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04/08/07 - Sábado
Análise Política
PT goiano é ‘Amélia’ de Lula?
Para Lula, não há dúvidas: o PT goiano é que é o PT de verdade. A frase inspirada na consagrada canção de Mário Lago e Ataulfo Alves é fato: desde que Lula assumiu a presidência em 2003, o PT goiano anula seu próprio desejo para agradar o presidente da República. Rubens Otoni, Pedro Wilson, Marina Sant'Anna, todos eles se anulam em torno do governo federal. Se anulam tanto que foram humilhados em 2006, quando o PMDB rejeitou o PT na vice do então candidato Maguito Vilela (PMDB). Mas, nem mesmo depois da humilhação, reagiram.
Ao contrário: toparam ser vice de Barbosa Neto, candidato que tentou antes fazer aliança transgênica com todos os lados - o que virou fato no segundo turno, quando ele declarou apoio a Alcides Rodrigues (PP).
Desde 2003, o PT goiano caminha para deixar de ser o que era. Não tem mais autonomia de de sua matriz nacional. O PT daqui não decide mais alianças, não formula propostas, se afasta de sua base social e defende Lula cegamente. As únicas formulações que faz são projeções fantasiosas sobre quantos candidatos elegerão em 2008.
A anulação é tanta que é mais comum ver petistas fazerem mais discursos na Câmara de Vereadores e na Assembléia Legislativa sobre o governo Lula do que sobre suas realidades estaduais e municipais. Ser petista, hoje, é praticamente deixar de lado a identidade local e mimetizar a nacional. Mas seria o PT goiano espelho do nacional porque é obrigado ou porque "acha bonito não ter o que comer"? A eleição do ano que vem será peça-chave para responder essa e outras perguntas.
Desde a redemocratização, nenhum partido tem melhor desempenho eleitoral do que o PT em Goiânia. De 1985 pra cá foram seis disputas municipais (1985, 1988, 1992, 1996, 2000 e 2004): o PT ganhou duas (1992 e 2000), foi segundo colocado com chances de vitória em três (1985, 1988 e 2004) e terceiro colocado apenas uma vez (1996), quando não passou para o segundo por apenas um ponto porcentual. O PT é também o único partido goiano que nunca teve menos do que 20% dos votos no primeiro turno da eleição na capital.
Cogita-se, fortemente, que o PT ano que vem integre a aliança que pretende reeleger Iris Rezende (PMDB). Vários nomes do partido defendem essa aliança, principalmente aqueles mais ligados à direção nacional do partido. Além de ser uma prova de que falta auto-confiança, uma aliança com Iris demonstra uma capitulação do partido e, outra vez, uma humilhação.
Iris, em 2004, foi o principal adversário e crítico de Pedro Wilson, que era o prefeito de Goiânia. As idéias e ações de Pedro, por sua vez, eram diametralmente opostas às de Iris. Estava em jogo naquela eleição não só a disputa por poder, mas um jeito de fazer política e de pensar a cidade. Apoiando Iris em 2008, PT e Pedro Wilson assumindo que o adversário estava certo e, o PT, errado.
Mais do que não ter candidato próprio em 2008, uma aliança com Iris representa uma desmoralização do PT exatamente na única cidade do Estado onde ele ainda tem força eleitoral e credibilidade. Basta lembrar que mesmo em 2004, quando Pedro Wilson tinha baixos índices de popularidade e uma administração inchada, o petista conseguiu crescer durante a campanha e diminuir de 25 para 10 pontos sua diferença para Iris no segundo turno. Mais do que não disputar uma eleição, o PT estará castrando sua vontade de ter candidato (que já havia sido podada em 2006, na eleição para governador), o que trará conseqüências ainda mais danosas no futuro.
Há petistas que argumentam que, sendo vice de Iris, o PT poderia ter o comando da prefeitura a partir de 2010, quando Iris supostamente renunciaria ao cargo de prefeito para ser candidato a governador. O que provaria, mais uma vez, que parte do PT goiano gostou mesmo de ser espelho do PT nacional: o que importa é o poder, ainda que sejam migalhas dele. E mesmo que esse poder custe uma ruptura com sua identidade, sua história, sua ideologia e até mesmo comprometa o futuro. É tudo isso que o PT estará colocando em jogo no ano que vem, quando for decidir de que lado fica.
Postado por Eduardo Horácio às 19:10 de 04/08/07.
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08/08/07 - Quarta-feira
Saiu na Folha de S.Paulo
Novo líder da oposição fica no cargo apenas 4 horas
| Foto: Agência Brasil |
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Leonardo Vilela (PSDB-GO) foi indicado à tarde; no início da noite, os tucanos retiraram a indicação
Acusado de "comprar" notas fiscais frias, o deputado goiano se defende dizendo que não fez isso e que pagou por locação de software
ANDRÉA MICHAEL RANIER BRAGON DA SUCURSAL BRASÍLIA
O deputado federal Leonardo Vilela (PSDB-GO), indicado ontem por seu partido para o posto de líder da bancada de oposição na Câmara, durou apenas quatro horas no cargo. Nomeado por volta das 16h, caiu por volta das 20h depois que a bancada tucana foi informada pelo próprio Vilela de que seu nome aparece na investigação da Operação Aquarela.
Desvendado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Distrito Federal, o esquema teria desviado cerca de R$ 50 milhões dos cofres do BRB (Banco de Brasília). Em depoimento, uma ex-secretária da ONG Caminhar Jeovana Drazdauskas Silva disse que a entidade emitiu notas fiscais frias - relativa a serviços que, na verdade, não teriam sido prestados - para deputados federais, entre eles Leonardo Vilela.
A ONG Caminhar é apontada como a pivô do esquema. Ela teria recebido recursos milionários dos cofres do BRB em troca de pagamento de propina a funcionários públicos.
O novo nome, que assumirá o posto de Julio Redecker (PSDB-RS), morto no acidente com o Airbus da TAM, será anunciado hoje.
Segundo a transcrição do depoimento de Jeovana, "ela se recorda de haver remetido notas fiscais frias, quando trabalhava na Caminhar, em nome de (...) Leonardo Vilela". No seu segundo depoimento, Jeovana entregou aos investigadores cópia de e-mail, de 20 de março, em que o dono da Caminhar, André Luís de Souza Silva, a orienta a expedir uma nota fria ao deputado. Ainda de acordo com o depoimento, ela emitia "notas fiscais em favor de diversas empresas" cobrando uma comissão de 8% sobre o valor total da nota.
A suspeita é a de que o deputado possa ter usado as supostas notas frias para ser reembolsado com a chamada "verba indenizatória" da Câmara.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o deputado negou o uso de nota fria afirmando que a ONG Caminhar prestou serviços de "locação de software para instalação de programa de gerenciamento de documentos para atividades parlamentar" em 2006. Para isso, o deputado afirma ter pago R$ 68 mil. Ele disse também, pela assessoria, que apresentou as oito notas fiscais à Câmara, que o reembolsou com a recursos da "verba indenizatória".
"O parlamentar só tinha conhecimento dos serviços prestados pela ONG através dos profissionais [da ONG] que desenvolviam programas para o gabinete. Sendo assim, ele declara nunca ter tido qualquer tipo de contato com a ONG nem com o seu dono André Luís", diz nota enviada há alguns dias por sua assessoria.
Outro deputado federal que tem o nome citado nas investigações é Antonio Bulhões (PMDB-SP). Há gravação de telefonema de uma funcionária de seu gabinete, em maio, para o dono da ONG com o objetivo de passar os dados para o preenchimento da nota fiscal.
Bulhões negou uso de nota fria. Disse que o serviço, no valor de R$ 8.170, se referiu à interligação dos computadores de seu escritório em São Paulo com a intranet da Câmara.
A matéria original, publicada na Folha de S.Paulo de hoje, pode ser lida clicando aqui.
Postado por Eduardo Horácio às 04:58 de 08/08/07.
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12/08/07 - Domingo
Análise Política
Adib Elias, Leonardo Vilela e Renan Calheiros: o que eles têm em comum?
O senador Renan Calheiros (PMDB), o prefeito Adib Elias (PMDB) e o deputado federal Leonardo Vilela (PSDB) têm em comum aquilo que todo político enfrenta quando ganha poder: investigação de sua vida pública e privada, denúncias fundadas e infundadas e ataques sistemáticos vindos de várias direções.
Não é por outro motivo que, no Congresso Nacional, vários deputados preferem passar à margem dos debates e dos espaços de poder durante seus quatro anos de mandato. O sonho da maioria não é a presidência da instituição; ao contrário, é ser baixo-clero para sempre.
Renan Calheiros é presidente do Senado e um dos principais articuladores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Não fosse o que é, provavelmente estaria esquecido pela imprensa e pelos adversários como, aliás, esteve desde o fim do governo Collor.
Renan está sendo perseguido? Claro que não. A investigação que se faz em torno dele é justa, para dizer o mínimo. O problema é que são poucos os políticos com estatura moral, pulso e ousadia para assumir qualquer posição de maior poder e agüentar as conseqüências. Fosse fácil, novos Ulysses Guimarães seriam eleitos todos os anos.
Renan é alvo de denúncias - a maioria mais do que justa, vale enfatizar novamente - vindas de todos os lados. A mais palpitante tem a ver com as duas rádios que, tudo indica, ele possui em Alagoas. Vários estudos já provaram que quase a metade do Congresso Nacional tem meios de comunicação eletrônicos (rádio ou televisão) em seu nome ou em nome de terceiros (laranjas). Mas como Renan é o alvo, apenas ele é investigado agora. Fosse outro a ocupar o mesmo espaço, denúncias semelhantes viriam, certamente.
Ou alguém acha que Severino Cavalcanti (PP) seria investigado, em 2005, se não fosse presidente da Câmara dos Deputados? O "mensalinho" que cobrava do restaurante do Congresso provavelmente jamais viria à público se Severino tivesse se conformado em ser baixo-clero durante mais um mandato de sua carreira política.
Assim funciona, também, qualquer processo eleitoral. Alguém já viu candidato em último lugar ser atacado pelos adversários? Os primeiros colocados são atacados o tempo todo, independente da cor partidária ou ideológica.
Estar na frente dá trabalho: daí que muitos candidatos, em eleições majoritárias, sonham em assumir o primeiro lugar apenas na véspera da eleição - e não faltando dois meses para o pleito, por exemplo.
Essa é a lógica também da Justiça Eleitoral: quem vence as eleições é muito mais investigado do que aquele que fica em segundo ou último lugar.
Em Goiás, dois casos desta semana mostram bem como é dura a vida de quem tenta maior visibilidade.
O prefeito de Catalão, Adib Elias, se preparava para assumir a direção regional do PMDB na quinta-feira, dia 9. Um dia antes da festa, nove pessoas acusadas de fraude em licitação de asfalto em sua administração foram presas, incluindo dois de seus secretários, a pedido do Ministério Público. Se Adib não fosse assumir o PMDB, as prisões até poderiam acontecer, mas certamente não seriam na véspera de sua festa e nem haveria uma repercussão amplificada.
Já o deputado federal Leonardo Vilela se preparava, também na quarta-feira, para ser o novo líder do PSDB no Congresso Nacional. O cargo - que traz bastante visibilidade para quem o ocupa - acabou escapando de suas mãos no mesmo dia.
Tudo porque a bancada tucana foi informada que Leonardo estava sendo investigado. Cerca de R$ 50 milhões dos cofres do Banco de Brasília teriam sido repassados a uma ONG que teria emitido notas frias para ele, Leonardo Vilela, dentre outros deputados.
Se Leonardo não tivesse almejado a intenção de ser líder do PSDB, a denúncia provavelmente ainda estaria repousando nos escaninhos do Ministério Público, sem grandes repercussões.
Se tudo isso tem um lado bom - o de mostrar a quem galga poder que ele não está imune a nada -, há algo ruim por outro lado: o de incentivar os corruptos a continuarem, eternamente, na surdina.
Tem-se, então, uma inversão de valores: passamos a tapar os olhos para a desonestidade, desde que o protagonista dela seja uma pessoa inexpressiva no cenário político.
E passamos a condenar de forma seletiva: as estrelas merecem chicote, enquanto os coadjuvantes não são vigiados. Nada surpreendente para uma sociedade que vive de espetáculo - tema, aliás, que daria outros mil artigos.
Postado por Eduardo Horácio às 00:05 de 12/08/07.
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23/08/07 - Quinta-feira
Revista Veja
Marconi na agenda de José Dirceu
Veja, a seguir, trechos da coluna de Diogo Mainardi na Veja desta semana:
Recebi uma agenda de telefones de José Dirceu. Passei os últimos dias bisbilhotando-a, checando nomes, analisando datas, conferindo números. (...) A agenda está incompleta. Lista nomes de A a J. Era usada pelas secretárias de Dirceu na Casa Civil. O bom é que, além dos números de telefone, foram anotados alguns recados de seus interlocutores. (...) Na agenda de Dirceu, há 35 recados de seu amigo do peito, o advogado Kakay (tel: XXX9292, XXXX5050). Há alguns muito claros: "Precisa falar pessoalmente antes do compromisso". Há outros mais enigmáticos: "Assunto: Marconi – OK". Em certos casos, Kakay aparece cuidando dos encontros de trabalho de Dirceu: "Avisa que a reunião ficou marcada para 22:15".
Leia a coluna completa de Diogo Mainardi na Veja clicando aqui.
Postado por Eduardo Horácio às 16:30 de 23/08/07.
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23/08/07 - Quinta-feira
Folha de S.Paulo
Delúbio Soares leva vida de celebridade em sua terra natal
Ex-tesoureiro do PT recebeu governador de Goiás na semana passada; em evento, vereadores e prefeitos pediram fotos
Ao pedido de entrevista, afirmou que não falaria "nadinha'; sobre resultado no Supremo, respondeu "vou esperar, deixar julgar"
Por Hudson Corrêa Da Agência Folha, em Buriti Alegre (GO)
O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares desfila como celebridade em sua terra natal, Buriti Alegre (GO). Delúbio mantém o cargo de professor do Estado, mesmo condenado por receber sem trabalhar. Na tarde de quarta-feira passada, ele recebeu o governador Alcides Rodrigues (PP) no aeroporto de Buriti Alegre e participou da inauguração de um frigorífico, subindo no palco onde estava Rodrigues.
O governador negou relação pessoal ou de governo com Delúbio. "Ele é goiano, é de Buriti Alegre e está prestigiando aqui a inauguração da empresa", afirmou. Delúbio foi e voltou do aeroporto num Vectra prata -registrado em nome do irmão, o vereador de Goiânia Carlos Soares (PT). Um Astra com dois homens o escoltava.
Leia a matéria completa clicando aqui.
Postado por Eduardo Horácio às 16:01 de 23/08/07.
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25/08/07 - Sábado
Análise Política
Marconi e Nion só atrapalham aliados. Ou falam sério?
No dia 21 de junho deste ano, quando o debate da dívida de Goiás colocava no centro da responsabilidade a gestão tucana, o senador Marconi Perillo (PSDB) arrumou uma "solução": lançou-se candidato a prefeito de Goiânia.
A inesperada pré-candidatura de fato surtiu efeito. O debate da dívida foi sumindo da pauta diária. Paralelamente, o ex-prefeito Nion Albernaz (PSDB) começou a dizer que, se a base unisse em torno dele, toparia também ser candidato.
Hoje, as duas candidaturas (de Marconi e de Nion) estão colocadas dentro do PSDB e da base aliada. Diariamente nos jornais, sempre há algum aliado reforçando uma delas.
A questão é: as candidaturas de ambos à prefeitura de Goiânia são pra valer? Se sim, bom para o PSDB. Se não são, não há outra resposta: elas só estão "empatando" o processo eleitoral da base.
Com o prefeito Iris Rezende (PMDB) em alta popularidade e candidatíssimo à reeleição, a base aliada precisa, mais do que nunca, definir logo seu candidato e já apresentá-lo ao eleitor.
Em 2004, a base esperou demais e, quando acordou, Iris já estava disparado nas pesquisas e quase-eleito.
Repetir o erro de três anos atrás significa jogar outra eleição na lata do lixo. Daí que, não sendo candidatos, Marconi e Nion só estariam atrapalhando a definição de um candidato de verdade.
Já passou da hora de projetos narcisistas serem descartados. Se Marconi e Nion querem só aparecer (político, quando não aparece na mídia, fica carente) e não são candidatos para valer, que desistam logo do projeto-fantasia.
Mas, se querem mesmo disputar a eleição em Goiânia contra Iris, que definam logo entre si quem será o candidato.
Os bruxos de plantão já teriam arrumado até uma alternativa: Marconi candidato, Nion vice. Assim, se Marconi derrotar Iris, ele sairia em 2010 para ser candidato a governador e deixaria o restante do mandato na mão de Nion, três vezes prefeito em um passado recente.
Colocar Nion na vice seria também uma forma de fazer o ex-prefeito escapar de um vexame: na última pesquisa Ecope para a prefeitura, ele não passa de 4,8% das intenções de voto.
Mas uma candidatura de Marconi à prefeitura de Goiânia, apesar de sua boa popularidade, é uma operação de alto risco.
Vejamos:
1) O eleitor poderia ver em Marconi a imagem de um político que disputa eleições por disputar. Afinal, o tucano deixaria o mandato do Senado antes da metade, seria prefeito por apenas dois anos e seria novamente candidato, a governador, em 2010;
2) Marconi poderia perder para Iris, o que fortaleceria o projeto peemedebista em 2010;
3) Perdendo para Iris, Marconi certamente não seria mais o provável candidato de consenso da base em 2010.
Dentro desta lógica de riscos para Marconi, uma observação sobre a sucessão do diretório municipal do PSDB faz todo sentido: Marconi, no fundo, trabalha para que Nion seja o candidato.
Tanto que o novo presidente do diretório, eleito no domingo, dia 19, foi Olier Alves, braço-direito vitalício de Nion Albernaz. Com Olier no comando do PSDB goianiense, Nion só não é candidato se não quiser. E, pelo discurso na mesma convenção que elegeu Olier, Nion dá sinais de que quer. "Como é que eu posso dizer não?", disse ele para a platéia.
É bom que Nion queira mesmo. Ou que Marconi, em vez de Nion, seja o candidato, mesmo que as duas candidaturas representem riscos para duas biografias extensas.
Afinal, se nenhum dos dois for candidato, a história provará que ambos só atrapalharam a base aliada nesse processo pré-2008.
Enquanto Marconi e Nion jogam a bola um para o outro, outros candidatos de verdade da base (Raquel Teixeira, Barbosa Neto, Sandes Júnior, Jovair Arantes, etc) ficam apagados, em segundo plano, graças à força política interna que Nion e Marconi têm.
Se os outros pré-candidatos da base só forem aparecer em meados do ano que vem, Iris (e outros candidatos de outros partidos) já estarão consolidados nas pesquisas.
Tarde demais para uma base aliada que até agora não aprendeu as lições de 2000 e 2004.
Postado por Eduardo Horácio às 11:48 de 25/08/07.
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23/08/07 - Quinta-feira
Fim
Revista Bizz acaba. De novo
Durou pouco a nova fase da revista Bizz. No sítio da revista na internet consta a informação que a publicação, novamente, deixa de existir.
Postado por Eduardo Horácio às 12:58 de 23/08/07.
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24/08/07 - Sexta-feira
Debate
Menos arrogância, por favor
É comum em políticos, quando falta argumentos, apelar para frases de efeito.
Foi esse o comportamento do deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO) no Opinião Nacional (TV Cultura) de ontem (quinta-feira, 23):
- Todo cientista político deveria passar por uma eleição antes de falar alguma coisa.
Igualmente seria muito interessante que todo político tentasse ser menos arrogante e narcisista.
Postado por Eduardo Horácio às 15:51 de 24/08/07.
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26/08/07 - Domingo
Entrevista
Altos e baixos de Lula
| Reprodução |
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Leitura de domingo: a entrevista que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concedeu à edição de hoje do Estadão.
O grande ponto positivo é negar, pela milésima vez, que tentaria mudar a constituição para ser reeleito outra vez.
O ponto negativo é o presidente achar que a Lei Pelé (que instituiu o passe livre) "passou do ponto".
Bom, o que passou do ponto mesmo são os altos índices de corrupção, amadorismo e incompetência da cartolagem brasileira. É da cartolagem (com o aval de Lula, vide Timemania) toda a responsabilidade pelo êxodo dos craques do futebol brasileiro - e não do passe livre.
Leia a entrevista nos links abaixo:
Parte 1 Parte 2 Parte 3 Parte 4 Parte 5 Parte 6
Abaixo, o trecho em que ele nega qualquer possibilidade de terceiro mandato:
‘Nem se o povo pedir serei candidato em 2010’
Então o sr. repudia esses comentários que dizem que o sr. pensa na possibilidade de um terceiro mandato com essa convocação de uma Assembléia Constituinte para fazer a reforma política? Repudio não. Quem fala isso é mentiroso, tem má-fé, não só porque eu não acredito nisso, não quero isso, como sou contra isso.
Mesmo com uma feitiçaria política do povo pedindo na rua um terceiro mandato? Não tem essa de o povo pedir. Meu mandato termina no dia 31 de dezembro de 2010. Agradeço ao povo brasileiro o carinho que teve comigo e passo a faixa para outro presidente da República em 1º de janeiro de 2011. E vou fazer meu coelhinho assado, que faz uns cinco anos que eu não faço.
Postado por Eduardo Horácio às 09:36 de 26/08/07.
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31/08/07 - Sexta-feira
Justiça
Palmas? Até agora, STF só fez obrigação
Quase toda a imprensa comemora a decisão do STF que levou os 40 famosos nomes do mensalão para o banco dos réus.
A questão não é nem saber se eles merecem ser condenados por antecipação (que seria outra discussão), mas sim o fato de criar tanta expectativa no público, que é quem mais anseia por punição.
Convém lembrar de um caminho júridico óbvio: nesta etapa do processo, na dúvida, o procedimento é levar ao banco dos réus.
Já no julgamento, é o contrário: na dúvida, absolve-se o réu.
Ou seja: até agora, o STF só fez a obrigação.
Festejou-se bastante quando Fernando Collor também virou réu, em 1993. Pouco adiantou. No julgamento, foi absolvido de todas as acusações.
Postado por Eduardo Horácio às 02:34 de 31/08/07.
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