, que tenta, pelo PSB, ser candidato a presidente em 2010.

É claro que Barbosa não está morto. Não há fatos definitivos em política.

Quem, por exemplo, poderia imaginar que em 2004 a maior parte da base aliada apoiaria um candidato como Sandes Júnior (PP)? Barbosa encara hoje os problemas que Sandes enfrentou naquela eleição: a falta de confiança e a pecha de "inofensivo". Sandes acabou candidato.

Uma das saídas para Barbosa é ter o apoio do PP, o que significaria apoio do governador.

Porque o apoio do PSDB será quase impossível. Especialmente agora que resolve atacar a única pré-candidatura tucana. O plano de Marconi Perillo, até para se opor a Alcides, prevê que o PSDB tenha candidato na capital de qualquer maneira.

Barbosa seria arrojado o suficiente para enfrentar Marconi Perillo ou quem mais vier?

Se quiser sair da posição eterna de deputado federal, é a única chance que lhe resta.

Já que Barbosa gosta de ir ao Google para citar Shakespeare, façamos o mesmo.

Frei Lourenço (Romeu e Julieta) diz que o "mel mais delicioso é repugnante por sua própria delícia".

Em outra citação do mesmo autor, em outra obra (Sonho de uma noite de verão), o personagem Bottom diz que é preciso matar a abelha de ancas vermelhas quem quiser um saco de mel.

Postado por Eduardo Horácio às 06:19 de 16/02/08.
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15/02/08 - Sexta-feira
Césio 137
50 casos de câncer na rua 26-A

Por Carla Lacerda
Do Hoje

A estimativa, atualizada depois de quase quatro anos, é da Associação das Vítimas do Césio 137 (Avcésio). Mais de 50 casos de câncer foram identificados em pessoas que moravam ou ainda moram nas imediações da Rua 26-A, no Setor Aeroporto.

As ocorrências, cuja relação com o acidente radioativo não é reconhecida pelas autoridades públicas, estão concentradas exatamente na mesma quadra do antigo ferro-velho de Devair Alves Ferreira, local onde a cápsula foi aberta em setembro de 1987. Segundo o presidente da associação, Odesson Alves Ferreira, o número de neoplasias em 2005 era de 23, fato que motivou o Ministério do Público de Goiás (MP-GO) a abrir inquérito civil na época para apurar a extensão da tragédia entre os vizinhos de Devair.

Leia mais clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 23:39 de 15/02/08.
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16/02/08 - Sábado
Política
PT define se vai de Iris dia 9 de março

Bastavam 14 assinaturas do diretório municipal do PT para que o assunto "aliança com Iris Rezende (PMDB)" fizesse parte da pauta da reunião petista de 9 de março.

Resultado: na reunião de hoje, 15 nomes assinaram o pedido.

Portanto, dia 9, o assunto está na pauta. Nesse dia, em clima de guerra, o PT vai escolher se quer ser vice de Iris ou não.

Por enquanto, a tendência pró-candidatura do PT ainda é majoritária. Mas o grupo irista do PT ganhou força e tempo para reverter o jogo.

Postado por Eduardo Horácio às 23:59 de 16/02/08.
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17/02/08 - Domingo
Política
PSDB abre fogo contra Alcides

Ontem, em Goiatuba, o senador Marconi Perillo (PSDB) mostrou que acha o governador Alcides Rodrigues (PP) mais bobo do que parece.

Afinal, escalou todos os seus porta-vozes (Leréia, Daniel Goulart, João Campos, entre outros) para criticar o governo Alcides. E ele, Marconi, veio no final colocar panos quentes.

Será que Marconi acha que ninguém percebe uma estratégica tão neófita?

A seguir, algumas das frases ditas por seus porta-vozes no encontro de Goiatuba. As frases foram retiradas de reportagens das edições de hoje de O Popular e do Diário da Manhã.

Frases do deputado federal Carlos Alberto Leréia (PSDB):

"Não adianta querermos aqui fazer teatro. As pessoas percebem o que está acontecendo”

"As estradas goianas estão acabando”

“Não tem que apelar. O governo não tem que ficar bravo quando é cobrado por políticos ou pela imprensa. Tem é que responder; explicar por que não cumpre as promessas que fez na televisão e nos palanques”

"A situação é muito grave. A Agência Ambiental existe ou não? Ela pode multar? Isso diz respeito a todos"

“Eu tenho esperança de que haja mudanças e maior diálogo por parte do governo, especialmente com os prefeitos, que precisam do Estado”

“E não é o Braga que tem de falar e ser cobrado. Ele não foi eleito, ninguém o conhece. Foi o Alcides que nós escolhemos para ser governador. Ele é que tem de agir com clareza.”

“Alcides conhecia o governo porque foi vice por dois mandatos, secretário de duas pastas, interventor de Anápolis; acompanhou tudo do governo”

“Não podemos ficar em silêncio vendo que não há predisposição (do governo) para solucionar os problemas. Somos responsáveis também por esse governo porque ajudamos a elegê-lo.”

“O Aécio (Neves, governador de Minas Gerais) viaja para a praia, para o Rio de Janeiro, e nenhuma saída dele do Estado gera desgastes, ninguém vê no jornal. Por quê? Porque os secretários têm autoridade para atuar e trata-se de um colegiado”

“Agora aqui apenas um secretário manda e os outros dizem amém. Está errado.”

Frases do deputado estadual Daniel Goulart (PSDB):

"O PSDB enfrenta pessoas “ingratas que querem manchar o maior patrimônio do partido em Goiás, o senador Marconi”

“Primeiro enfrentamos o PMDB, depois vieram os ataques do DEM, com Ronaldo Caiado, e agora cai a máscara de alguns ingratos.” 

Quem defendeu o governo Alcides dos tucanos foi a senadora Lúcia Vânia (PSDB), cada vez mais afastada do grupo marconista:

“Se Marconi Perillo depositou força nele, é porque ele tem competência. Agora não é hora de jogar pedras, desmerecer um companheiro. O sucesso de Marconi no governo dele dependeu de Alcides, que foi um bom vice. Um não é melhor que outro, ambos mereceram o apoio do povo.”

Postado por Eduardo Horácio às 02:38 de 17/02/08.
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23/02/08 - Sábado
Política
PMDB senta na língua, governo Alcides se cala e Marconi vira oposição

Por Vassil Oliveira
Da Tribuna do Planalto

O senador Marconi Perillo (PSDB) é hoje a única oposição em Goiás. Ele se opõe veladamente ao governo Alcides Rodrigues (PP) e se opõe em discurso ao PMDB do prefeito de Goiânia, Iris Rezende.

Não quer dizer que seja uma oposição ideológica, porque isto não é. É oposição porque se coloca do outro lado, em posição oposta politicamente.
(...)
O PMDB ajuda Marconi fechando a boca em uma estratégia que é inteligente na concepção, porém inepta na ação.

Entendem os peemedebistas que, elogiando e não agindo como oposição a Alcides, empurram Marconi para o isolamento.

De fato, Marconi se isola na oposição. Só que, ao ficar calado e deixar Marconi ocupar todos os espaços com suas teses e artimanhas, o partido de Iris perde o discurso e a razão política.

Em outras palavras: o PMDB está sentado na língua. O partido quer provar que não tem dono, que Iris não é dono da legenda, mas, ao negar isso e renegar a liderança ostensiva de Iris, age como barata tonta. Ruim com Iris? Pois a verdade é outra: pior sem Iris. Quando agia sob um comando único, o PMDB tinha um rumo; com tanta gente querendo mandar (porque é isto que se vê), o partido é um triturador desgovernado.
(...)
A apatia do PMDB só não é menor que a do PP. O PP é outro que acumula ódio por atacado de Marconi e marconistas. E daí? Daí nada. Ódio ou ópio, questão de opinião. E o governador Alcides Rodrigues que se vire. Fica sem ter quem o defenda.
(...)
Marconistas gritam cobrando que o governador rompa o silêncio - não é isto? Pois bem. O que parece claro: Alcides quebrar o silêncio significará romper com Marconi.

O rompimento formal, diga-se, está por um fio.

O que só reforça Marconi na oposição. Porque, voltando ao tema: se o PMDB está agachado esperando que a base acabe com Marconi, e o PP está agachado sonhando que o PMDB volte ao poder e acabe com Marconi, Marconi, enquanto isso, briga de pé. Está no ataque. Nessa história toda, une PP e PMDB uma leitura pragmática do cenário político de 2008: Henrique Meirelles vêm aí; e, contra ele, não há Marconi que resista. Será?

De fato, Meirelles é o único nome hoje, ao lado do de Iris, capaz de inspirar perspectiva de poder maior que o de Marconi. Mas, com tantos resultados positivos na economia brasileira, quem garante que Meirelles será candidato ao governo e não a presidente da República?

Leia o texto na íntegra clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 02:24 de 23/02/08.
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23/02/08 - Sábado
Política
Iris e Marconi: estratégias idênticas

A julgar pelas articulações recentes do PSDB, tem-se a impressão que o senador Marconi Perillo está, novamente, inspirando-se em seu "pai" político no partido vizinho (o prefeito de Goiânia, Iris Rezende) quando arma uma estratégia para voltar a ser governador, em 2010.

As fórmulas que ambos adotam passam pela fragmentação de suas bases, o que os levaria a um fortalecimento interno. É a política do "quanto pior, melhor".

Vamos, uma de cada vez, detalhar as estratégias.

Iris Rezende
A estratégia de Iris começou em 2006. Para recordar cada degrau da estratégia, vamos aos fatos:

1) Iris Rezende não engoliu, no início de 2006, o fato de Maguito e aliados abortarem sua candidatura a governador, como ele desejava. Iris queria novamente o Palácio das Esmeraldas. E foi atropelado pelo PMDB. Resultado: deixou a campanha só na mão de Maguito,  abstendo-se das decisões. Deixou que o PMDB errasse ao descartar o PT no primeiro turno e não fez esforços para Maguito ter mais votos em Goiânia. Resultado: Maguito teve sua segunda derrota consecutiva para governador. Queimou-se no partido, impossibilitado de concorrer de novo, em 2010.

2) Em janeiro de 2007, Iris Rezende - que se recuperava de uma cirurgia, em casa – recomendou voto em Samuel Almeida na Assembléia Legislativa, mas não mexeu um dedo para derrotar Jardel Sebba, candidato de Marconi Perillo. Assim, ao facilitar a vitória de Jardel, o prefeito de Goiânia queimou um outro pré-candidato de 2010: o prefeito de Catalão e presidente estadual do PMDB, Adib Elias. Jardel é arqui-rival de Adib em Catalão. E nove dos dez deputados estaduais peemedebistas (a maioria deles obediente a Iris) votaram em Jardel, fortalecendo o principal adversário paroquial de Adib.

3) No novo mandato de Alcides Rodrigues (PP), a partir de janeiro de 2007, o que faz Iris? Diz-se de oposição, mas recomenda ao partido dar uma trégua ao governador. Quem acaba se expondo não é Iris. São os deputados estaduais do partido. Uns mais, outros menos, praticamente todos os peemedebistas acabam mais ajudando do que atrapalhando Alcides. Resultado: os dez deputados estaduais se queimaram perante a base peemedebista.

4) Sem se expor, atuando apenas nos bastidores, Iris acabou conseguindo o que planejava: ser a única liderança viável do PMDB para 2010. Afinal, Maguito e Adib estão fora do baralho. Os deputados peemedebistas não se destacam positivamente, já que nem cumprem o papel de oposição para o qual foram eleitos. A estrada fica livre para Iris se reeleger prefeito em 2008 e, na seqüência, lançar-se candidato a governador em 2010. Se tudo ocorrer como ele planeja, obviamente.

Repetindo o que se escreveu aqui um ano atrás: quanto mais o PMDB se desmoraliza, mais Iris Rezende se apresenta como o antídoto moralizador.

Marconi Perillo
E Marconi Perillo? É exatamente esta receita que o tucano tenta agora aplicar na base de partidos que sustentou seu governo por oito anos.

Fatos que mostrem isso? Vamos também a eles:

1) Sempre é bom não esquecer que, quando Marconi optou por apoiar a candidatura de Alcides Rodrigues, seu objetivo era claro: ter caminho livre para voltar em 2010. Afinal, de todos os candidatos, Alcides era o único que não poderia se reeleger ao fim de seu mandato de quatro anos.

2) Com Alcides eleito, Marconi passou a trabalhar pelo fracasso de seu governo. Um Alcides forte em 2010 não interessa ao tucano. Afinal, um governador forte une a base com facilidade e impõe, com mais facilidade ainda, um candidato à sua própria sucessão. Marconi não quis correr esse risco. Com Alcides fraco em 2010 (se assim ocorrer), o governador não terá condições de indicar nenhum candidato. Foi a estratégia que Iris usou em 1990. Enfraqueceu, a partir de sua influência em Brasília, o governo de Henrique Santillo. Ele, Iris, pôde então ser candidato sem um adversário à altura. Santillo não tinha mais força política para bancar um nome na convenção do PMDB, nem para dar estímulo suficiente a um candidato de oposição (como tentou, ao apoiar Paulo Roberto Cunha).

3) E se o governador em 2010 for Ademir Menezes (PR), com Alcides deixando o mandato em março para concorrer a outro cargo? Marconi também trabalha com essa hipótese. A tese central é enfraquecer Ademir e seu grupo. Não é à toa que o PSDB lançou Daniel Goulart candidato a prefeito de Aparecida. O PSDB sabe que o prefeito José Macedo vai mal nas pesquisas. Com Maguito Vilela candidato pelo PMDB (possivelmente com o apoio do PP de Ozair) e Daniel Goulart pelo PSDB, as chances do candidato de Ademir em Aparecida ter sucesso (seja ele qual for) são poucas. E com Ademir fraco em Aparecida, sua posição de governador em 2010 não lhe adiantaria muita coisa.

4) A estratégia de Marconi na eleição de Goiânia deste ano vai, aos poucos, ficando clara. A idéia do tucano é desunir a base aliada o máximo que puder. Para isso, insistirá com a candidatura de Raquel Teixeira (PSDB), até mesmo para queimá-la. Para queimá-la? Ora, se Marconi quisesse mesmo uma vitória de Raquel, ele estaria atacando Iris diariamente nos jornais. Mas, em vez disso, tem ido ao Paço Municipal dar presentes a Iris. Recusa-se a criticá-lo e não hesita em elogiar sua administração.

5) Marconi, no fundo, quer Iris reeleito prefeito de Goiânia em 2008. Com Iris em novo mandato, o tucano arruma um argumento contra Iris, quando ele já estiver em campanha em 2010: largou o mandato de prefeito pela metade. É um dos motivos que faz Marconi preferir Iris como adversário. Não é o principal. Há mais motivos para o "jabuti estar na árvore". Com Iris candidato, Marconi terá pela frente um adversário já conhecido, já vencido uma vez e, por isso, previsível. Longe de ser uma novidade. O pesadelo para Marconi em 2010 é um candidato que represente o "novo", como o tucano representou em 1998. O "novo" que Marconi mais teme é o atual presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

6) Marconi aposta que, quanto mais fragmentada a base aliada estiver, mais forte ele estará em 2010. Afinal, é o candidato com maior poder de fogo eleitoral. E, talvez, fosse de novo o ponto central que uniria vários partidos aliados. Internamente, Marconi não vacila: não é gratuito o fato de o diretório estadual do PSDB estar todo em sua mão, sem espaço até mesmo para os caciques Lúcia Vânia e Nion Albernaz.

Marconi acredita que, quanto mais a base aliada se desmoraliza, mais ele será o antídoto moralizador.

Quando, no fim de 2006, Alcides apareceu como o elemento de oxigenação da base, Marconi começou sua estratégia para retomar sua força.

Portanto, eleitor, o fato de Iris e Marconi se encontrarem com bastante freqüência tem um fundo estratégico: um reforça no outro a idéia de adversário principal.

O roteiro de ambos, até agora, está sendo seguido. O problema maior é saber se os adversários vão mesmo cair em todas as armadilhas.

Postado por Eduardo Horácio às 03:25 de 23/02/08.
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23/02/08 - Sábado
Política
Marconi ataca Lúcia e Meirelles

Em 13 de fevereiro, em entrevista do Diário da Manhã, o senador Marconi Perillo (PSDB) deixou claro nas entrelinhas: o adversário de 2010, para ele, é Henrique Meirelles, hoje presidente do Banco Central.

Na nota divulgada ontem pelo diretório estadual do PSDB (assinada apenas por marconistas), um pequeno detalhe passou longe dos holofotes. É o trecho que fala do apoio que Marconi deu a Lúcia Vânia (PSDB) para sua candidatura ao Senado, em 2002.

Vamos ao trecho:

"Candidata ao Senado em 2002 (em detrimento da postulação de Henrique Meirelles), Lúcia Vânia contou com o apoio decisivo do governador Marconi Perillo, de toda a máquina partidária, dos deputados, dos prefeitos e dos diretórios, além da base aliada."

Antes, em 2002 e nos anos seguintes, a tese divulgada por Marconi, Meirelles e Lúcia era outra. O que se afirmou à época (e nunca foi desmentido) era que Lúcia e Meirelles haviam chegado espontaneamente a um acordo.

Meirelles teria desistido da candidatura ao Senado em nome do pacto. Foi, inclusive, a versão amplamente noticiada nos jornais da época.

Nos bastidores, sempre se soube que Marconi fez de tudo para Lúcia ser candidata, descumprindo a promessa que o mesmo Marconi havia feito antes a Meirelles.

Mas Marconi, sempre que perguntado, jamais admitiu ter interferido naquele processo. O nome de Lúcia havia surgido do "consenso".

A nota de agora, do diretório estadual do PSDB, vai na direção contrária. Marconi desmente Marconi. Diz que toda a máquina do partido apoiou Lúcia. Seria um ato falho? Provavelmente, não.

Imagino que os objetivos de tal mudança no discurso de Marconi sejam três:
1) Tentar mostrar à opinião pública que Lúcia Vânia sempre foi bem tratada no partido e, portanto, estaria agora sendo "ingrata";
2) Expor que Lúcia Vânia só foi candidata porque Marconi quis e, portanto, lembrar que é ele quem manda;
3) Mostrar publicamente que Meirelles já "perdeu" para Marconi uma vez e, portanto, pode perder de novo

Uma nota, originalmente toda escrita para atacar Lúcia Vânia, acabou servindo também para dar uma estocada em outro ex-aliado.

Além de Iris Rezende, Marconi agora tem uma nova obssessão: Henrique Meirelles.

Postado por Eduardo Horácio às 05:22 de 23/02/08.
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23/02/08 - Sábado
Política
Marconi: ‘sempre fui humilde’

Em entrevista hoje ao jornal O Popular (entrevista praticamente idêntica à concedida ao Diário da Manhã), o senador Marconi Perillo diz o seguinte:

 

“De forma alguma vou aceitar que a senadora seja vítima e tente passar à opinião pública a imagem de que eu não seja humilde. Eu sempre fui humilde, por isso que eu sou tão bem acolhido pelos partidos da base aliada, por deputados estaduais, federais, prefeitos, vereadores, ex-prefeitos, de todos os cantos de Goiás.”

 

Marconi talvez não perceba, mas há um problema de lógica aí: quem é humilde, não costuma fazer propaganda disso. Quem faz propaganda de si mesmo pode ser tudo, menos humilde.

 

Recado a Jorcelino Braga

Há um trecho, um dos poucos publicados apenas no DM e não em O Popular, bastante interessante:

“Como o deputado Jovair disse, quem causa intriga neste governo são os sem-voto, os chamados ‘Luas pretas’.”

Postado por Eduardo Horácio às 06:26 de 23/02/08.
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24/02/08 - Domingo
Política
PP e PSDB: ainda tem conserto?

Base aliada parece cada vez mais rachada. Os dois partidos já não conseguem disfarçar pequenos ódios

Por Afonso Lopes
Do Jornal Opção

É quase impossível ocorrer uma reaproximação entre o PP e o PSDB. Pelo menos, não nos mesmos níveis de relacionamento que existiam antes, quando os dois partidos, hoje os maiores da chamada base aliada, formaram um pacto que se tornou embrião vitorioso em 1996, passando pela histórica eleição de 1998, atingindo o ápice em 2002 e, aparentemente, encerrando após o segundo turno de 2006.

Desde o final do segundo turno, quando o PMDB reencontrou a derrota, PP e PSDB não se falam mais de maneira amistosa, leal.

Leia a continuação da análise clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 04:01 de 24/02/08.
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24/02/08 - Domingo
Política
Nem o PP defende Alcides

Governador de Goiás assiste aos ataques do ex-aliado PSDB sem uma única defesa de seu partido, o PP

Eduardo Sartorato
Da Tribuna do Planalto

O mundo político goiano já imaginava que o encontro regional do PSDB em Goiatuba, no sábado, 16, seria realizado em alta temperatura.

O que pouca gente desconfiava é que as críticas públicas de tucanos sobre o governo de Alcides Rodrigues (PP) causariam uma reação tão grande entre os pepistas.

Mas só nos bastidores.

Após discursos e mais discursos cobrando agilidade, posicionamento e ação, dentre outras coisas, em público, lideranças do partido do governador simplesmente se calaram e se negaram a avaliar a posição do maior partido "aliado" da base governista.

O silêncio do PP não só deixa o caminho aberto para novos ataques, como expõe uma fragilidade entre governistas: a dificuldade de defender o governo.´

Leia a continuação do texto clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 05:09 de 24/02/08.
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29/02/08 - Sexta-feira
Política
Surpresa: agora gabinete é do Perillo

Por Ricardo Noblat

Os funcionários do gabinete do senador Jonas Pinheiro (DEM-MT), que morreu no último dia 19, voltaram ao trabalho depois de três dias de luto e levaram um susto.

Na segunda-feira, se depararam com o nome do senador Marconi Perillo (PSDB-GO), e não com o de Gilberto Goellner (DEM-MT), suplente de Jonas, na placa de identificação afixada na porta do gabinete onde trabalhavam.

Sob a prerrogativa de ser ex-governador de Estado, Perillo conseguiu trocar seu apertado gabinete pelo amplo e confortável espaço que era de Jonas.

A mudança foi orquestrada nos dias de luto e, por isso, encarada pelos funcionários do agora senador Goellner como "invasão" e "falta de respeito". Eles não concordaram em ficar com o gabinete de Perillo.

Conversa vai, conversa vem, conseguiram o espaço onde funcionava a Diretoria-Geral Adjunta do Senado, que, por sua vez, teve que se contentar com a ex-sala de Perillo.

Postado por Eduardo Horácio às 17:32 de 29/02/08.
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O que Marconi quis dizer com a frase "Eu esperei esse debate como o vigia espera o alvorecer" dita depois do debate da OJC de 31 de agosto?
Que, assim como um vigia, queria ir embora logo do debate;
Que ele está vigiando os adversários até de madrugada;
Que ele não estava nem aí para o debate (ou o alvorecer)
Que depois de Lua Nova e Eclipse ele mal pode esperar pelo Alvorecer
 
 
 
 
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